22 de fevereiro de 2008

Estoirada

Livra, que semana! Sempre a bulir, nem um momento para escrever alguma coisa que valha a pena. Mas, enfim, com o fim de semana à porta, está mais que na altura de partilhar esta história que se passou na Quarta feira, quando, ironicamente, se tivesse tido sobre que escrever, também teria tido tempo para isso.

Aí a meio da tarde, o Mestre chegou a casa. Fui recebê-lo já com uma meia ideia do que havia de dizer. Tinha acordado já com o bichinho de que havia de brincar com o Mestre, e parecia-me a altura ideal.

"Atas-me?" Perguntei-lhe logo depois de o receber. Assim mesmo, sem mais rodeios.

A minha frontalidade espantou o Mestre, deu para perceber, mas não o desagradou.

"'Tá bem..." Respondeu o Mestre, já a congeminar o que me havia de fazer. "Vai andando para a sala que eu já vou ter contigo." Dá-me a impressão de que brincamos mais na sala que no quarto. Não me queixo...

O Mestre não demorou, mas dei comigo tão ansiosa que me custou a espera. Quando o Mestre entrou na sala, com as cordas na mão, não consegui evitar levantar-me do sofá com um salto e ir ter com ele.

"Bem, tu estás de todo..." Comentou o Mestre. Ele está habituado a que eu tenha um grande apetite, mas, realmente, na Quarta estava de todo.

O Mestre pôs o braço à volta da minha cintura e levou-me de volta ao sofá. Sentámo-nos e começou a tocar-me logo. Os dedos dele treparam pelo meu corpo, por debaixo da minha T-shirt enquanto os seus lábios se entrançavam com os meus. Fomo-nos inclinando até que dei por mim deitada de costas, com o Mestre por cima de mim, ainda a beijar-me, e com a T-shirt subida até ao pescoço. Ele dedicou uns intantes a acariciar as minhas mamas com os lábios, depois levantou-se e eu aproveitei para tirar a T-shirt de vez. Assim que estava só em tronco nu, as mãos do Mestre envolveram-me e puxaram-me para si. Depois o Mestre enfiou os dedos de uma mão nos caracóis do meu cabelo, agarrou uma das minhas mamas com a outra e cobriu o meu peito de beijos. Continuou a acariciar o meu corpo em direcção às minhas ancas. Eu já estava empolgada, mas assim que senti um dedo enfiar-se entre a minha pele e as cuecas o "alarme do prazer" disparou completamente dentro de mim. Já me sentia toda nua, mesmo antes da carícia das suas mãos ao longo das minhas pernas a despir-me completamente.

Comigo despida, o Mestre afastou as minhas pernas (sem grande esforço, diga-se de passagem, eu talvez tenha ajudado :P) e acariciou-me as coxas e tocou a minha ratinha.

"Ainda queres que te ate?" Perguntou o Mestre.

Respondi com um aceno de cabeça. Logo o Mestre pegou no meu corpo e me virou de costas para si. Não me privou de acariciar a minha barriga e as minhas maminhas antes de começar a enrolar a corda em torno do meu peito e de me prender os braços atrás das costas. Quando já me tinha imobilizado as mãos, pegou numa parte da corda atrás das minhas costas e deu-lhe um puxão, que arrancou um arquejo excitado à minha voz. Já me fazia sentir sob o seu poder, e, ao mesmo tempo, fazia a corda enterrar-se na minha pele (mmm... que bom) e senti um arrepio eriçar os meus mamilos. Só o toque suave com que o Mestre percorreu o contorno da minha mama fez-me silvar de deleite.

"Tenho mais corda para ti." Anunciou o Mestre, com um sussuro grave e íntimo junto do meu ao meu ouvido. "Achas que aguentas?"

Eu estava a deixar-me perder no meu mundo submisso e não quis falar, mas acenei que sim.

O Mestre fez-me sentar direita no sofá e cruzou as minhas pernas no assento. Depois atou os meus tronozelos cruzados um ao outro com uma corda bem maior que o que tinha que ser, mas depois passou o excesso por detrás do meu pescoço e puxou os meus ombros para a frente e para baixo até me ter profundamente curvada para a frente. Então atou a corda que passava atrás do meu percoço outra vez aos tornozelos e fez-me ficar naquela posição um bocadinho incómoda. Prendeu a corda e puxou a otomana para diante de mim, para se sentar nela. Assim sentado, podia acariciar as minhas mamas e o meu corpo sem grandes acrobacias, bem como a minha cara e até dar-me beijinhos de vez em quando. Eu não podia corresponder, mas podia desfrutar das atenções à medida que me ia habituando à posição.

Não demorou muito tempo até que, depois de me ter habituado à posição, começasse a sentir-me muito desconfortável. Não sentia dor, ou, pelo menos, as cordas não me estavam a magoar, e certamente que não era nada que me fizesse dizer "Vermelho" ou sequer "Amarelo", mas já outras posições me souberam melhor. O Mestre deu conta do desconforto no meu rosto.

"Queres que te desate?" Perguntou, e eu respondi que sim.

O Mestre não me desatou. Em vez disso, levantou-se e desapertou as calças. Mostrou-me o seu membro e declarou:

"Se queres que te desate, trabalha por isso."

Abocanhei o seu órgão. Nem para chupar aquela posição dava jeito, e não deve ter sido grande broche, mas fiz o meu melhor. A ajuizar pelo que senti da verga do Mestre a engrossar e endurecer nos meus lábios, não me devo ter saído muito mal.

"Pronto, já chega." Deretou o Mestre, tirando-se da minha boca.

"Vais-me desatar." Perguntei.

"Quase..." O Mestre não fez tenção de reprimir um sorriso algo malvado enquanto me respondia.

Não consegui reprimir um gritinho quando me senti, de supresa, desequilibrada e tombada e lado no sofá. O Mestre deitou-me de lado, ainda atada, o que, para além de me expôr a penetração, aliviou o desconforto, o que já foi bastante bom. Claro que foi ainda melhor quando o senti a introduzir-se em mim. Respirei fundo a entregar-me ao prazer, as cordas no meu peito voltaram a cravar-se na minha pele. Tudo corria bem. O Mestre penetrou-me enquanto me acariciava e tocava nos meus braços, a ver se tudo estava bem comigo, até me fazer vir duas vezes, e que grandes duas vezes. Não costumo estar deitada de lado quando fazemos amor, e não sei se foi disso ou se foi e qualquer outro truque daquela posição diabólica, mas foram orgasmos absolutamente explosivos que fizeram todo o meu corpo estremecer.

