8 de dezembro de 2008

Não podia ficar calada...

Isto não é para criar hábito, mas cá vai mais uma entrada sem sexo. A sério, é a última em muito tempo.

Hoje estive a ver o "Zé Carlos", dos Gato Fedorento. Acho-lhes piada. Hoje fizeram um sketch que era uma entrevista com um masoquista, em que a piada era que o masoquista não gostava de dor. Depois disseram que era raro os masoquisas não gostarem de dor.

Então, da boca (das mãos, mas façam de conta) de uma masoquista a sério, senhores gatinhos (estou mesmo a falr convosco, Sr. Ricardo Araújo Pereira, Sr. José Diogo Quintela, Sr. Miguel Góis e Sr. Tiago Dores), "masoquismo" é ter prazer sexual em assumir um papel submisso numa relação, muitas vezes numa relação sexual. A maior parte dos masoquistas (eu incluida) gosta de ser açoitada ou chicoteada durante as relações sexuais como prova do poder que o dominante tem, mas alguns não gostam de dor de maneira nenhuma. Também não gosto de dor noutros contextos, por exemplo, cortar-me a descascar fruta.

Falta dizer aqui que, segundo a Wikipedia, ter prazer em sentir dor chama-se algolagnia. É diferente.

Resumindo, masoquistas que não gostem de dor há muitos (como os chapéus:P).

Pronto, só queria deixar o esclarecimento.

Beijinhos.

6 de dezembro de 2008

O prometido é devido

Bem, não seria o fim do semestre sem esta tensão que se faz sentir...

Da última vez prometi uma história de sexo, já que a última entrada, se calhar, foi um bocado insalubre. Vamos já tratar disso. Esta história já não é muito recente, mas é das melhores de ultimamente. Foi numa sexta-feira noite. Eu estava na cozinha a acabar de arrumar a loiça lavada quando o Mestre veio ter comigo. Abraçou-me por detrás e deu-me um beijinho.

"Já estás despachada?" Perguntou-me, com ternura.

"Sim, já acabei." Respondi. "Vamos brincar, agora?"

"Vamos. Fica aqui que eu já venho."

Ainda não tínhamos começado e eu já estava a sentir um assomo de volúpia. Adoro quando o Mestre me dá uma ordem preliminar, como "Fica aqui" ou "Vai para a sala e espera". Sentei-me numa cadeira enquanto o Mestre não voltava. Quando voltou, pouco depois, trazia uma toalha de banho e as sempre presentes cordas. Lembro-me que eram cordas novas, que, pouco tempo antes, reparámos que algumas das cordas que tínhamos estavam a ficar gastas do uso, e o Mestre mandou vir mais. Levantei-me e aguardei a ordem do Mestre. Ele mandou-me ajudá-lo a arrastar a mesa da cozinha para debaixo da viga e que subisse para cima dela. Depois pôs a toalha dobrada na mesa e mandou-me ajoelhar-me nela. A seguir subiu também para cima da mesa e ajoelhou-se atrás de mim, com o corpo colado ao meu. Eu tinha as mãos no colo, como convém a uma submissa, e não tive sequer o ensejo de as mexer enquanto o Mestre começava por colar as mãos à minha pele, primeiro nas minhas coxas, por debaixo da minha t-shirt, contra a minha barriga e devagarinho até às minhas mamas. Os dedos habilidosos do Mestre não demoraram a deixar os meus mamilos duros como pedrinhas, e depois ele apertou-mos, mesmo como eu gosto.

"Despe-te." Sussurou-me o Mestre ao ouvido.

Ainda com as mãos dele por dentro da minha t-shirt, ele ajudou-me a tirá-la. Depois desembaracei-me das cuecas tão depressa quanto pude e voltei à posição inicial, ajoelhada, com as pernas juntas. O Mestre desceu da mesa enquanto me mandava abrir as pernas. Então, de frente para mim, ordenou-me que lhe estendesse os pulsos, e ele amarrou-os um ou outro e passou as pontas livres da corda por cima da viga. Ajustou o comprimento como queria, e pôs-me na posição que quis. Como a viga estava à minha frente, acabei por ficar ajoelhada, com as ancas por cima dos joelhos (mas, com a toalha a almofadas, estava confortável), e com os pulsos para a frente e acima da cabeça. Tinha a corda para me apoiar e manter o equilíbrio, por isso, era uma posição fácil de manter. Quando eu já estava como o Mestre me queria, ele não voltou a subir logo para cima da mesa, mas pôs uma mão na minha anca e a outra no meu tornozelo. Ambas as mãos foram deslizando, uma pelo flanco do meu corpo, outra pela minha perna, até que o Mestre estava a acariciar-me uma mama enquanto me tocava entre as pernas. A mão na mama estava a saber-me bem, mas o calor da palma da mão dele contra a minha ratinha e os movimentos fortes, mas subtis, dos dedos no meu púbis estavam a enlouquecer-me. O Mestre apercebeu-se, e quando eu estava a ficar mais excitada, parou.

