27 de maio de 2008

Novidades!

Hoje chegou-nos, por correio, um brinquedo novo! É um vibrador da Hitachi, que o Mestre tinha encomendado pela Internet. Não é daqueles com forma de consolador, para enfiar num orifício à escolha, é antes um cabo comprido e uma grande bola para encostar à zona de prazer. Escusado será dizer, o Mestre atou-me para o experimentarmos.

Quando chegou a casa, à hora de almoço, pouco depois de mim, nem sonhava o que a tarde nos reservava. O Mestre estava todo contente, a julgar pela forma como me abraçou e me beijou, mas não me disse logo o que era. Quando lhe perguntei, mostrou-me o papel dos correios a dizer que podia levantá-lo à tarde. Mal contive o meu entusiasmo a tarde toda. Quando, por volta das seis horas, o Mestre chegou dos correios, com o brinquedo novo, quase desatei aos saltinhos de excitação.

"Quieta, menina!" Brincou o Mestre, ao ver-me tão entusiasmada. "Queres experimentá-lo?"

"Quero!!!" Gritei de contente.

O Mestre conduziu-me à sala e pousou a caixa na mesa. Mandou-me sentar e disse:

"Agora vou ao quarto buscar as cordas. Não mexes na caixa." Ordenou-me.

O que o Mestre manda, eu faço, mas os minutos, se tanto, que o Mestre demorou, pareceram-me uma eternidade. Quando voltou, eu estava à espera, impaciente, sentada, conforme ele me tinha mandado.

"Linda menina..." Disse-me ele, com uma festinha no cabelo. "Não te queres despir?"

"Não queres antes despir-me tu?" Perguntei eu.

"Já que ofereces..."

O Mestre pôs-se de pé, aptras de mim, e pousou as mãos nos meus ombros. Depois deixou-as escorregar para as minhas mamas e inclinou-se um pouco para a frente, para chegar à minha barriga. Aí agarrou a minha T-shirt e começou a levantar devagarinho. Passou a gola por cima da minha cabeça e eu levantei os braços para ajudar. Quando já estava em tronco nu, cruzei os braços por cima do peito, como se tivesse vergonha de mostrar as maminhas, mas não impedi o Mestre de enfiar a mão por entre os meus braços e o meu peito e tomar o volume de uma das minhas mamas. Depois ordenou-me que tirasse as cuecas enquanto preparava a corda.

Antes que me voltasse a sentar, ele agarrou-me os ombors por detrás e começou a atar-me. Primeiro amarrou só um arnês em torno do meu peito, sem sequer me prender os braços, depois mandou-me sentar. Então atou os meus braços firmemente às costas da cadeira, que eram de grades, e não sólidas. Depois mandou-me abrir as pernas e atou os meus tornozelos às pernas da cadeira. Satisfeito com as ataduras, acariciou o meu corpo e beijou-me. Comecei a ficar excitada.

"Pronta para o vibrador?" Perguntou-me.

"Sim, Mestre!" Respondi, ansiosa.

Com gestos deliberadamente vagarosos, à minha frente, o Mestre tirou o vibrador da caixa e ligou-o à corrente. Depois fingiu ter dificuldades em pôr um preservativo na bola do vibrador, para me deixar a babar-me mais uns instantes. Finalmente, espalhou um bocadinho de um gel lubrificante no preservativo e encostou-o às minhas partes íntimas. Ligou-o só por um instante, para me dar um gostinho do que seria, e foi o suficiente para me fazer contorcer, a afastar-me. Foi uma sensação muito intensa, e eu, que tinha a sensibilidade à flor da pele, não estava preparada. Dei um gritinho de surpresa.

"Então, é bom?" Perguntou-me o Mestre.

"Bom é dizer pouco..." Suspirei eu.