Só quando já estava meio morta da intensidade do prazer e a debater-me para recuperar o fôlego é que o Mestre soltou a corda que me prendia ao pescoço e voltou a sentar-me. Foi um grande alívio, voltar a endireitar-me.

"O que é que se diz?" Perguntou o Mestre, retoricamente, como a uma criança.

"Obrigada." Disse eu, com vozinha fininha de bebé.

"E depois?" Perguntou o Mestre, ainda no mesmo tom, empurrando ligeiramente as ancas para a frente, apontando a sua virilidade na minha direcção.

Não disse nada, mas inclinei-me para o chupar (quase, quase todo! Qualquer dia consigo mesmo!). Agora sim, podia fazer um broche a sério. O Mestre veio-se na minha boca e deixou-me engolir. Depois sentou-se ao meu lado, acariciou-me e beijou-me por um momento e acabou de me desatar.

Pois eu bem estava a pedi-las. É pá, e não é que o Mestre mas deu!? Quem procura sempre alcança :P

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

17 de fevereiro de 2008

Romântico!

Ora bem, já vou um bocadinho para o atrasada, já que o dia 14 já lá vai. Queria ter postado isto na sexta feira, mas depois não tive vagar. Pode ser que ainda vá a tempo :P

O Mestre (viram, já aprendi lol) surpreendeu-me a meio da tarde com uma mensagem. Dizia só "Hoje faço eu o jantar". Normalmente sou eu que cozinho para os dois. Não é que o Mestre não saiba cozinhar, ele até cozinha muito bem (se calhar, até melhor que eu...), mas não é costume. Quando cheguei a casa, perto das sete e meia, o Mestre já estava a tratar do jantar. Disse-me que pusesse a mesa que já não demorava. Mudei de roupa a correr e fiz como ele me mandou.

O jantar foi sopa de tomate de entrada, esparguete à Bolonhesa (não tem nada a ver com Bolonha, pelo menos não com a revisão curricular) e, de sobremesa, gelatina de morango com chantili. Detectam o padrão? Passo a explicar: temos cá para connosco que o vermelho é uma cor que anuncia ou indica paixão e actos apaixonados. Então a sobremesa, para além de ser vermelha, é de morango, que é um fruto de verão (e vocês sabem que eu gosto é do verão :P), e tem chantili, que, com um bocadinho de imaginação, pode levar a umas ideias tão divertidas como excitantes (broche com chantili, mamilos com chantili...). No fim do jantar já tinha mais que uma desconfiança de que alguma coisa estava para se passar.

Imediatamente antes de ir tratar dos pratos (que, normalmente, é uma tarefa minha), o Mestre pegou num embrulho que tinha numa das cadeiras em que não nos sentámos (não estava propriamente escondido, mas eu nem tinha reparado) e ofereceu-mo.

"Feliz dia de S. Valentim." Disse ele.

Abri a caixa com os dedos a tremer de excitação. Depois de um jantar tão vermelho, uma prenda (com um laço vermelho, naturalmente) só podia ser "marotice". Não fiquei desapontada, mas não vi logo o potencial "maroto" da prenda. Dentro da caixa estavam cinco écharpes de seda, duas vermelhas e três pretas, muito compridas mas pouco largas (para écharpes, entenda-se, que ainda tinha uns quinze ou vinte centímetros de largura). Levei a caixa para o sofá e desenrolei uma das écharpes. São muito macias, mas grossas e opacas. Quando o Mestre voltou da cozinha, perguntou-me se tinha gostado. Claro que disse que sim, mas que imaginava algo mais provocante.

"Ah sim?" Perguntou o Mestre, ironicamente.

De pé, atrás do sofá, pegou numa das écharpes dentro da caixa. Passou os dedos delicadamente pela minha cara de cima para baixo, ao mesmo tempo a acariciar-me e a dizer-me que fechasse os olhos. Depois passou o tecido pelas minhas faces, pelos meus lábios e pelo meu pescoço. A suavidade da seda fez-me uma carícia sensual. O Mestre sentou-se ao meu lado e beijou-me. Acariciou o meu corpo por cima da T-shirt e começou a despir-me devagarinho. A ideia de ser acariciada outra vez com a seda, mas, desta vez, em sítios mais sensíveis deixou-me excitada, e comecei também a despir o Mestre. Quando eu já estava nua (o que não demorou, já que eu costumo andar em casa só de cuecas e T-shirt) e o Mestre só de boxers, ele pegou-me nos pulsos e juntou-os à frente do meu corpo. Percebi que mos queria atar um ao outro, e esperei que ele tivesse escondido cordas algures na sala. Qual não é o meu espanto quando, em vez disso, ele pega na écharpe com que me tinha acariciado e me ata com ela. Sentir a suavidade da seda da mesma forma que costumo sentir (e adorar) a aspreza da corda foi completamente novo, mas muito agradável. Fiquei logo interessada em explorar esta ideia de ser amarrada com seda, e o Mestre parecia já estar lançado nela. Pegou no meu corpo e apoiou-me enquanto me inclinava para trás, até me deitar de costas no sofá. Beijou-me na boca e continuou a beijar-me, pelo meu corpo abaixo, até ao meu umbigo. Depois levantou-me as pernas e deitou-as no colo. Aí atou os meus joelhos com outra écharpe e depois fez o mesmo com os meus tornozelos. Como só me tinha atado os pulsos um ao outro e não os tinha preso a nada, eu não estava numa posição muito restritiva, mas também já tinha ficado com a ideia de que não ia ficar completamente imobilizada naquela noite. Era uma coisa mais soft, mais sensual. Mesmo assim, levantei os braços e deixei as mãos acima da cabeça, para facilitar o acesso. O Mestre aproveitou para me tocar e beijar até para além de eu estar simplesmente excitada, mas completamente a arder de desejo. Pegou em mim pelas ancas e ajudou-me a virar-me de barriga para baixo. Entendi que me queria penetrar por trás (o que, por mim, é uma excelente ideia) e apoiei-me nos joelhos e nos cotovelos, já que, com os pulsos amarrados, não me dava muito jeito apoiar-me nas mãos. Senti o Mestre a acariciar as minhas pernas e o meu corpo, depois a arranhar-me levemente as costas, desde as omoplatas até às ancas, depois a acariciar a pele que tinha arranhado, depois a acariciar os meus flancos e a agarrar-me as ancas. Se excitada estava, quando senti as mãos dele firmemente nos meus ilíacos e soube que ia finalmente ser penetrada pelo meu mais que adorado Mestre fiquei perfeitamente louca. A minha respiração, já pesada, acelerou. Os momentos pareceram-me horas em que as batidas do meu coração ressoavam estrondosamente nos meus ouvidos. Senti a ponta do seu membro tocar-me entre as coxas e não consegui conter um suspiro de excitação. Quando, apenas instantes depois, o senti a invadir-me, devagarinho, mas com firmeza, comecei logo a gemer. Senti cada investida a empurrar-me em direcção ao êxtase, e estava quase a vir-me, mas, antes disso, o Mestre tirou de mim, parou de me acariciar, e deixou-me frustrada.