"Vai com calma, fofinha." Disse-me ele, com uma certa malandrice, antes de apagar a luz e de se ir embora.

É sempre assim. Já nem me queixo. Na verdade, até gosto, cada vez mais, destes momentos de frustração antes de começarem as coisas mais excitantes.

O Mestre voltou pouco depois, claramente com mais apetrechos, mas, no escuro e de costas, não percebi logo o que era. No escuro, mais ou menos, porque tínhamos deixado a persiana aberta, mas, mesmo assim, estava escuro. O Mestre aproximou-se e acariciou-me com uma só mão, primeiro as costas, depois as nádegas, depois apalpou-me as nádegas levemente. Então parou e ouvi-o dar dois passos atrás. Houve uma pausa, e apercebi-me de que estava a suster a respiração. Já estava a antecipar que o Mestre me fosse bater, só não sabia como.

A primeira chicotada acertou-me nas costas, logo abaixo dos ombros, e fez-me gemer de dor. Era um cinto que o Mestre tinha ido buscar, um cinto de cabedal largo e bem rijo. A segunda chicotada foi mais forte, mas já não doeu tanto. Algumas chicotadas mais tarde e já me estavam a excitar. Foi aí que o Mestre começou a bater-me com o cinto no rabinho, e com ainda mais força, já que aí tenho mais chicha, e aguento melhor o cinto. Muitos gemidos mais tarde, uns de dor, outros de excitação, quando já tinha o rabinho a arder, o Mestre deu-me duas chicotadasa, muito dolorosas, directamente na minha ratinha, depois pousou o cinto na mesa, atrás de mim, e pôs-se à minha frente outra vez. Pôs-me as mãos nas mamas e apertou-as um bocadinho. Depois assentou-lhes palmadas, ora na esquerda, ora na direita, tanto de cima como de lado. Só quando eu já sentia as mamas vermelhinhas e quentes é que ele voltou a agarrá-las e mordiscou-me os mamilos um bocadinho. depois voltou a subir para cima da mesa. Pegou outra vez no cinto, passou-o por entre as minhas pernas e puxou-o para cima, de encontro à minha ratinha molhada, com força.

"O que é que eu hei-de fazer contigo?" Perguntou-me o Mestre, ao ouvido, com uma pontinha de desprezo, como se falasse com uma criança mal comportada, ou com uma puta imprestável.

"Mete-mo todo." Arfei eu. "Por favor, Mestre, por favor, mete-mo todo!" Implorei-lhe.

Ele largou o cinto e não se fez rogado. Agarrou-me as ancas, fez-me rodá-las, de maneira que eu tive que me apoiar mais nas cordas. Depois senti-o tocar-me entre as pernas com o membro viril, procurar o sítio certo por um momento e depois enterrar-se em mim, primeiro devagar, depois agarrou as minhas ancas com as duas mãos e deu-me com força por detrás. Ao fim de algum tempo começaram a doer-me os pulsos da tensão das cordas, e o Mestre começou a dar-me palmadas nas nádegas de vez em quando. Quando deu conta de que eu estava perto de me vir, procurou o meu clitoris com os dedos da mão direita e acariciou-me aí até sentir o meu corpo sacudido pelos espasmos de um orgasmo espetacular. Pouco depois, ainda meio zonza, senti-o agarrar-me as mamas e vir-se dentro de mim. Soltou logo as cordas da viga e deixou-me voltar a sentar-me nos calcanhares enquanto me abraçava e me beijava. Depois desatou-me os pulsos, ajudou-me a descer da mesa e fomo-nos deitar.

Escuso de dizer que foi só o começo de um fim de semana "bem passado" :P

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.