O Mestre voltou a pôr o vibrador no sítio e a ligá-lo, mas, desta vez, na velocidade baixa. Respirei fundo e deixei-me desfrutar das sensações. É muito mais intenso que o vibrador pequenino que o Mestre às vezes usa em mim. Devo ter começado a gemer, e o Mestre começou a acariciar-me com a mão livre. Devem ter-se passado alguns minutos, e eu estava mesmo a gostar, e então o Mestre pôs na outra velocidade, na mais alta, que agora não me pareceu demasiado intenso. Os meus gemidos passaram de "mmmmm!" murmurados entredentes ou a morder os lábios para "aaah!" suspirados entre arquejos de respiração ofegante e, dali a pouco, "AAAAAAHHH!!!" exclamados enquanto o meu corpo se contorcia de encontro às amarras que me prendiam e me excitavam. O Mestre deve ter-se apercebido de que eu estava muito perto de me vir, e tirou-me o vibrador.

"Querias..." Gozou-me o Mestre, enquanto me acariciava o corpo todo com as duas mãos.

Nem dois minutos se devem ter passado até que o Mestre voltou a pôr o vibrador entre as minhas pernas e ligou-o outra vez. O meu corpo, tenso do orgasmo que tinha ficado a meio, relaxou-se a princípio, com as vibrações, depois voltou a retesar-se com a excitação. O Mestre ia beijando o meu pescoço e o meu peito com volúpia enquanto me acariciava com uma mão e segurava o vibrador com a outra. Em breve, a minha barriga começou a contrair-se de encontro à mão do Mestre, com os primeiros tremores de um orgasmo eminente, que o Mestre me voltou a roubar.

"Não!" Protestei. "Quero-me vir!"

"Ai queres?" Perguntou o Mestre, entre dois beijinhos na minha testa. "Então, se eu te fizer vir, o que estás disposta a fazer-me em troca?"

"Um broche!" Respondi logo.

"Não sei..." Disse o Mestre, enquanto punha o vibrador no sítio outra vez. "Vou pensar nisso." Acrescentou, ligando-o.

Quis acreditar que ele estava a ser irónico, mas, mais uma vez, quando estava quase a vir-me, ele parou de me excitar.

"Nãããõ!!! Estava lá quase!" Choraminguei, a debater-me com as cordas.

"Se calhar, um bronce não me chega." Disse o Mestre. "Que mais me ofereces?"

"Eu faço qualquer coisa!" Exclamei, perdida de frustração. "Faço o que quiseres, mas, por favor, deixa-me vir-me!"

O Mestre, que estava acocorado à minha frente, levantou-se e passeou à minha volta por um momentou. Parou atrás de mim, agarrou-me uma mama e sussurrou-me ao ouvido:

"Só queria ouvir-te dizer isso."

Voltou a pôr o vibrador de encontro às minhas partes sensíveis. Ligou-o na velocidade máxima, e aquela dor da frustração que se tinha vindo a acumular ao fundo da minha barriga começou logo a dissipar-se. O Mestre ia massajando e apalpando as minhas mamas com uma só mão, e titilando os meus mamilos com a ponta dos dedos. Eu estava cheia de medo que ele não me deixasse vir, ainda mais quando comecei a ficar seriamente excitada, mas então, quando os meus músculos se contrairam todos, o Mestre não parou de me acariciar as mamas nem tirou o vibrador de onde estava nem o desligou, deixou-me vir.

Com o alívio da frustração de três orgasmos roubados, tive um orgasmo que bem que valeu por três. Foi mesmo espectacular, chequei mesmo a ver fagulhas a dançar à frente dos meus olhos quando me vim. Espaerava que o Mestre desligasse o vibrador, mas, em vez disso, pressionou-o com ainda mais força contra mim, e um não tardei em vir-me outra vez, com a mesma intensidade. Desta vez o Mestre já não estava a acariciar o meu peito, em vez disso, tinha o braço à volta da minha cintura, a controlar-me. Nem assim ele me deu descanso, continuou a pressionoar o vibrador, e eu já não sabia se me sabia bem ou se me doía, só sabia que me excitava. Debatia-me contra a cadeira, contra as cordas, contra o Mestre e contra o vibrador, gritava os gemidos mais selvagens que me lembro de algum dia ter feito, mas vim-me outra vez. Aí senti-me tonta e completamente exausta. Deixei-me cair na cadeira, a arfar, com um delicioso torpor a percorrer todo o meu corpo. Já nem sentia o vibrador, mas dei conta de quando o Mestre o desligou.