"Não, não!" Disse ele, jocosamente. "Ainda não te podes vir."

Deixei as ancas cair para o lado, virei-me e sentei-me, a olhar para o Mestre, a tentar descortinar o que ele tinha em mente. Ele beijou-me com ardor no pescoço e nos ombros enquanto me desamarrava. Quando me achei solta, gatinhei para cima dele, agarrei-me ao seu pescoço e beijei-lhe os lábios com toda a paixão que sentia a rebentar dentro de mim, rocei o meu corpo contra o dele, tentei fazer com que ele quisesse penetrar-me tanto quanto eu queria que ele me penetrasse, mas o Mestre estava decidido a fazer as coisas conforme planeado. Ele reciprocou cada beijo e cada carícia, mas não me voltou a possuir logo. Em vez disso, fez-me deitar de novo no sofá e disse-me que levantasse as ancas. Então amarrou uma écharpe à volta da minha cintura, depois fê-la passar entre as minhas pernas e apertou-a contra o meu sexo impaciente de luxúria. A tensão nas minhas partes sensíveis fez-me soltar um gritinho de prazer. Depois o Mestre fez-me baixar as ancas com a mão e voltou a atar os meus joelhos um ao outro. Mandou-me levantar e, com o que sobrava da écharpe que me tinha posto à cintura, atou os meus pulsos atrás das costas. Pegou na caixa das écharpes com uma mão e, com a outra, deu um pequeno puxão, para cima, na écharpe que tinha posto contra a minha ratinha. O toque da seda e a deliciosa pressão fizeram-me soltar um gemido curto e súbito, enviaram uma onda de prazer que arrepiou todo o meu corpo. Depois o Mestre levou-me pela écharpe até ao quarto, cada passinho pequenino que eu dava (joelhos amarrados, lembram-se?) fazia a seda roçar em mim. Mmmm, foi tão bom só o caminho até ao quarto...

No quarto, desatou-me e mandou-me deitar-me na cama e abrir os braços e as pernas. Com as écharpes, atou cada um dos meus pulsos e tornozelos aos cantos da cama e, com a quinta écharpe, vendou-me. Completamente cega, as carícias na minha pele tomavam uma nova dimensão. Parecia que a minha pele estava mais sensível, e os toques mais delicados, que pareciam fazer um bocadinho de cócegas, arrepiavam-me toda, enquanto os toques mais pesados, mais sensuais, me excitavam como nunca. Senti os seus lábios e a sua língua nos meus mamilos, depois entre as minhas mamas, por mim abaixo e fez-me sexo oral por uns minutos, mas voltou a parar imediatamente antes de eu me vir.

"Oh, tão perto..." Gozou o Mestre, aumentando ainda mais a minha frustração. Depois beijou-me e acrescentou: "Aguenta só mais um bocadinho."

Fez-me "gozar" a frustração por uns minutos breves, depois instalou-se entre as minhas pernas e voltou a penetrar-me. Levantei as ancas, a oferecer-me ao Mestre, desde logo, e ele penetrou-me com paixão e vigor, inundando-me de uma excitação e prazer que, a aliviar a frustração, me sabiam ainda melhor.

No escuro, cegada pela venda, a sentir cada toque e cada penetração vezes mil, com aquela nova carícia da seda a prender-me, a excitação pegou em mim e levou-me para outra dimensão em que não havia tempo nem espaço nem os vizinhos que, de certeza, ouviram a barulheira que fizémos (ou antes, que eu fiz, que o Mestre não é de gemer muito alto); só havia eu, o Mestre, os meus gemidos e o prazer incomensurável que fez com que me viesse umas três ou quatro vezes. Lembro-me de, lá para o fim, ter gemido "Oh meu Deus, estou a vir-me outra vez!" por entre os "Aaah!", "Ooh!", "Ai que bom!" e "Mais! Mais!", o que, agora, me parece algo cómico. Quando o Mestre tirou de mim abri logo a boca para o receber, e, apesar de estar deitada e sem maneira de me soerguer, fiz o meu melhor por mexer a boca ao longo do seu órgão enquanto chupava, depois senti-o encher-me a boca com a prova do seu êxtase e parei de me mexer, passei a chupar levemente e a acariciar a cabeça com a língua, devagarinho. O Mestre tirou da minha boca, deixou-me engolir e começou a desamarrar-me. Eu senti-me voltar a este mundo aos poucos, vertiginosamente, e exausta. Quando o Mestre me destapou os olhos, apesar de estar escuro no quarto, eu consegui ver a sua silhueta bastante bem e abracei-o, convidei os seus beijos e enroscámo-nos debaixo dos lençóis. Trocámos algumas palavras de amor e adormeci pouco depois. Foi o dia desta semana que dormi melhor.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

12 de fevereiro de 2008

O mestre está de volta!

Já não era sem tempo! Mas o mestre voltou ao que era!

Esta tarde, o mestre tinha saído, e eu resolvi aproveitar para aliviar os meus desejos. Desde há uns dias que o mestre tem vindo a recuperar bem, mas isso quer dizer que me beija e me toca (por outras palavras, que me excita), mas, quando chega a hora "h", diz que não lhe apetece, e, compreendam, eu não sou feita de ferro. De maneira que quando o mestre saiu hoje, aproveitei para me acaricar.

Fui para o quarto, despi-me e deitei-me. Encontrei o vibrador pequenino que o mestre às vezes usa em mim quando me ata e comecei a fantasiar sozinha. Não sei ao certo quanto tempo passou (mais que o que eu julgava, de certeza) enquanto me acariciava a mim mesma, a experimentar pôr o vibrador em diferentes sítios, a ver onde me sabia melhor. A dada altura, tinha eu os pés fincados na cama, as ancas no ar, todo o corpo tenso, o vibrador contra o clitoris e uma mão a acaricar o meu peito. Tinha acabado de me vir (e se bem que precisava ainda melhor me soube) com gemidos e tudo, quando dei conta de que o mestre tinha voltado e estava de pé, na ombreira da porta, a olhar para mim com ar reprovador.

"Venha ter comigo à sala." Disse ele, secamente.

Não é que o mestre reprove que eu me satisfaça sozinha. É outra das nossas fantasias recorrentes, a do reitor e da menina de colégio, e o facto de que me estava a tratar por você confirmava-o. Recompus-me, vesti-me (só as cuecas e a T-shirt, como de costume) e fui ter com ele à sala. Ele estava de pé, ao lado da mesa de jantar, com a régua na mão. É uma régua de madeira, sem marcas de medida, como as que as professoras da escola primária costumavam ter para castigar os alunos (será que ainda se usa isso de castigar os alunos à reguada?).

"Sente-se." Disse ele, apontando uma cadeira com a régua.

Eu sentei-me e ele começou a passear à minha volta, sem olhar para mim, enquanto falava.

"Portou-se mal, menina Catarina. Saio por meia hora e volto para a encontrar nessas poucas vergonhas? Há já uns dias que não ando contente consigo." Aqui o mestre parou, atrás de mim, tocou-me no ombro e sussurou-me ao ouvido. "Mas tens-te portado bem, a aturar-me o amuo." Depois endireitou-se e continuou a fantasia. "Também não ando contente com esse blog que tem andado a escrever. Acaso não lhe terão ensinado a escrever devidamente a palavra «Mestre»? Vamos lá a ver, que castigo merece por ter sido apanhada a portar-se daquela maneira depravada?" Perguntou, apontando para o quarto, através da porta da sala, com a régua.

"A régua nas nádegas." Respondi.

"Quantas vezes?"

"Dez?" Respondi, insegura. O mestre tocou-me com a régua no queixo e exclamou uns sons inarticulados, como se estivesse a impedir-me de dizer alguma asneira. "Quinze?"

"Quinze está bem. Mais cinco pelos outros delitos dá quantas?"

"Vinte."

"Muito bem. Ao menos sabe de Matemática, já que não sabe de moral... ainda. Assuma a posição."

Levantei-me da cadeira e dobrei-me por cima da mesa, com o corpo deitado sobre o tampo e as coxas encostadas à borda.

"Onde é que disse que devia levar com a régua?" Perguntou o mestre.

"Nas nádegas."

"Então por que as esconde?"

Baixei as cuecas até aos joelhos e voltei à posição. O mestre levantou a baínha da minha T-shirt até ao meio das minhas costas, depois tocou-me levemente com as pontas dos dedos ao fundo das costas. Encostou a régua às minhas nádegas. Não estava muito fria, mas senti um arrepio de medo e antecipação a percorrer-me a espinha. Agarrei as bordas do tampo da mesa com as mãos e cerrei os olhos e os dentes.

"Conte-as." Ordenou o mestre. Depois deixou de me tocar com a régua.

Não sentir a régua contra as nádegas pareceu-me ainda pior que senti-la colocada contra a minha pele. A minha respiração acelerou. Depois ouvi o sussuro da régua a cortar o ar e o estalo da madeira na minha pele ao mesmo tempo que a dor rebentava no meu rabinho. Tentei abafar o meu próprio gemido.

"Uma..." Suspirei.

A segunda doeu ainda mais. À terceira não consegui evitar endireitar-me e cobrir as nádegas com as mãos.

"Volte à posição!" Ralhou o mestre. "Essa não contou e vai levar mais uma no fim de castigo!"

O castigo continuou por mais uns minutos excruciantes. Sentia as nádegas primeiro a aquecer, depois a arder, e a minha ratinha a inchar de excitação e a ficar cada vez mais molhada. As lágrimas não tardaram a vir-me aos olhos. Contei a vigésima reguada e mais cinco de castigo por cinco vezes que me portei mal. No fim estava exausta da tensão que tomava o meu corpo logo depois de cada reguada.

"Sente-se." Ordenou o mestre. Não era só a humilhação de estar sentada enquanto o mestre me olhava de alto, era também o desconforto de me sentar no meu rabinho dorido. "Aprendeu alguma coisa?"

"Aprendi que não devo voltar a tocar-me daquela maneira."

O mestre levantou-me o queixo com a ponta da régua, fez-me olhar para ele e deitou-me um sorriso algures entre o benevolente e o malandro.

"Isso seria uma pena. Agora, de castigo, tem de polir o bastão do reitor e pode ir-se embora."

Sim, é mesmo isso que estão a pensar. O mestre pôs-se de pé, com os meus joelhos juntos entre as pernas dele e deixou-me desapertar-lhe as calças. O "bastão do reitor" estava mais que pronto para ser polido, e a minha mão e a minha boca não se fizeram rogadas à tarefa. Na verdade, há já tanto tempo que me andava a apetecer fazer um broche ao mestre que quase me engasguei com o seu órgão na minha garganta. O mestre deixou-me chupar pouco mais que o tempo que lhe levou a despir a camisa, depois afastou-me e ajudou-me a levantar. Apertou as calças e levou-me para o sofá.

Deitei-me de costas, não só para provocar mas também para não magoar mais a minhas nádegas, e o mestre não objectou. Despiu-me a T-shirt, tirou as calças e ajoelhou-se entre as minhas pernas. O meu sexo inchado de paixão não me deixou esconder a minha excitação (não que eu quisesse, na verdade), e o mestre não se fez de rogado em satisfazer o meu desejo. Apoiado num cotovelo, tinha uma mão livre para me acariciar o peito e a cara enquanto me beijava, e, como não me tinha atado, eu tinha as mãos livres para lhe acariciar o corpo ou para o agarrar pelas nádegas e encorajá-lo a penetrar-me com mais força. Alguns minutos mais tarde (calculo, mas hoje descobri que não tenho grande noção do tempo), entre as estocadas do seu membro dentro de mim, os beijos escaldantes nos meus lábios, na minha cara e no meu pescoço e as carícias um pouco por todo o meu corpo, agarrei os ombros do mestre com os braços e puxei as suas ancas para mim com as pernas ao mesmo tempo que todos os meus músculos se contraíam ao mesmo tempo e o meu corpo explodiu de prazer. E logo depois de relaxar, o mestre soergueu-se e dobrou-se para me acariciar as mamas com os lábios e as mãos enquanto continuava a penetrar-me e em pouco tempo voltei a vir-me. Depois o mestre, que também devia estar perto do seu próprio clímax, apoiou um cotovelo de cada lado de mim e penetrou-me como se não houvesse amanhã. Eu estava já demasiado exausta para me voltar a vir, mas acariciei o corpo dele até o sentir vir-se dentro de mim, depois deitar-se sobre o meu corpo, a imobilizar-me enquanto recuperava o fôlego e me beijava o pescoço e a cara.