"Eh, olha lá!" Chamou-me o Mestre, com uma palmada na cara. "Não te lembres de desmaiar agora. Ainda me deves um broche."

Fiz por me manter acordada enquanto o Mestre me desatava e me levava até ao sofá. Deitei a cabeça no colo dele, seapertei-lhe as calças e fiz-lhe o broche que lhe prometera. Depois o Mestre tapou-me com a manta e abraçou-me enquanto eu fazia uma sesta. Fiquei arrumada por hoje.

Depois de um começo destes, tenho a impressão de que vai ser uma semana excelente.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

14 de maio de 2008

Há sempre coisas novas...

Isto é frustrante... Ontem fui jantar ao Glicínias com o Mestre. Ficámos sentados quase ao lado do Homem da Pêra. Fiquei de frente para ele, a menos de três metros o tempo todo, a olhar para ele, o Mestre até achou estranho (não tinha reparado quem era quando nos sentámos) e o Homem da Pêra não deu conta. Ou, se deu, não acusou o toque. Não me devolveu o olhar uma única vez. Que diabo, quando uma gaja boa olha para um gajo, o gajo olha para ela, ou não? Mas não, ele ficou para ali, acabou de comer e foi-se embora sem nunca me prestar atenção. Vou fazer birra!

O que vale é que o Mestre dá-me a atenção de que eu preciso.

Ainda ontem, depois do jantar, quando voltámos, mudei de roupa e fui acabar umas cenas para a Universidade no portátil (cada vez gosto menos daquela coisa. Como é que há gajos que gostam dos computadores supera-me). Ao menos, quando acabei, não estava irritada, como costumo ficar, depois de estar a trabalhar ao computador; sentia-me aliviada por aquele trabalho estar acabado. O Mestre também estava ocupado, e ficou ocupado durante mais tempo, de maneira que, já que ligar a televisão o ia incomodar, fui antes pendurar a roupa lavada a secar.

Devem ter-se passado uns dez ou vinte minutos. Estava tão concentrada na roupa que não dei conta do Mestre entrar na cozinha. Assustou-me quando me abraçou pela cintura, não estava à espera.

"Quem está aí?" Perguntei eu, na brincadeira.

"É capaz de ser o Homem da Pêra." Brincou o Mestre.

"Isso queria ele..." A sério, é ele que fica a perder.

"Já não é cedo. Vens para a cama?"

"Só se tiver quem me leve."

Não era o que eu tinha em mente, mas o Mestre agarrou em mim, pegou-me ao colo e levou-me para o quarto. Deitou-me na cama e beijou-me.

"O que é isto?" Ouvi-o perguntar, depois de sentir alguma coisa dura contra a barriga.

Eram duas molas da roupa. Tinha-as posto na T-shirt para não ter que estar a ir sempre ao cesto delas enquanto estendia a roupa, e tinha-me esquecido de as tirar.

"Olha, estas também querem brincadeira..." Comentou o Mestre.

"Então já somos três."

"Quatro." Corrigiu o Mestre. "Há duas molas."

"Ena tantos!" Disse eu. "Que grande bacanal!"

O Mestre começou a desapertar a camisa e eu despi-me. Como despir-me é um instante, ainda tive tempo de ajudar o Mestre a despir-se. Depois os dedos dele acariciaram o meu corpo e arrepiaram-me com uma ligeira cócega. Ele continuou a tocar-me e a beijar-me até as nossas repirações se tornarem pesadas. Depois, sem deixar de me abraçar com um braço, pôs uma mão na minha mama, sem apertar, só a acaricar devegarinho, e os meus mamilos pareciam que iam cair, de tão duros que estavam. Quando o Mestre me olhou nos olhos, era evidente que estava mortinha por ser atada. Deu-me mais um beijo e encostou-me às grades da cabeceira da cama.