Quando já tinha recuperado soergueu-se, beijou-me mais uma vez e sentou-se. Depois deitou-me sobre o colo dele, de barriga para baixo, e pegou num frasco de creme hidratante que tinha numa taça com gelo, tapada com um pano na mesinha de café, e em que eu nem tinha reparado ainda. Massagou as minhas nádegas ainda vermelhas com o creme frio (ai que bom...!) por uns minutos, fez-me gemer e suspirar de alívio, depois virou-me e beijou-me outra vez. A sua mão ainda coberta de creme tocou o meu peito, e o frio arrepiou-me. O mestre provocou-me mais algumas vezes, chegou mesmo ao ponto de me esfregar creme frio nas maminhas, mas nessa altura não só o frio já não me arrepiava como até me excitou. Quando dei por mim estava sentada ao colo do mestre, com as pernas à volta das ancas dele e estávamos a fazer amor outra vez. As mãos do mestre no meu corpo todo enquanto eu fazia deslizar o seu mastro dentro de mim levaram-me à loucura mais duas ou três vezes (hoje foi um dia em cheio, já nem sei bem quantas vezes foram). Depois encostei-me a ele, completamente exausta, ele cobriu-nos com a manta e deixámo-nos ficar até termos fome.

Portanto, uma menina porta-se mal e cá está o resultado: uma tarde de sexo escaldante e um rabinho dorido por uns dias :P.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

9 de fevereiro de 2008

Eu gosto é do verão, Parte III

O mestre já anda com melhor cara. Ontem à noite, apesar de ter ignorado os meus avanços o dia todo, encostou-se a mim, na cama, abraçou-me e tocou-me... como se quisesse brincar comigo, mas quando lhe perguntei o que tinha em mente, disse que só queria tocar-me e sentir-me perto dele e que gostava muito de mim. Já é qualquer coisa.

Posto isto, passo a concluir o relato daquele maravilhoso dia de verão de que tenho vindo a escrever.

Depois de recuperarmos daquela fantasia mais agressiva demos por nós com uma certa fome. Convenhamos que o que tínhamos feito cansa, e, às vezes, abre o apetite. Portanto fomos tomar duche para saírmos para jantar. Bem que precisávamos, que, entre a água do mar e o que transpirámos a brincar, estávamos cobertos de sal e um ou outro grão de areia.

Não sei se há muitos casais que tenham por hábito tomar duche juntos. Para o mestre e eu, o duche juntos é um daqueles rituais familiares que nos une no dia a dia. É como comer juntos ou adormecer um ao lado do outro. Só porque estamos nus não é motivo para que seja, necessariamente, uma coisa sexual. No entanto, claro está, às vezes a coisa proporciona-se. Sobretudo porque não nos limitamos a tomar duche ao mesmo tempo e na mesma banheira, nós lavamo-nos um ao outro. Quando as nossas mãos ensaboadas percorrem cada milímetro da pele um do outro, por vezes as energias sexuais efervescem. Às vezes isso significa que passamos o duche aos beijinhos. Às vezes quer dizer que fazemos amor logo a seguir. E, às vezes, acontece como nesse fim de tarde de verão.

O mestre tinha acabado de me ensaboar a parte da frente e eu virei-me de costas para ele, para o mestre me ensaboar a parte de trás. Levantei o cabelo para não atrapalhar o mestre quando ele me ensaboasse as costas. As mãos dele esfregaram as minhas costas e as minhas nádegas, depois os meus ombros. Foi nessa altura que o mestre se aproximou mais de mim e me deu um beijinho no pescoço. Eu larguei o cabelo e baixei os braços, procurei o corpo dele com as mãos atrás de mim para o acariciar. Ele deixou as mãos escorregarem pela minha pele de volta à minha barriga e ao meu peito. Esfregou a minha pele suavemente sob o jorro morno do chuveiro. Os dedos deslizavam pela minha pele com toda a suavidade, por causa da água e do sabão. Eu que já de mim adoro a carícia da água do chuveiro, isso mais as mãos do mestre a acarinharem o meu peito fizeram-me suspirar de deleite. Deitei a cabeça para trás e encostei-a ao peito do mestre enquanto desfrutava da massagem. Depois voltei a virar-me para enxaguar a parte de trás e molhar o cabelo. Costumo fechar os olhos quando meto a cabeça debaixo do chuveiro, pelo que fui tomada de surpresa pelos lábios do mestre nos meus. As mãos dele ocuparam-se de me lavar as costas enquanto nos beijávamos. Depois foi a minha vez de ensaboar e enxaguar o mestre.

Já estava perto de acabar quando o mestre, debaixo do chuveiro, de costas para mim, se virou, abraçou-me e puxou-me para ele. Os nossos corpos nus e molhados, pressionados um contra o outro, despertaram-me o desejo, os seus lábios contra os meus, mais um beijo sob a carícia do chuveiro, atiçaram-me a paixão. O senti o seu membro nas minhas ancas.

"Queres?" Adivinha-se o que o mestre me preguntava se eu queria.

Respondi com um beijo ardente e virei-me de costas para ele, rocei todo o meu corpo no dele, senti a sua vara máscula nas minhas nádegas e as suas mãos no meu peito, na minha barriga, e entre as minhas pernas. Os seus lábios devoravam o meu pescoço com uma delicadeza apaixonada e os seus dedos excitavam-me.

Voltei a virar-me para ele. O seu olhar de desejo era intenso. Acariciou-me a cara, e eu beijei a palma dessa mão com volúpia e carinho. A outra mão tocou-me na anca, a convidar-me. Levantei uma perna para facilitar o acesso à minha ratinha, inclinei-me para trás e apoiei-me contra a parede com uma mão. Não era uma posição muito confortável ou sequer equilibrada, a princípio, mas pouco depois de o mestre me penetrar lá me ajeitei. Entre beijos e gemidos e gemidos abafados por beijos, o mestre ia-me acariciando, enquanto me puxava para si com cada investida. Agarrei-me e apoiei-me nele e encontrámos uma posição mais ou menos equilibrada, mas não muito confortável. Eventualmente mudámos de posição. Eu estava de costas para ele, com as pernas um pouco afastadas, e inclinada para a frente, apoiada com as mãos na parede. O mestre penetrou-me por detrás. Agarrou-me pelas ancas a puxar-me para si a cada penetração, agora mais fundo que antes, por causa da posição melhorada. Estava a saber-me maravilhosamente bem, mas eu estava cansada e as pernas começaram a fraquejar. Sem sequer tirar de mim, o mestre e eu ajoelhámo-nos na banheira, eu pus-me de gatas e o mestre pôde penetrar-me com a força que quis, sem que corrêssemos o risco de escorregar e cair. Por outro lado, como eu estava em melhor posição de balançar as ancas contra ele, as mãos dele passaram a acariciar todo o meu corpo, e os lábios dele exploraram minuciosa e apaixonadamente as minhas costas. A água a cair ainda sobre nós melhorou ainda mais a experiência. Pouco depois do segundo de dois orgasmos maravilhosos, os gemidos do mestre tornaram-se mais guturais e senti-o vir-se dentro de mim.

Uma grande calma instalou-se ali connosco. Depois da sinfonia (ou da cacofonia) de gemidos de prazer que tínhamos feito, só o som do chuveiro e das nossas respirações cansadas parecia tão calmo, tão pacífico. O mestre inclinou-se para a frente, encostou o corpo ao meu, afartou o meu cabelo molhado e beijou-me várias vezes no pescoço. Depois apoiou a palma da mão contra mim, logo abaixo das minhas maminhas e ajudou-me a erguer-me. Ajoelhámo-nos na banheira, encostados um ao outro, eu de costas para o mestre, que tirou cada um dos meus cabelos molhados que se tinham colado à minha cara antes de me cobrir de beijos e carícias ternurentas. Virei-me o mais que pude para corresponder.

"Bem, lá vamos ter de começar outra vez..." Disse o mestre, ainda um bocado sem fôlego.

Não foi grande piada, mas, naquele estado de felicidade em que estava, desatei-me a rir, e devo ter contagiado o mestre, que também se riu. Depois voltámos a tomar duche (desta vez sem fazer amor, mas com imensos beijinhos à mistura) e saímos para jantar.

Realmente, eu gosto é do verão.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

6 de fevereiro de 2008

Eu gosto é do verão, Parte II

O mestre continua em baixo. Continua a dizer-me como sou bonita e como gosta de mim, e faz-me carinhos, mas não brinca comigo desde quinta feira. Estou a ficar necessitada. Vou-me lembrando das férias em Buarcos...

Continuando a história da última vez. Enfiei-me no carro, vinda do arenal, sem sequer conseguir olhar o mestre nos olhos, tal era a vergonha. Tinha-me vindo com gemidos à frente de toda a gente.

"Gemi muito alto?" Perguntei ao mestre, com voz sumida.

"Não, quase nem eu ouvi." Disse-me ele, para meu alívio. "Foi o que mais me excitou, ouvir-te conteres-te dessa forma."

Voltei a abaixar os olhos durante um bocado, em silêncio.

"Dei muito espectáculo?" Perguntei, ainda agitada.

"Nem por isso." Tranquilizou-me o mestre. "Duvido que alguém possa ter tido certeza do que estavas a fazer."

Fiquei a pensar nisso. Eu não tinha estado a fazer nada, só me estava a vir. Refugiei-me nisso e fiz por não me sentir embaraçada. Foi o melhor que fiz. A partir daí, a partir do momento em que me consegui ilibar de responsabilidade, de culpa, pude desfrutar de todo o aspecto erótico, de toda aquela excitação da ousadia da minha experiência. Passei o resto da viagem a reviver aqueles deliciosos momentos na minha cabeça. Como podem imaginar, o meu corpo respondeu em concordância. Bastava-me fechar as pernas com força para sentir alguma coisa, naquele estado.

Cheguei a casa mortinha por me enfiar na casa de banho, morder uma toalha para não fazer barulho e aliviar o meu desejo com os meus dedos. Quando o mestre me abriu a porta e me deixou passar à frente, mal consegui não correr para a porta. Talvez se tivesse corrido ele não me tivesse conseguido impedir, mas, assim sendo, senti, inesperadamente, a mão do mestre a agarrar-me com força pelo ombro, puxar-me para ele, depois encostar-me a uma parede e a entalar o meu corpo com o dele. Enfiou os dedos no meu cabelo, inclinou-me a cabeça e beijou-me.

"O que fizémos na praia deixou-me muito excitado." Disse-me o mestre, a deixar transparecer o desejo na sua respiração. "Queres brincar?"

"Estava a ver que nunca mais perguntavas." Disse eu, numa atitude de desafio que não é habitual em mim. Mas ainda bem, bem vistas as coisas.

O mestre "pegou" na minha atitude rebelde e agarrou-me pelos cabelos, primeiro com cuidado, para não me magoar. Percebi que ele queria encenar a fantasia em que me força a ter relações com ele. Só precisei de um momento para me entregar à fantasia. Agarrei o pulso da mão com que o mestre me puxava os cabelos, fechei os olhos e respirei fundo. Devo ter acenado, mesmo sem querer, porque no exacto momento em que estava pronta, o mestre deu um puxão mais seco ao meu cabelo e vergou-me à sua vontade.

Gritei de dor. Protestei. Tentei libertar-me. Tudo em vão. O mestre guiou-me pelos cabelos como a um cão pela trela em direcção ao quarto, arrancou-me o pareo das pernas de um puxão com a mão livre e atirou-me para a cama como a uma boneca de trapos. Estava suficientemente entregue à fantasia para sentir medo, sobretudo quando o mestre, que tinha tirado a t-shirt, me lançou um olhar perfeitamente incandescente de luxúria e agressividade. Tentei enrolar-me numa bola, virar-lhe costas, mas ele lançou-se sobre mim e agarrou-me. Debati-me o melhor que pude, mas mesmo assim o mestre conseguiu despir-me a t-shirt. Tentei tirar-lha das mãos, mas ele agarrou o meu corpo com um braço e atirou-a para longe com o outro. Depois deitou-me abaixo, forçou-me a deitar-me na cama, de costas, com ele entre as minhas pernas. Tentei tapar a cara e o peito com os braços e as mãos, e ele debateu-se comigo por uns momentos, até que, de certa vez que não fui tão rápida a voltar a esconder-me, o mestre deu-me uma valente bofetada. Fiquei com a cara a arder e as lágrimas vieram-me aos olhos, mas nada que não conseguisse aguentar. Comecei foi a soluçar de medo. Quando o mestre me quis pegar nos pulsos e agarrá-los acima da minha cabeça, não tive força para o impedir. Ele imobilizou-me com as mãos e com o peso do corpo enquanto rebuscava às cegas o saco ao lado da cama à procura das cordas. A cabeçeira da cama onde estávamos não é tão dada às nossas brincadeiras como a da nossa cama, mas, mesmo assim, ainda tinha um poste curto de cada lado da cabeceira, mais que suficiente para o mestre atar cada um dos meus pulsos, deixando-me de braços abertos. Não me atou as pernas, mas, enfiado entre elas, a forçar as minhas ancas contra o colchão com as dele, não havia muito que pudesse fazer para além de espernear para nada. Quis gritar, o que me valeu um par de meias (lavadas e dobradas, ok) encafuado violentamente na boca, para me calar.