"Quieta!" Orednou-me ele, com o dedo espetado na minha direcção.

Procurou duas cordas pouco compridas na gaveta das marotices e voltou para mim. Ordenou-me que me ajoelhasse e agarrasse a barra de cima da cabeceira e começou a prender-me o pulso. Prendeu-me cada braço à trave em três pontos, deixou-me de braços abertos, sem poder fechá-los ou virar-me ou levantar-me. Depois pegou em mais cordas e mandou-me soerguer-me. Atou os meus joelhos aos postes da cama, para não poder fechar as pernas e decretou que chegava. Tenho de confessar que gosto mais das posições em que sinto as cordas em redor do meu tronco, mas também gosto de me sentir exposta e à mercê do Mestre, sobretudo quando o Mestre aproveita a situação para me tocar em todo o lado.

"Estás a gostar?" Perguntou-me o Mestre.

"Estou..." Suspirei eu.

"Pois, eu também." Ele pegou nas molas da roupa, que tínhamos deixado na mesinha de cabeceira, "Mas estas duas estão aborrecidas de morte."

"Vais atá-las também?" Ri-me.

"Não. Vou antes pô-las onde gostem de estar."

Acariciou os meus mamilos com as pontas dos dedos. Depois pegou num deles com firmeza, puxou-o um bocadinho para si e pôs-lhe uma mola. Não consegui reprimir um gemido. Já tenho dito que gosto que me apertem os mamilos, mas foi a primeira vez que senti molas da roupa a fazer as vezes de dedos. É diferente, a pressão é maior, e a área é menor, por isso é uma sensação mais aguda, dói mais, mas continua a ser o tipo de dor de que gosto. O Mestre deu-me tempo de me adaptar e acariciou-me o peito antes de me pôr a outra mola no outro mamilo. Voltei a gemer.

O Mestre mandou-me levantar as ancas e encaixou-se entre as minhas pernas. Guiou o seu membro erecto em direcção à minha ratinha, quente e ensopada. Roçou a ponta contra mim algumas vezes, fez-me implorar que mo metesse.

"Mete-mo todo!" Gemi. É daquelas frases que dizem tudo, não é? Adoro dizê-la ao Mestre, nestas circunstâncias, e ele parece gostar de me ouvir dizê-la.

Com as mãos do Mestre nas minhas ancas a marcar passo e as ancas do Mestre a virem de encontro às minhas, cavalguei monte acima até ao cume da excitação. De vez em quando, o Mestre tocava nas molas, dava-lhe piparotes, e eu sentia uma dor aguda nos mamilos que me fazia saltar de excitação e gemer de prazer. Quando finalmente, com os lábios pressionados contra os do Mestre e a sentir as suas investidas dentro de mim, senti que me ia vir, ele apercebeu-se. Tirou uma das molas, e a sensação foi mais uma novidade. Primeiro, doeu como o caraças, mas também foi uma sensação de alívio, ou seja, uma mistura espectacular que me fez gritar, não sei se mais de prezer ou de dor, mas, quando o Mestre tirou a outra, um orgasmo monstruoso sacudiu-me toda. O Mestre agarrou o meu corpo com firmeza, e os nossos corpos juntos contorceram-se de prazer enquanto nos vínhamos abraçados.

Quando os nossos corpos pararam de saltar de encontro um ao outro, beijámo-nos com paixão e carinho, o Mestre disse-me uma data de coisas bonitas e desatou-me enquanto continuava a beijar-me. Depois, agarradinhos, ainda dormimos umas horas. Lá me deu a insónia e levantei-me, vim escreevr isto. Chatice, vou ficar com o sono todo desregulado. A passarada já está a chilrear como se não houvesse amanhã, lá fora. Daqui a bocado vou ter que ir para as aulas. Chatice...

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.