Quando eu já tinha os braços imobilizados, o mestre soergueu-se e mexeu-me no peito. Puxou a parte de cima do meu biquini para os lados, revelando as minhas grandes mamas, que ele apalpou à bruta, claramente para satisfazer o seu desejo animalesco de sentir o meu corpo. Não foi um toque sensual, mas foi um toque profundamente sexual, que, apesar do meu medo e do meu desconforto, me guiou na direcção do prazer. Contorci-me, como se tentasse escapar, rocei as ancas contra as dele, e pude sentir a dureza do seu membro através dos nossos fatos de banho, entre as minhas pernas. O mestre soergueu-se um pouco mais, fez pressão com a palma da mão na minha barriga para que eu não me pudesse mexer muito e afastou o tecido da parte de baixo do meu biquini do meu corpo, revelando os meus lábios latejantes de desejo. Sem largar a minha barriga, abaixou os calções de banho e revelou o seu próprio órgão erecto, que enterrou em mim sem doçuras ou carícias. Foi uma sensação diferente de quando ele me penetra com sensualidade. Acentuou a ideia de me estar a forçar. Voltou a inclinar-se sobre mim e a apalpar o meu peito enquanto o lambia e chupava animalescamente. As penetrações bruscas e fortes, as cordas nos meus pulsos, até aquelas atenções vorazes nas minhas mamas, mais aquela sensação incrível de impotência, potenciada pelo medo que o mestre me fizera sentir, excitaram-me depressa. Quando dei por mim estava a repuxar as cordas, como se ainda acreditasse que talvez me conseguisse libertar, mordia a mordaça improvisada que abafava os gemidos da minha excitação com quanta força tinha no maxilar ao mesmo tempo que fazia por oferecer completamente as ancas ao mestre para que me pudesse penetrar com mais facilidade. Num instante, senti todo o meu corpo percorrido quase como que por um choque eléctrico que me fez arquear as costas e sacudir violentamente, depois deixei-me cair de costas, meio morta, na cama, a debater-me para respirar. O mestre tirou-me a mordaça da boca e beijou-me o pescoço com sofreguidão enquanto me penetrava com vigor. Já quase tinha recuperado o fôlego quando senti o mestre tirar de mim e afastar os meus lábios secos de arfar, ainda entreabertos, com a cabeça da sua verga. Só chupei a ponta, mas esmerei-me por fazer o meu melhor com a língua. Vi os músculos do mestre a contraírem-se como os meus, ouvi os seus gemidos suspirados e senti-o a vir-se na minha boca. O mestre nem conseguia falar, ofegante, mas respondeu ao meu olhar com um aceno de cabeça, e deixou-me engolir. Beijou-me, disse-me que tinha sido fantástica e desamarrou-me. Assim que pude, despi completamente o biquini e enrosquei-me ao lado do mestre, que se tinha deitado na cama, a descansar. Ele abraçou-me e beijou-me durante uma data de tempo.

Tem piada, como um dos orgasmos mais violentos e cansativos (e agradáveis :P) que já tive começou com dor, e sem ser aquele tipo de dor erótica.

Não me parece que vá ser hoje que o mestre me vai fazer esquecer o verão passado, mas olha, pode ser que esteja enganada. Na dúvida, vou ter com ele à cama.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

3 de fevereiro de 2008

Eu gosto é do verão

Ora bolas! Hoje estou chateada! Este fim de semana passei-o sozinha, porque o mestre teve que ir a casa dos pais. Voltou hoje, a meio da tarde, e, quando o fui receber, até fiquei preocupada. Nunca o tinha visto com aquele ar, cansado e infeliz ao mesmo tempo. Não sei o que se passou por casa dos pais, mas não há ter sido coisa boa. Foi-se deitar cedo, pouco depois de jantar, nem brincámos hoje, nem, claro, durante o fim de semana. E ainda por cima, hoje choveu. Uma desgraça nunca vem só.

Mas, olha, paciência. De qualquer maneira, este blog não é para andar a fazer queixinhas das chatices do dia-a-dia. Portanto, vou contar-vos de uma brincadeira que o mestre e eu fizémos no verão passado.

O mestre tem família em Buarcos. Para quem não sabe onde é, é junto à Figueira da Foz, mesmo paredes-meias. Em Agosto passado, esses parentes do mestre foram de viagem pela Europa fora durante a maior parte do mês, de maneira que o mestre e eu ficámos em casa deles uns quinze dias, com a devida permissão, naturalmente. Aproveitámos a praia, eu gosto de apanhar sol e de ficar deitada na areia sem fazer nada. Depois, na praia, entre corpos quase nus e espalhar creme um no outro, sempre se passa um bom bocado. Dizem que se deve aplicar o protector solar antes de sair de casa, e assim fazemos, mas por quê desperdiçar a oportunidade de nos besuntarmos um ao outro, sob o sol quente, outra vez? É uma coisa tão sensual, erótica, mesmo, primeiro o frio do creme, saído do frasco, na minha pele, depois as mãos do mestre, os seus dedos fortes e hábeis, a deslizar pelo meu corpo, nos meus ombros, nas minhas costas e nas minhas pernas, depois na minha cara, como carícias. A seguir é a minha vez de pôr creme ao mestre, o que eu também gosto, poder acariciar todo o corpo do mestre é uma ocasião pouco frequente (sabem, eu costumo ter as mãos atadas quando se proporciona a altura das carícias). Nesse dia estava a usar um biquini vermelho vivo, liso (entenda-se, sem padrão, que, quando sou eu que o uso, um biquini é tudo menos liso :P). Por cima, só usava um t-shirt larga, das que só costumo usar em casa, e um pareo à volta das pernas.

Voltando ao assunto... Depois de termos posto o creme ficámos, durante a maior parte do tempo, deitados, à conversa, a olhar para as pessoas mais atraentes (a seguir a nós mesmos, claro) e a sugerirmos um ao outro, na brincadeira, que propuséssemos a um ou outro desconhecido voltar connosco para casa para brincarmos a três... ou quatro, ou cinco, ou seis. Durantes estas conversas há sempre risinhos e beijinhos discretos, e estamos sempre bem dispostos. Lembro-me de ter sentido uma brisa refrescante, depois o calor imenso outra vez. Então o mestre sugeriu:

"Queres ir ao mar?"

Não sou muito o tipo de nadar, sobretudo no mar, mas estava tanto calor que até me apetecia refrescar, portanto disse que sim, e lá fomos. Avançámos pelo mar adentro até termos água pelas ancas, com o arrepio ocasional, quando alguma onda nos borrifava mais acima. Refresquei os meus braços e peito com mãos cheias de água do mar, o mestre fez o mesmo. Depois tocou-me nas costas com a mão molhada e fria, perguntou-me se queria que me molhasse as costas, e eu disse que sim. Passado o arrepio, foi a frescura mais agradável que me lembro de ter sentido. Depois, o mestre encostou-se a mim e abraçou-me por detrás, a dar-me beijinhos na cara. Senti-o a empurrar-me devagarinho, e avançámos um pouco mais, até termos água pelo meio da barriga. Então as mãos do mestre seguiram os contornos so meu corpo debaixo da superfície, acariciaram as minhas ancas e tocaram-me na parte da frente das coxas. Senti as pontas dos seus dedos a "caminharem" em direcção às minhas partes íntimas, a tocarem-me por cima da parte de baixo do biquini.

"Aqui não..." Protestei, sentindo-me corar, mas interessada em saber até onde é que o mestre iria, até onde é que eu me deixaria ir. O mestre não se deixou dissuadir.

"Não queres?" Perguntou o mestre, e, como eu não respondi, ele achou bem continuar.

Aos toques leves e carícias por cima do biquini seguiu-se uma das suas mãos primeiro a subir, acariciar a minha barriguinha, depois a descer, colada à frente do meu corpo, enfiando-se por baixo da fato de banho. Os seus dedos acariciaram-me com a destreza que eu já lhe conhecia, excitaram-me mais que o que eu julgava ser capaz de me excitar em público. Eu ia olhando em volta, para o horizonte, esperando que as pessoas em volta (não eram muitas) não dessem conta do que se estava a passar, esperando que os óculos escuros disfarçássem a minha expressão de prazer e que a água fosse suficientemente turva para não deixar ver o que se passava por debaixo. O mestre continuava a beijar-me, e eu ia correspondendo.

"Estás a gostar?" Sussurrou-me ao ouvido.

"Estou..."

"Diz-me do que gostas."

Hesitei antes de responder. Sabia bem o que queria, mas dizê-lo em frente às pessoas...

"Mete-me dois dedos." Murmurei, tão baixinho quanto consegui.

"Não ouvi, fofinha."

"Mete-me dois dedos." Sussurei, só um bocadinho mais alto.

"Ainda não ouvi..." Foi aí que compreendi que o mestre queria que eu me embaraçásse, queria que, pelo menos, mais uma pessoa me ouvisse a dizer alguma coisa porca.

"Mete-me dois dedos!" Disse eu, não tão alto que atraísse as atenções, mas suficientemente alto para causar algumas reacções. Duas raparigas olharam, depois viraram-se uma para a outra, riram-se e afastaram-se. Uns rapazes, que estavam à conversa por perto olharam todos para nós, comentaram e voltaram ao que estavam a dizer, sem dar importância. Um casal, que estava lá com os filhos, ainda pequenitos, olharam para nós com olhar reprovador e levaram os putos para longe.

O mestre fez como lhe pedi, afastou os meus lábios sensualmente com um dedo, meteu-o em mim aos poucos, depois meteu outro, e acariciou-me por dentro. Não consegui reprimir um sorriso de prazer e embaraço, nem deixar de remexer ligeiramente, mas não fiz nada para deter o mestre.

Tentei controlar a respiração, fiz o meu melhor por não gemer como me apetecia, quase desejei não me deixar excitar tanto, mas estava a sentir imenso prazer. Os meus mamilos enrijeciam e sentia o tecido do meu biquini neles como nunca. Quando esfreguei mais água no peito, com o propósito (leia-se, a desculpa) de me refrescar, aproveitei para os acariciar levemente. O mestre, entre beijinhos, ia-me sussurrando coisas bonitas, ia-me dizendo como me acha bonita, como desejava poder possuir-me naquele mesmo instante.

Eu não sabia o que fazer às mãos. Entre refrescar-me uma e outra vez, ia agarrando os braços do mestre. A dada altura senti a excitação a crescer em mim como não achava possível, assim, no meio da rua. Olhei em volta. Um ou outro rapaz solitário (e mesmo alguns acompanhados) olhavam para mim, não soube se por eu ficar mesmo muito bem em biquini ou se porque estava a deixar transparecer mais que o que queria. Uma onda mais alta molhou o meu peito. Os dedos do mestre nas minhas partes sensíveis. Os olhos em redor. O sol escaldante no meu rosto, no meu peito. A carícia da água fria na minha pele. A minhas pernas a retesarem-se, os meus pés a ficarem em pontas, as minhas mãos a agarrarem o mestre pelas nádegas (ele não pareceu importar-se), as minhas costas a tentarem não se arquear demasiado, eu a vir-me à frente de toda a gente.

Uma vertigem ameaçou fazer-me perder o equilíbrio, o mestre agarrou-me. Olhei em volta. Várias pessoas estavam a olhar para mim, incertas (ou incrédulas) do que sucedera.

"O sol está a fazer-te mal?" Perguntou o mestre, molhando-me os cabelos e a testa, fingindo preocupação.

"Acho que sim..." Suspirei eu.

Sob os olhares de quase toda a gente, saímos da água, pegámos nas nossas coisas e pusémo-nos a caminho de casa. Assim que estávamos prontos para ir, o mestre aproximou-se do meu ouvido e sussurou-me:

"Adorei o teu gemido."

Não me apercebi de que tinha gemido! O espectáculo que não devo ter dado para quem lá esteve! Não me lembro de alguma vez me ter sentido tão embaraçada. Mas fiquei a saber que tenho uma faceta exibicionista.

Quando chegámos a casa fizemos mais coisas. Conto para a próxima. Agora quero é acabar de escrever isto para me ir enroscar com o mestre.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos!