8 de dezembro de 2008

Não podia ficar calada...

Isto não é para criar hábito, mas cá vai mais uma entrada sem sexo. A sério, é a última em muito tempo.

Hoje estive a ver o "Zé Carlos", dos Gato Fedorento. Acho-lhes piada. Hoje fizeram um sketch que era uma entrevista com um masoquista, em que a piada era que o masoquista não gostava de dor. Depois disseram que era raro os masoquisas não gostarem de dor.

Então, da boca (das mãos, mas façam de conta) de uma masoquista a sério, senhores gatinhos (estou mesmo a falr convosco, Sr. Ricardo Araújo Pereira, Sr. José Diogo Quintela, Sr. Miguel Góis e Sr. Tiago Dores), "masoquismo" é ter prazer sexual em assumir um papel submisso numa relação, muitas vezes numa relação sexual. A maior parte dos masoquistas (eu incluida) gosta de ser açoitada ou chicoteada durante as relações sexuais como prova do poder que o dominante tem, mas alguns não gostam de dor de maneira nenhuma. Também não gosto de dor noutros contextos, por exemplo, cortar-me a descascar fruta.

Falta dizer aqui que, segundo a Wikipedia, ter prazer em sentir dor chama-se algolagnia. É diferente.

Resumindo, masoquistas que não gostem de dor há muitos (como os chapéus:P).

Pronto, só queria deixar o esclarecimento.

Beijinhos.

6 de dezembro de 2008

O prometido é devido

Bem, não seria o fim do semestre sem esta tensão que se faz sentir...

Da última vez prometi uma história de sexo, já que a última entrada, se calhar, foi um bocado insalubre. Vamos já tratar disso. Esta história já não é muito recente, mas é das melhores de ultimamente. Foi numa sexta-feira noite. Eu estava na cozinha a acabar de arrumar a loiça lavada quando o Mestre veio ter comigo. Abraçou-me por detrás e deu-me um beijinho.

"Já estás despachada?" Perguntou-me, com ternura.

"Sim, já acabei." Respondi. "Vamos brincar, agora?"

"Vamos. Fica aqui que eu já venho."

Ainda não tínhamos começado e eu já estava a sentir um assomo de volúpia. Adoro quando o Mestre me dá uma ordem preliminar, como "Fica aqui" ou "Vai para a sala e espera". Sentei-me numa cadeira enquanto o Mestre não voltava. Quando voltou, pouco depois, trazia uma toalha de banho e as sempre presentes cordas. Lembro-me que eram cordas novas, que, pouco tempo antes, reparámos que algumas das cordas que tínhamos estavam a ficar gastas do uso, e o Mestre mandou vir mais. Levantei-me e aguardei a ordem do Mestre. Ele mandou-me ajudá-lo a arrastar a mesa da cozinha para debaixo da viga e que subisse para cima dela. Depois pôs a toalha dobrada na mesa e mandou-me ajoelhar-me nela. A seguir subiu também para cima da mesa e ajoelhou-se atrás de mim, com o corpo colado ao meu. Eu tinha as mãos no colo, como convém a uma submissa, e não tive sequer o ensejo de as mexer enquanto o Mestre começava por colar as mãos à minha pele, primeiro nas minhas coxas, por debaixo da minha t-shirt, contra a minha barriga e devagarinho até às minhas mamas. Os dedos habilidosos do Mestre não demoraram a deixar os meus mamilos duros como pedrinhas, e depois ele apertou-mos, mesmo como eu gosto.

"Despe-te." Sussurou-me o Mestre ao ouvido.

Ainda com as mãos dele por dentro da minha t-shirt, ele ajudou-me a tirá-la. Depois desembaracei-me das cuecas tão depressa quanto pude e voltei à posição inicial, ajoelhada, com as pernas juntas. O Mestre desceu da mesa enquanto me mandava abrir as pernas. Então, de frente para mim, ordenou-me que lhe estendesse os pulsos, e ele amarrou-os um ou outro e passou as pontas livres da corda por cima da viga. Ajustou o comprimento como queria, e pôs-me na posição que quis. Como a viga estava à minha frente, acabei por ficar ajoelhada, com as ancas por cima dos joelhos (mas, com a toalha a almofadas, estava confortável), e com os pulsos para a frente e acima da cabeça. Tinha a corda para me apoiar e manter o equilíbrio, por isso, era uma posição fácil de manter. Quando eu já estava como o Mestre me queria, ele não voltou a subir logo para cima da mesa, mas pôs uma mão na minha anca e a outra no meu tornozelo. Ambas as mãos foram deslizando, uma pelo flanco do meu corpo, outra pela minha perna, até que o Mestre estava a acariciar-me uma mama enquanto me tocava entre as pernas. A mão na mama estava a saber-me bem, mas o calor da palma da mão dele contra a minha ratinha e os movimentos fortes, mas subtis, dos dedos no meu púbis estavam a enlouquecer-me. O Mestre apercebeu-se, e quando eu estava a ficar mais excitada, parou.

"Vai com calma, fofinha." Disse-me ele, com uma certa malandrice, antes de apagar a luz e de se ir embora.

É sempre assim. Já nem me queixo. Na verdade, até gosto, cada vez mais, destes momentos de frustração antes de começarem as coisas mais excitantes.

O Mestre voltou pouco depois, claramente com mais apetrechos, mas, no escuro e de costas, não percebi logo o que era. No escuro, mais ou menos, porque tínhamos deixado a persiana aberta, mas, mesmo assim, estava escuro. O Mestre aproximou-se e acariciou-me com uma só mão, primeiro as costas, depois as nádegas, depois apalpou-me as nádegas levemente. Então parou e ouvi-o dar dois passos atrás. Houve uma pausa, e apercebi-me de que estava a suster a respiração. Já estava a antecipar que o Mestre me fosse bater, só não sabia como.

A primeira chicotada acertou-me nas costas, logo abaixo dos ombros, e fez-me gemer de dor. Era um cinto que o Mestre tinha ido buscar, um cinto de cabedal largo e bem rijo. A segunda chicotada foi mais forte, mas já não doeu tanto. Algumas chicotadas mais tarde e já me estavam a excitar. Foi aí que o Mestre começou a bater-me com o cinto no rabinho, e com ainda mais força, já que aí tenho mais chicha, e aguento melhor o cinto. Muitos gemidos mais tarde, uns de dor, outros de excitação, quando já tinha o rabinho a arder, o Mestre deu-me duas chicotadasa, muito dolorosas, directamente na minha ratinha, depois pousou o cinto na mesa, atrás de mim, e pôs-se à minha frente outra vez. Pôs-me as mãos nas mamas e apertou-as um bocadinho. Depois assentou-lhes palmadas, ora na esquerda, ora na direita, tanto de cima como de lado. Só quando eu já sentia as mamas vermelhinhas e quentes é que ele voltou a agarrá-las e mordiscou-me os mamilos um bocadinho. depois voltou a subir para cima da mesa. Pegou outra vez no cinto, passou-o por entre as minhas pernas e puxou-o para cima, de encontro à minha ratinha molhada, com força.

"O que é que eu hei-de fazer contigo?" Perguntou-me o Mestre, ao ouvido, com uma pontinha de desprezo, como se falasse com uma criança mal comportada, ou com uma puta imprestável.

"Mete-mo todo." Arfei eu. "Por favor, Mestre, por favor, mete-mo todo!" Implorei-lhe.

Ele largou o cinto e não se fez rogado. Agarrou-me as ancas, fez-me rodá-las, de maneira que eu tive que me apoiar mais nas cordas. Depois senti-o tocar-me entre as pernas com o membro viril, procurar o sítio certo por um momento e depois enterrar-se em mim, primeiro devagar, depois agarrou as minhas ancas com as duas mãos e deu-me com força por detrás. Ao fim de algum tempo começaram a doer-me os pulsos da tensão das cordas, e o Mestre começou a dar-me palmadas nas nádegas de vez em quando. Quando deu conta de que eu estava perto de me vir, procurou o meu clitoris com os dedos da mão direita e acariciou-me aí até sentir o meu corpo sacudido pelos espasmos de um orgasmo espetacular. Pouco depois, ainda meio zonza, senti-o agarrar-me as mamas e vir-se dentro de mim. Soltou logo as cordas da viga e deixou-me voltar a sentar-me nos calcanhares enquanto me abraçava e me beijava. Depois desatou-me os pulsos, ajudou-me a descer da mesa e fomo-nos deitar.

Escuso de dizer que foi só o começo de um fim de semana "bem passado" :P

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

16 de novembro de 2008

"Dra. Catarina"

Quando eu era pequenina, assim tipo menina do ciclo (às vezes parece que foi ontem, outras vezes parece que foi há tanto tempo!), lá em casa lia-se a TV Mais. Lembram-se da TV Mais? Era uma revista que, em retrospectiva, me parece muito "cor de rosa" (com a aparência deste blog, tenho muito o direito de me queixar LOL), mas, na altura, parecia-me o máximo. Bem que o meu pai queria que eu passasse a ler um caderno do Expresso, acho que se chamava Vidas, mas nunca lhe liguei. Agora, na TV Mais, o que eu sempre achei piada era a secção dos conselhos sexuais da Dra. Rute, que, ninguém me desconvence, foi a base da personagem "Dra. Rute Remédios" do Herman, nos seus tempos áureos.

Hoje vou fazer uma coisa parecida. Às vezes recebo e-mails de leitores que me fazem perguntas, e, apesar de não ser nenhuma autoridade, lá vou respondendo como posso. O Mestre, que sabe muito mais que eu, nestes domínios, sempre me ajuda e acho que fazemos algum bem. Aqui há dias, o Mestre lembrou-me que, se há pessoas que me mandam e-mails a dizer o que bem podiam dizer em comentários, pode ser que seja porque têm uma certa vergonha (neste país, nem o 25 de Abril nos livrou do puritanismo do "Deus, Pátria, Família" :P), e se há pessoas que têm vergonha de comentar, então pode ser que também haja as que têm vergonha de mandar até um mail. Para essas e para as outras, hoje vou pôr os óculos de leitura, para parecer uma Doutora, e responder a algumas perguntas que me aparecem no mail, como fazia a Dra. Rute.

"Tenho 23 anos e ando com a minha namorada há pouco tempo. Às vezes leio o teu blog e fico excitado com as tuas histórias e quero fazer esse tipo de cenas com a minha namorada, mas tenho medo que ela não queira ou que pense que eu sou esquesito por querer essas coisas ou pior, que corra tudo mal. Eu gosto muito dela e não quero que ela me deixe por causa de uma fantasia.

João"

Antes que pensem cobras e lagartos de mim por estar aqui mostrar os mails que as pessoas me mandam em privado, ficam a saber duas coisas: primeiro, não estou aqui a mostrar mails de ninguém que não tenha consentido que o fizesse; segundo, só estou a mostrar trechos seleccionados e os nomes nem sequer são os nomes verdadeiros (ou, pelo menos, os que assinam).

Voltando ao caso do João, os teus receios são perfeitamente compreensíveis, tal como os teus desejos. Por isso, recomendo que tomes os seguintes cuidados. Em primeiro lugar, não sejas demasiado insistente. Se ainda não o fizeste, mostra este blog à tua namorada, pode ser que ela veja como eu gosto de ser submissa, e que a ideia lhe apele. Se não quiseres fazer nada tão "violento" (por exemplo, se só quiseres amarrá-la, mas não lhe quiseres bater, então talvez o meu blog lhe pareça demasiado assustador. De qualquer forma, lembra-te de que, primeiro, só deves fazer a sugestão, e diz-lhe que "pense no assunto" e que não tem de responder logo. Se ela fizer perguntas, não fujas delas, responde sempre e, sobretudo, NUNCA MINTAS nestes assuntos. Mais vale não fazerem alguma coisa que tu querias que acabar uma boa relação porque traíste a confiança dela. Assegura-a sempre de que só fazes o que ela deixar, e nunca vás para além disso. Se, depois disso tudo, ela disser não, paciência. Tens de compreender que isto não é para todos, há quem não goste (ou antes, há quem goste, porque acho que somos uma minoria). Mas podes sempre voltar a perguntar, dali a algum tempo. Se ela disser que sim, lembra-te de começar devagar, não faças nada muito complicado nem queiras fazer demasiadas coisas da primeira vez. Por expemplo, ata-lhe só os pulsos de maneira confortável. Pode ser que ambos gostem e que queiram experimentar mais vezes, e então podem ir fazendo mais coisas e coisas mais complicadas. Se não, ao menos não fizeste nada que pudesse correr catastroficamente mal, e podem ficar sem vontade de não voltar a tentar, mas, ao menos, não vos aconteceu nenhuma desgraça. Boa sorte!

"Leio sempre o teu blog estou sempre à espera de ver alguma história nova e fico sempre com vontade de que o meu namorado me ate e me trate como o Mestre te trata a ti mas tenho medo que o meu namorado fique a pensar que daí para a frente pode abusar de mim e fazer o que quiser e eu não quero isso. O que hei de fazer?

Maria"

E, no mesmo seguimento, vem este e-mail.

"As tuas histórias deixam-me maluco! Mas eu sou mais como tu que como o teu mestre. Quero que a minha namorade me domine, mas como sou o homem não quero que ela julgue que sou fraco e deixe de gostar de mim. Ajuda-me!

Marco"

Estes dois e-mails levantam uma questão que eu acho que é muito interessante. Desculpem lá, mas vou afastar-me dos e-mails por um momento, porque quero explicar bem isto. A maneira como fazemos amor não reflecte necessariamente a maneira como nos vemos uns aos outros em relação a nós próprios. Pode-se fazer sexo sadomasoquista e ser-se dominado/a sem querer dizer que quem nos domina nesse momento manda em nós nas outras alturas. Está bem que há casais que têm esse tipo de relaccionamentos, em que um membro é constantemente dominante e o outro é constantemente submisso, mas não te que ser assim. No nosso caso, eu acho que tenho uma certa reverência inata pelo Mestre que pode fazer parecer que ele "manda em mim" 24 horas por dia, mas, na verdade, há uma grande igualdade e respeito mútuo na nossa relação. E, mesmo que não haja igualdade, pelo menos o respeito mútuo tem que haver em qualquer relação, no meu entender. Eu, pelo menos, não ficava em nenhuma relação em que o homem não me respeitasse e me tratasse por igual, fosse lá como fosse que fizéssemos amor.

Voltando às questões, digo tanto ao Marco como à Maria que, em primeiro lugar, não julguem que é só a posição do submisso que é difícil para quem não quer fazer este género de coisa. Se os vossos parceiros não vos quiserem dominar, então sinto muito, meus caros, mas é como disse ao João, não insistam demasiado. Se eles concordarem, façam-nos entender que se trata de uma coisa que fazem por prazer, mais nada. Lembrem-se de não agir de maneira diferente depois de experimentarem, se chegarem aí (e espero que cheguem). Se os vossos parceiros vos parecerem tratar de forma diferente, façam-nos ver isso e expliquem-lhes que ainda têm o mesmo estatuto que antes e que é ridículo mudar a maneira como vos tratam só por causa do que se passa quando fazem amor. Lembrem-se ainda que a comunicação é essencial, sobretudo entre ptraticantes de sadomasoquimo. E, sobretudo para o Marco, é perfeitamente ridículo pensar que um homem é fraco ou menos homem porque gosta de ser domindo ou que uma mulher é menos mulher por gostar de dominar (é mais um resquício dos hábitos machistas de que este país nunca se livrou). Aproveito para acrescentar que há pessoas que só dominam ou só se fazem dominar, mas também há pessoas que fazem as duas coisas. Aliás, eu e o Mestre, no princípio da nossa relação, de vez em quando, trocávamos de papéis. O Mestre gostava, mas eu não gosto nada de dominar, não me sinto confortável nessa posição e acho que não tenho jeito, por isso, deixámos de fazer isso.

Já agora, para todos os meus leitores que querem experimentar ou mesmo dedicar-se seriamente ao sadomasoquismo, quero dizer duas coisas. Antes de mais, é sempre boa ideia lerem livros especializados antes de se aventurarem. O Mestre fala-me muito bem de um livro que tem há já muitos anos, e que podem comprar no Amazon, chamado "SM 101", de um autor americano chamado Jay Wiseman. Eu mesma já o li e achei-o muito bom, mas um bocado maçudo e mais orientado para a segurança que para o erotismo. A minha recomendação vai antes para um livro mais recente, de que o Mestre também gostou, que se chama "Bondage for Sex", de uma autora australiana que se identifica como Chanta Rose, e que foi modelo (leia-se porn star) de cenas sadomasoquistas durante uma data de anos e também tem um blog aqui no blogspot. O livro dela é mais curto, tem fotografias pouco explícitas, mas muito eróticas e é sobretudo um manual prático de algumas posições para amarrar o parceiro. Também tem considerações de segurança, e boas, mas toma uma abordagem menos fria que o Jay Wiseman. Por outro lado, é um livro menos completo em termos de práticas do sedomasoquismo em geral. É capaz de ser melhor para pessoas que queiram amarrar (ou ser amarradas) sem a parte das palmadas ou os jogos de poder psicológicos, pelo menos a princípio. Também quero chamar a atenção para o facto de que, quando brincamos, o Mestre pergunta-me muitas vezes se estou bem, se não quero parar e verifica se as minhas mãos ou os meus pés não estão demasiado frios ou se não cortou a circulação, mas eu quase nunca menciono isso, porque, apesar de achar bem que o Mestre faça isso e de ficar muitíssimo grata por ele o fazer e ser um amante tão atencioso, acho que quebraria o ritmo da narrativa e só serviria para nos lembrar de que somos todos mortais e que, se não tivermos alguns cuidados, corremos o risco de nos magoarmos. Mas também quero dizer que corremos riscos em tudo o que fazemos no dia-a-dia, e continuamos a corrê-los porque sabemos que, se tivermos certos cuidados, esses riscos são muito pequenos, e isso não nos deve impedir de fazermos certas coisas de que gostamos. Afinal, este é um blog dedicado inteiramente ao prazer.

Se calhar alguns de vocês vieram cá à espera de encontrar uma história picante e deram de caras com uns conselhos que não vos interessam nada e ficaram aborrecidos. Peço desculpa. Prometo que, para a próxima, vos conto uma história excitante com sexo sadomasoquista, dor e muito prazer.

Espero que tenham gostado, mesmo assim.

Beijinhos.

27 de outubro de 2008

Calma, meninos!

Nestes últimos dias tenho recebido alguns e-mails de leitores a perguntar-me se me cansei do blog ou se vou voltar a escrever. Tem piada, nunca recebo comentários, mas sempre vou recebendo um ou outro e-mail. Portanto, em resposta, vou continuar, um grande beijinho a todos os leitores e um beijinho ainda mais especial a todos os que me mandaram e-mails a perguntar se se passava alguma coisa. Vamos lá a isto então.

A propósito, hoje vi o filme "Call Girl", em DVD, com o Mestre. Não o tinha visto no cinema, mas gostei na mesma. Fartaram-se de usar o verbo "foder". Tem piada, não me importo de escrever aqui descrições das brincadeiras sexuais que tenho com o Mestre, e descrições explícitas, mas incomoda-me a palavra "foder". Devo ser uma senhora, portanto :P. Já agora, a título de crítica, achei foi que a maior parte das cenas em que o Nicolau Breyner se babava pela Soraia Chaves estavam um bocado foleiras. E também achei que não fazia mal, em vez de terem mostrado tanto as maminhas da Soraia Chaves, terem posto uma cena menos explícita, tipo um grande plano da mão dela a agarrar o lençol da cama ou a cravar as unhas na carne de um homem enquanto gemia. Não é que as mamas dela me incomodem, afinal eu também tenho mamas, duas até, e bem bonitas. De qualquer maneira, gostei e recomendo. E agora, algo um pouco diferente.

Ontem à tarde estava a ler umas coisas para a Universidade e o Mestre estava a ver televisão. Não gosto nada de trabalhar para a Universidade aos Sábados, por isso despachei-me e fui sentar-me ao lado do Meste, no sofá.

"O que é que está a dar?" Perguntei ao Mestre.

Ele suspirou, com ar aborrecido.

"Nada de jeito..." Queixou-se. "Vê o que quiseres." Disse-me, estendendo-me o comando.

Passei pelos canais rapidamente. Realmente, não estava a dar nada das coisas de que gostamos. Também não são muitas. Desliguei a televisão.

"O que é que vamos fazer com uma tarde de Sábado inteira?" Perguntou o Mestre, recostado no sofá, com os olhos fixos no tecto.

"Podíamos sair, ir a algum lado." Sugeri.

O Mestre torceu o nariz.

"Não estou com grande vontade de sair. Apetece-te muito?"

"Não, só estava a dizer."

Mas depois também não tinha mais nada para dizer, por isso encostei-me a ele em silêncio. O Mestre abraçou-me e enfiou os dedos de uma mão nos meus caracóis.

Só mesmo naquela de não estar quieta, comecei a tocar-lhe no peito com as pontas dos dedos. Uma coisa levou a outra e começámos a trocar miminhos. Dali a pouco tempo as coisas começaram a aquecer. Quando dei conta, o Mestre estava quase deitado de costas no sofá, comigo a montá-lo. Eu estava a segurar-lhe a cabeça enquanto nos beijávamos e ele tinha as mãos nas minhas mamas, a tocar-me com as pontas dos dedos em círculos à volta dos meus mamilos, que estavam duros como pedrinhas.

"Queres?" Perguntou-me o Mestre, entre dois beijos.

"Quero!" Respondi-lhe, dem fôlego. Estávamos ambos só de roupa interior e t-shirt, e já tinha estado a sentir como ele estava duro contra as minhas partes sensíveis.

O Mestre parou de me acariciar as mamas, mas não descolou as palmas das mãos do meu corpo. Agarrou-me com aquela facilidade que o torna tão dominante e fez-nos rebolar no sofá. Num instante estava ele por cima, e eu praticamente imobilizada. Os lábios dele colaram-se ao meu pescoço, a beijarem-me com sofreguidão, e eu comecei a desejar que ele me despisse e me penetrasse. Dali a pouco, tinha ele as mãos nas minhas mamas outra vez, quando se levantou de cima de mim.

"Fica aí." Disse-me ele, com a voz do comando que usa quando me está a dominar. "Eu não demoro."

O Mestre saiu da sala. Entretanto, eu voltei a sentar-me e despi-me enquanto esperava. Estava tao maluca que não consegui não deixar que as minhas mãos acariciassem o meu corpo todo como o Mestre tinha estado a fazer. Quando o Mestre voltou, não devia ter passado um minuto sequer, com as cordas na mão, eu já não estava bem em mim. Atirou as cordas para o sofá, ao meu lado, apoiou um joelho ao lado da minha anca e encostou-me às costas do assento. Agarrou o meu cabelo com uma mão e puxou-me contra si com a outra. Puxou-me o cabelo, para orientar a minha cara como queria, e eu comecei a deixar-me deslizar para o estado submissivo. Os lábios dele atacaram os meus e eu puxei-o para mim. Depois de alguns beijos ardentes, o Mestre deixou-se deslizar por mim abaixo, devagar. Primeiro agarrou-me as mamas nuas, brincou um bocadinho com elas e chupou-me os mamilos, mordiscou-os um bocadinho e até os beliscou, mesmo como eu gosto. Continuou a beijar-me, entre as mamas, no estômago, no umbigo e mais abaixo. Com um gesto brusco, puxou-me as ancas para a borda do assento e pôs os braços à volta das minhas coxas. Abriu-me as pernas e enterrou a cara nas minhas partes íntimas. A língua e os lábios dele enlouqueceram-me por uns momentos. A gemer como uma louca, pus as mãos na cabeça dele e estava quase a vir-me quando ele parou e se levantou. Não posso dizer que tenha sido completamente inesperado, o Mestre gosta de me provocar desta maneira: primeiro leva-me quase à loucura, depois pára. Claro que eu fico com ainda mais vontade, e, da vez a seguir, ainda me sabe melhor.

O Mestre puxou-me as pernas para cima, levou-me os tornozelos até ao lado da cabeça e mandou-me segurá-los nessa posição. Pegou nas cordas e atou um dos meus tornezelos ao pulso do mesmo lado e depois atou-me o joelho ao cotovelo. Fez o mesmo do outro lado. Já tinha estado nessa posição antes, mas deitada de costas em vez de sentada. Não é menos confortável, mas a tendêmcia é para dobrar os joelhos e baixar os tornozelos. Não deve ser má posição, mas não era isso que o Mestre queria. Então passou uma corda mais curta por trás do meu pescoço e atou as pontas aos meus tornozelos, para não poder baixá-los.

"Estás confortável?" Perguntou-me o Mestre.

Fiz que sim com a cabeça. Quando fico assim tão excitada, deixo de falar :P. O Mestre despiu-se rapidamente e voltou a acariciar-me. Naquela posição era mais difícil chegar-me às mamas, mas muito mais fácil acariciar-me as pernas. Quando tinha as mãos nas minhas nádegas, tocou na minha ratinha com as pontas dos dedos e começou a puxar devagarinho, a abrir-me aos poucos. Isso fez-me desejar tanto que ele me começásse a metê-lo que não consegui não gemer.

"Estás a gostar?" Perguntou-me.

Voltei a acenar. Então o Mestre assentou-me uma palmada na nádega. Senti como que um choque, e o meu corpo sacudiu todo.

"E assim, gostas?" Perguntou-me outra vez.

Acenei mais uma vez, e o Mestre continuou a açoitar-me, a arrancar-me gemidos com cada palmada. De cada vez que me batia eu sentia as vibrações a alastrarem em direcção à minha ratinha, e o meu rabinho começava a arder, mas eu estava tão excitada. Já tinha sido açoitada no rabinho dúzias de vezes, mas não com os músculos das nádegas tão esticados. Esta tensão acrescida fazia doer mais, mas eu gostei na mesma. O Mestre voltou a abrir-me com as pontas dos dedos, e os meus sucos escorreram da minha vulva sôfrega.

"Por favor..." Suspirei. "Por favor, mete-mo todo!"

"Queres? Pede outra vez!" Ordenou o Mestre.

Demorei um momento, a tomar fôlego. O Mestre estava erecto, o membro dele estremecia de desejo, mas ele resistia, e continuava a dominar-me.

"Mete-mo todo..." Suspirei outra vez.

"Mais alto." Mandou o Mestre, que não perde uma oportunidade de me fazer implorar por que me penetre.

"Mete-mo todo!" Disee eu, alto, mas não tão alto que os vizinhos ouvissem.

Ele ajoelhou-se no sofá, por cima de mim, e convenci-me de que mo ia meter todo, como lhe tinha implorado. Comecei a arfar mais depressa, de antecipação. Esse foi o meu erro.

"Pede da maneira mais porca que consigas." Ordenou o Mestre, em vez de me penetrar.

Soltei um gemido de frustração. Eu estava mortinha por que ele me comesse como se não houvesse amanhã, e ele continuava a provocar-me.

"Fode-me toda como a uma puta!" Gritei, louca de desejo.

Ele pôs uma mão na minha cara.

"Já que pões as coisas dessa maneira..." Disse-me, por fim.

Finalmente, penetrou-me. Um gemido prendeu-se-me na garganta e acabei por soltar antes um grunhido, depois um "Ah!" suspirado, e depois, com cada penetração forte e funda do Mestre, uma série de gemidos. Ele continuou a tocar-me e a beijar-me enquanto me dava com força até que me vim. Ele também não tardou a tirar de mim e a dar-me o pau à boca para se vir lá. Deixou-me engolir e começou a desatar-me.

Aquela posição deixou-me o pescoço um bocadinho dorido, mas valeu a pena, e também passou logo. Enroscámo-nos no sofá e deixámo-nos ficar até à hora de jantar. Foi um Sábado bem passado.

Na Sexta vi o Homem da Pêra no campus, o que foi estranho, porque acho que nunca o tinha visto no campus a uma Sexta. Agora que penso nisso, acho que também nunca o tinha visto naquele sítio do camous, e passo lá muitas vezes. Estranho...

Espero que tenham gostado e que estejam mais descansados.

Beijinhos.

26 de setembro de 2008

De volta à acção

Bem, bem, bem, o que é que aconteceu nestas últimas semanas? Andei um bocado chocha, mal-disposta, cheguei mesmo a pensar se não me (nos) teria acontecido alguma desgraça, mas, afinal, não, está tudo bem. Mas foi cá um destes sustos...

Ora bem, na quarta-feira já estava tudo tratado, e tanto eu como o Mestre estávamos aliviados e decidimos comemorar à nossa maneira. Na verdade, a ideia foi muito mais do Mestre que minha, o que quer dizer que fui tendo a ideia à medida que o Mestre ma aplicava, mas pronto...

Cheguei a casa à tarde, das compras, lá pelas quatro ou assim. Não dei conta de que o Mestre estivesse em casa, por isso, fui logo arrumar as compras e mudar-me. Já estava no quarto, tinha acabado de tirar o soutien e ia a vestir a t-shirt quando o Mestre entrou, vi-o no reflexo do espelho. Normalmente, não tenho problemas de puritanismos quando o Mestre entra no quarto e dá comigo nua ou quase nua, mas, daquela vez, só para a marotice, apeteceu-me fingir-me embaraçada. Cruzei os braços diante do peito, a tapar as mamas e juntei muito as pernas, como se quisesse disfarçar a nudez, e virei-me de lado, a olhar para o Mestre em silêncio, como se estivesse demasiado envergonhada para falar. O Mestre abafou uma risada trocista e aproximou-se de mim. Enfiou os dedos no meu cabelo e beijou-me.

"Chego em boa hora." Disse ele. "Sentes-te marota?" Às vezes, é assim que ele me desafia para a brincadeira.

"Então não sinto..." Respondi eu. "Com o atraso que temos..." É verdade, tínhamos que compensar pelas últimas semanas.

Imediatamente os olhos do Mestre, até então cheios de ternura, brilharam de malícia. Com a mão que já tinha no meu cabelo, puxou-mo para trás, fez-me inclinar a cabeça e vergar-me. Tive que afastar os braços para manter o equilíbrio, e, claro, o meu peito ficou completamente exposto. Com a outra mão, o Mestre pôs-me uma mola da roupa em cada mamilo. Há já algum tempo que não fazíamos isso (há já algum tempo que não fazíamos quase nada :P), e foi quase nostálgico para mim, já para não dizer excitantemente doloroso LOL. Quando as molas já estavam firmemente no seu lugar, o Mestre acariciou-me as mamas, uma de cada vez, com jeitinho e docura, sem apertar nem abanar, e isso aliviou um bocado a dor nos meus mamilos. Claro está que, logo a seguir, ele me fez a maldade de dar um piparote com a ponta do dedo em cada mola, o que avivou a dor, mais aguda ainda que antes. Depois puxou um bocadinho o elástico das minhas cuecas e largou-o, para que estalasse de encontro à minha pele.

"Isto está-me a estorvar." Declarou. Escuso de dizer que pronunciou "está-me a estorvar" como "está (a) masturbar".

O Mestre largou o meu cabelo e eu acabei logo de me despir para ele, que, nesse momento, se pôs atrás de mim. Quando eu me endireitei, depois de ter despido as cuecas, agarrou-me por um ombro e assentou-me uma palmada no rabinho. E depois outra e mais algumas até me mandar pôr-me de quatro. Depois agarrou-me o cabelo e guiou-me até à casa de banho. Fez-me entrar com ele e fechou a porta sem acender as luzes. Ora eu, que já estava a alinhar na brincadeira, de repente dei comigo numa atmosfera um bocadinho ameaçadora, num sentido erótico, e estava a adorar aquele quase terror que o Mestre estava a encenar para nós. Por uns momentos, no escuro, não se passou nada. Senti que o Mestre me largou o cabelo e, durante uns instantes, só ouvia a minha própria respiração pesada. Depois comecei a ouvir um ruído repetitivo e metálico que não identifiquei logo, como se duas peças se encaixassem e desencaixassem repetidamente, com um retinir de metal a cada dois movimentos. Algo sinistro, mas não muito.

Só quando a casa de banho se iluminou com uma chama é que percebi que era um isqueiro, tipo Zippo, que o Mestre deve ter comprado nesse dia, porque nunca o tinha visto antes. Sem ousar levantar-me, virei a cabeça um bocadinho e espreitei pelo canto do olho, vi o Mestre a acender velas com o isqueiro. Não eram velas fininhas de jantares românticos à luz das velas nem aquelas velinhas votivas atarracadas, eram velas como eu nem imaginava que ainda se fizessem, cilíndircas, largas e altas. Pensava que essas coisas estavam completamente ultrapassadas. O Mestre acendeu talvez cinco ou seis e espalhou-as pela casa de banho. A luz das velas pode ser muito romântica, mas, naquele momento, a luz fraca e as sombras tremeluzentes só serviram para me assustar... no bom sentido. Sentia, realmente, medo do que me ia acontecer, porque sabia que, fosse lá o que fosse, ia doer. Por outro lado, tinha a certeza de que ia adorar, e de que, no fim, o Mestre me ia comer toda :P.

O Mestre mandou-me entrar na banheira e tirou um par de algemas do bolso de trás das calças. Aquelas algemas foram a primeira "malandrice" que comprámos, e quase nunca as usamos, porque somos ambos mais adeptos da corda, mas, para uma brincadeira que estava a ter tanto de novo como de nostálgico, encaixavam perfeitamente no tema. O Mestre algemou-me às torneiras da banheira. Eu fiquei numa posição pouco estável, de joelhos e inclinada para a frente, a tentar equilibrar-me contra as torneiras. Quando o Mestre me empurrou as ancas para o lado, caí logo. A olhar para cima, vi a silhueta dele, recortada contr a penumbra tremeluzente do tecto e deixei-me lever por aquela imgem sombria. Ele agarrou as minhas mamas, apertou-as um bocadinho e acaricou-as. No seguimento dessa carícia, pegou nas molas e começou a puxar por elas até que se soltaram os meus mamilos (Ai! Ai! Ai! Ai, que bom!).

O Mestre deixou-me gemer e retomar o fôlego (na verdade, preparar-me para a próxima maldade) antes de continuar. Pegou numa vela e deixou cair um pingo de cera quente num dos meus mamilos, ainda doridos. Deixou-me contorcer e reprimir um gritinho de dor, uma dor nova, mas muito excitante, e depois deixou cair outro pingo, mas desde menos alto. A cera teve menos tempo para arrefecer no ar, e pareceu-me muito mais quente. Ainda deixou cair mais umas gotas de cera nesse mamilo antes de pousar a vela. Depois pegou noutra vela e deixou cair mais cera, mas no outro mamilo, e, desta vez, todas desde tão baixo como a última no primeiro mamilo, e todas de seguidinha. Não consegui reprimir um (ou mais...) grito de dor e excitação. O meu corpo arqueou-se todo para trás, estremeci toda. Comecei a deixar-me levar pela dor nesta altura. Estava a saber-me tão bem...

O Mestre pôs a cera de parte de afastou-se por um momento para remexer não sabia bem em quê, na altura. Vim a descobrir que era uma caixa térmica, que, às vezes, levamos para a praia com bebidas frescas. Não eram bebidas que ele tinha na caixa, mas sacos de gelo. Pegou num com cada mão e encostou-os às minhas mamas. Estavam tão frios que parecia que a superfície colava. Por mais que quisesse ser "uma menina bonita e portar-me bem", não pude controlar o espasmo e tentar fugir ao frio intenso, mas o Mestre segurou o gelo no sítio, e eu, com as mãos presas, não tinha como escapar. Para além do frio terrível, que me fez as mamas doer ao fim de apenas uns segundos, a cera endureceu e contraíu-se, e voltei a sentir um aperto nos mamilos. O Mestre ainda me obrigou a aguentar o gelo mais um bocado, que me fez gritar como não me atreveria a gritar se não estivéssemos na brincadeira. Os vizinhos hão de ter pensado das boas... :P

Quando o Mestre finalmente teve compaixão de mim e das minhas pobres maminhas, voltou a guardar o gelo e abriu uma torneira do lavatório. Demorou-se um instante, durante o qual eu pude ver, mesmo à luz fraquinha das velas, como as minhas mamas tinham ficado coradas. Depois o Mestre fechou a torneira, vi-o enxugar as mãos e ele pô-las nas minhas maminhas rosadas. Estavam quentinhas da água, e soube tão bem... Mas foi de pouca dura. Só uns momentos, ou assim me pareceu, e depois levantou-se e pegou no chuveiro. Abriu a torneira, mas a da água fria e enregelou-me toda. Guinchei de frio, mas de nada me valeu. Debaixo do jorro gelado, os dedos do Mestre esfarelaram a cera nos meus mamilos e beliscaram-nos mais um bocadinho. Pouco depois, o Mestre desligou a água. Eu estava cheia de frio, a tremer por todo o lado, mortinha por sair dali e começar a fazer amor com o Mestre, mas estava a adorar. Já estava naquele lugar especial.

Os dedos do Mestre afastaram o meu cabelo molhado, colado à minha cara, e ele beijou-me ardentemente. Quase me senti a aquecer só com o calor daquele beijo. As mãos dele, ainda que frias, deambularam pelo meu corpo numa carícia ternurenta. Depois o Mestre pegou num vibrador minúsculo que nós temos (o que prova que o tamanho não importa LOL) e encostou-o ao meu clitóris molhado (mas não pelos motivos do costume). Entre a vibração e os beijos ardentes, não tardou até que me viesse, apesar do frio terrível. Depois o Mestre abriu as algemas, enrolou uma toalha à minha volta e levou-me ao colo para o quarto. Estendeu-me na cama e enxugou-me muito bem, voltou a aquecer o meu corpo, encheu-me daquela sensação espectacular de quando estamos cheios de frio, mas depois o frio passa. Embrulhou-me num cobertor e começou a beijar-me outr vez. Falámos um bocadinho sobre aquela cena nova, as coisas que gostei mais, as que gostei menos, as coisas que não queria voltar a fazer (talvez a parte do gelo... talvez não!) e tal, depois deixámo-nos levar pela beijoquice e acabámos, finalmente, a fazer amor como coelhos. Já não era sem tempo!

Espero que tenham gostado.

Beijinhos!

18 de agosto de 2008

Eu gosto é do verão, Parte V

É verdade que gosto do verão e de férias e essas coisas, mas também gosto de voltar para Aveiro e de estar por cá. Por exemplo, ainda no outro dia voltei a cruzar-me com o Homem da Pêra, na Avenida. Ainda não me fartei dele.

Voltando às férias: Nesta curta semana que estivémos em Buarcos, no dia a seguir à aventura do Peres e da Bárbara, voltámos a brincar na sala. Para mim qualquer lugar é bom para a brincadeira: a sala, o quarto, a cozinha, o provador de uma loja de lingerie :P, mas o Mestre vê cada lugar com outra perspectiva, vê logo quais são os sítios bons para me amarrar e tem logo ideias. No dia a seguir ao nosso role-play, depois do nosso passeio à beira mar, de mãos dadas, descalços na areia e com o vento nos cabelos, o Mestre disse-me que tinha uma ideia para uma brincadeira na sala. Não me opus.

Despimo-nos um ao outro entre carícias e beijinhos, depois o Mestre trouxe as cadeiras da mesa de jantar para o meio da sala. As cadeiras que temos em nossa casa têm o tampo mais estreito e as costas mais altas que as da casa onde estávamos, para além de que têm as costas maciças, ao passo que aquelas tinham só uma barra curva que assentava mais ou menos ao meio das costas. O Mestre dispô-las na forma de um T, com três cadeiras alinhadas, uma ao lado das outras, e a quarta em frente à do meio, virada para o outro lado. Depois mandou-me passar a cabeça e os ombros pelo espaço entre o assento e as costas da cadeira do meio das três alinhadas de maneira a ficar deitada de barriga para baixo no tampo, com as mamas já de fora, e ajustou a cadeira que ficava de frente para mim de maneira a que pudesse apoiar só os ombros no tampo. Depois atou os meus pulsos às pernas de trás da cadeira da frente, junto ao tampo. A seguir, pegou num dos meus tornozelos e levantou-o enquanto me esticava a perna devagarinho, para não me magoar, até estar quase à altura do tampo da cadeira desse lado, e atou-o também à perna da cadeira e junto do tampo, para que não pudesse baixar a perna. Fez o mesmo do outro lado. No fim, eu estava com a barriga e os ombros apoiados nos tampos das cadeiras, mas, de resto, estava pendurada pelas cordas acima do chão. Mais uma vez, não é uma suspensão total, mas para lá caminhamos.

O Mestre fez-me uma festa no cabelo com ternura.

"Estás confortável?" Perguntou.

Disse que sim, que estava muito bem, e que gostava daquela sensação de estar quase suspensa. Então o Mestre disse que ainda bem e saiu da sala, deixou-me a apreciar a posição. Quando voltou, deitou-se no chão debaixo de mim. Senti a mão dele a acariciar a minha mama.

"Quando ficas por cima ainda parecem maiores." Comentou o Mestre, agarrando bem as minhas mamas todas com as mãos, a tomar-lhes o volume.

Acariciou-me mais um bocado até começar a fazer círculos só com as pontas dos dedos em redor dos meus mamilos, sem lhes tocar. Senti-os a enrijecer e quase a doer de desejo. Então o Mestre esfregou-os ao de leve entre dois dedos primeiro, e depois apertou-os com força e fez-me gritar de dor-prazer.

Farto de estar debaixo de mim (não é nada costume o Mestre ficar por baixo LOL), o Mestre levantou-se e acariciou as minhas nádegas. Depois deu-lhes duas palmadinhas, nada sado-masoquista, antes duas festinhas, o que me deixou ansiosa, porque, quando ele faz isso, é porque vem lá alguma coisa realmente dolorosa.

"Lembras-te daquela vergasta que pedi ao Gervásio* que me fizesse?" Então não houvera de me lembrar! O que eu gosto daquela coisa! "Realmente, foi pena não a termos trazido. Vamos ter que nos desenrascar com o que temos."

O Mestre estava atrás de mim, por isso não vi ao que é que ele se referia, mas, quando a senti no rabinho, soube que era uma colher de pau. O choque percorreu o meu corpo de surpresa. Eu já estava excitada, e a colherada deixou-me quase pronta para passarmos mais adiante.

"Gostas mais assim ou assim?" Perguntou-me o Mestre antes de me açoitar outra vez, na outra nádega. Da primeira vez nem me tinha apercebido, mas o Mestre bateu-me com a parte côncava da colher, e, da segunda, com a parte convexa.

"Nem sei bem..." Respondi, com as nádegas a arder um bocadinho e desejosa de que ardessem muito mais.

"Vê lá outra vez." Retorquiu o Mestre, e deu-me mais duas palmadas sonantes, que me arrancaram um gemido de dor excitado cada uma.

"Da segunda..." Arfei eu.

"De certeza?" Perguntou-me o Mestre, a acariciar-me o rabinho, que começava a aquecer. Fiz que sim com a cabeça. "Então está bem."

A partir daí choveram os açoites no meu rabinho, cada um marcado por um sonoro estalo da madeira na minha pele e um gemido de volúpia da minha garganta. Quando já sentia o rabo em brasa das palmadas (uma coisa é levar palmadas com a mão, outra é ser açoitada com um bocado de madeira. Ambas têm coisas a seu favor), o Mestre parou de me açoitar e deu-me umas palmadinhas muito leves com a colher na minha ratinha, antes de ma esfregar levemente. Eu já sentia os meus fluidos a quererem escorrer pelas minhas virilhas, e imagino o estado em que a colher deve ter ficado. Depois senti a cabeça do membro do Mestre a esfregar-se na minha ratinha, à procura de uma entrada, e depois a enterrar-se todo em mim. As minhas costas arquearam-se de excitação e soltei um gemido diferente. O Mestre penetrou-me com força. Apesar de não ter muito a que me agarrar, foi fácil resisitir às investidas (não pude foi corresponder). Entretanto o Mestre, que tinha vários sítios a que se agarrar para me penetrar como quisesse, foi experimentando a ver como lhe dava mais jeito, até se fartar e decidir que o melhor era mesmo apalpar-me as mamas enquanto me dava com força. Com os dedos dele a esmagarem-me os mamilos e a sua verga a deixar-me louca, não tardei em vir-me... duas vezes (é para verem o quanto eu gosto de suspensões parciais e açoites). Depois disso, o Mestre saiu de mim e sentou-se na cadeira a que tinha amarrado os meus pulsos. Agarrou-me pelo cabelo e forçou-me (como se eu não estivesse a babar-me por o fazer) a abocanhar o pau dele. Chupei-o com entusiasmo, enterrei a cabeça até onde podia no colo dele, e ele veio-se na minha boca. Deixou-me engolir e deixou-se ficar sentado uns minutos, enquanto eu apreciava a suspensão, o calor que se desvanecia no meu rabinho, o cansaço dos dois orgasmos seguidinhos e as carícias que ele me fazia distraídamente na cara e na cabeça, que ainda a tinha deitada no colo dele. Depois desamarrou-me e fomos para a cama.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

*Gervásio não é o nome do amigo do Mestre que fez a vergasta, mas façam de conta.

12 de agosto de 2008

Eu gosto é do verão, Parte IV

Pois este ano só ficámos uma semana em Buarcos, mas uma semana bestial. Voltámos ontem para Aveiro, chegámos à noite, para aproveitar bem o último dia e viajarmos pela fresca, e logo hoje havia de chover! Isto é que é uma recepção calorosa! Com este tempo nem me apetece ir ao ginásio. Mas pronto, vamos antes falar de coisas giras, e, por coisas giras, refiro-me a sexo :P.

Uma noite, esta semana que passou, já depois de jantar, estava pouco calor, mas, à beira mar, está quase sempre um tempo húmido, e apeteceu-nos aproveitar para dar uma volta pela Marginal, já do lado da Figueira, para quem conhece a zona, mais ou menos entre o Emanha e o Casino. Para quem não conhece, paciência!

Cheegámos, o Mestre estacionou e saímos. Caminhámos pelo passeio, de mãos dadas, ao som do mar e a saborear o vento até que chegámos àqueles passadiços de madeira do Oásis (para quem não sabe, o Oásis de que falo é uma zona da praia da Figueira da Foz onde o ex-autarca Pedro Santana Lopes, esse grande malandro, mandou fazer uns enfeites para atrair turistas; não é uma banda de meados dos anos 90). Aí o Mestre sugeriu um jogo: íamos-nos separar e vaguear até nos encontrarmos, e depois íamos-nos engatar um ao outro como perfeitos desconhecidos.

Desde que fui viver com o Mestre que nem sequer olhei para outro homem com olhos de ver (OK, pronto, excepto o Homem da Pêra! Nem me lembrem :P), e já nem sabia se ainda seria capaz de engatar um homem. Tecnicamente, ainda não sei, já que era garantido que ia conseguir (ou será que foi o Mestre que me engatou? Já lá chegamos...).

Meti caminho pelo passadiço de madeira e virei costas ao Mestre, que, tanto quanto eu sabia, seguiu pelo passeio. Quando, uns passos mais adiante, olhei para trás, já não o vi. O Mestre, quando quer, sabe esconder-se muito bem. Como sabia que havia de dar com ele, mais cedo ou mais tarde, não me preocupei em procurá-lo, e desfrutei do passeio. A dada altura, estava eu parada a olhar para a praia escura, quando a voz familiar do Mestre me soou ao ouvido, inesperadamente.

"Boas noites." Disse.

"Ai, credo, que me assustou!" E era bem verdade, não estava nada à espera.

Depois o Mestre pediu desculpas, apresentou-se com um nome assumido (disse que se chamava Peres. Ainda não sei se não terá sido uma referência ao Homem da Pêra, porque Pêra e Peres anda ela por ela), perguntou-me o meu nome, ao que eu respondi que me chamava "Bárbara" (lá há nome mais sexy do que Bárbara? Tirando Catarina, claro) e então o Mestre atirou-me uma frase de engate tão foleira que até tenho vergonha de a dizer aqui (e bem sabem que eu não costumo ter vergonha nenhuma neste blog LOL). Eu fiz de conta que me deixei seduzir por aquela parolice, e deambulámos juntos por um bocado, até que encontrámos um banco, daqueles onde as pessoas param a meio caminho entre o areal e o passeio, para tirarem a areia dos pés e calçarem os sapatos. O Mestre convidou-me a sentar sentou-se ao meu lado. Não passava ninguém, e estava escuro. O Mestre pôs um braço à volta dos meus ombros e afastou os meus cabelos com uma mão.

"A Bárbara é tão bonita." Sussurou-me ele ao ouvido. "E cheira tão bem." Tocou a minha orelha levemente com a ponta da língua, fez-me estremecer de cócegas. "E tem um gosto delicioso."

"Oh, Peres..." Ri-me eu, a fazer-me de difícil, a afastá-lo com pouca energia.

Claro que o Mestre não aceitou isso, e voltou a abraçar-me. Olhou-me nos olhos e inclinou-se na minha direcção. Correspondi e beijámo-nos, primeiro só um beijinho, depois começámos a curtir. As mãos do Mestre começaram a explorar o meu corpo por cima da minha roupa, e, naquela privacidade precária da noite, dei comigo a adorar que este "Peres" me beijasse daquela maneira sequiosa enquanto uma das suas mãos me apalpava uma mama e a outra se intrometia no meio das minhas pernas. Não consegui conter um arquejo de excitação.

"És tão boa, Bárbara!" Suspirou o Mestre (ou o Peres).

"Oh, Peres..." Suspirei eu, por um lado sem querer ir mais longe no meio da rua, por outro não querendo que ele parasse.

"Queres ir a minha casa, Bárbara?" Convidou-me.

Já não tinha fala, só acenei que sim. Os minutos que demorámos pareceram-me horas de tortura. Quando chegámos, tal era o desejo, que não consegui esperar que o Peres acabasse de abrir a porta de casa, agarrei-o pelo pescoço e deixei-o debater-se atabalhoadamente com a fechadura enquanto nos beijávamos com paixão. Assim que entrámos, numa atitude rara para mim, tomei uma posição de liderança e encostei o Peres contra a porta fechada e continuámos a devorar-nos um ao outro. Quando precisei de ganhar fôlego e parei por um momento, deixei-me guiar, para minha surpresa, não ao quarto mas à sala. Tropeçámos e caímos no sofá sem para de nos beijarmos, e, deitado de costas, comigo por cima dele, o Peres ia-me acariciando e apalpando liberalmente. Entre carícias e arquejos guturais, o Peres desembaraçou-se de mim e pediu-me que esperasse um momento, que já voltava.

Deixou-me no escuro, como se eu não soubesse ao que ele ia, e eu aproveitei para me despir. Nem vos consigo dizer como me soube bem tirar o soutien e deixar as minhas mamas, que já tinham tido uma dose valente de carícias e apalpadelas, ao ar. Os meus mamilos estavam rijos como pedrinhas. Nua e morta de desejo, voltei a sentar-me no sofá, ensaiei uma pose provocante, primeiro sentada direita, com as pernas cruzadas e as mãos sobre o joelho, como uma senhora, depois quase deitada, apoiada num cotovelo, com os cabelos a pender para trás. Então o Peres voltou, com as cordas, tal como eu esperava, e mandou-me sentar numa cadeira da mesa de jantar. Então atou os meus tornozelos às pernas da frente da cadeira, de maneira a eu ficar de pernas abertas, e os pulsos ao topo das pernas de trás.

Comigo imobilizada, agarrou uma mão cheia do meu cabelo e inclinou-me a cabeça para trás, para me voltar a beijar na boca enquanto a outra mão me voltava a apalpar, primeiro as mamas, depois beliscou-me os mamilos e finalmente começou a descer devagar pela minha barriga abaixo. Quando estava mesmo prestes a tocar-me entre as pernas, largou o meu cabelo, passou a beijar-me no pescoço e na clavícula, e pôs as mãos nos meus joelhos. Acariciou-me pelas coxas acima até voltar às minhas virilhas. Mesmo com os tornozelos atados eu fazia por abrir ainda mais as pernas e por levantar as ancas, para facilitar. Senti os dedos dele a afastar os meus lábios engrossados e ensopados da minha paixão e a percorrer-me ao de leve no meu sítio mais sensível, a mandar um arrepio delicioso pelo meu corpo todo. Depois, um dedo mais explorador encontrou a minha entrada e não se fez de rogado, seguido por outro, enquanto que outros dedos partiam à descoberta do meu botãozinho do prazer e os lábios dele desciam até me chuparem um mamilo, apenas segundos antes de os dentes por detrás pegarem no mesmo mamilo e o repuxarem até o deixarem escorregar e escapar-se (Ai que bom!). Quase a chorar de excitação, explodi num orgasmo magnífico às mãos daquele Peres que eu acabara de conhecer.

Depois o Peres endireitou-se e desapertou as calças. Naturalmente, estava de pau feito, e enfiou-mo na boca sem cerimónia. Voltou a agarrar-me pelos cabelos e ditou ele o ritmo e a profundidade do broche, eu só tinha que chupar. A páginas tantas empurrou-me, tirou da minha boca e assentou-me uma valente bofetada.

"Que grande puta que tu me saíste, Bárabara!" Atirou-me, com um olhar que, no escuro, me parecia ter tanta daquela malícia sádica quanto a que lhe ouvia na voz. "A chupares assim a verga a um estranho!"

Queria responder-lhe, mas não só estava demasiado lerda para me lembrar de uma resposta minimamente inteligente como também o Peres tinha razão. Desatou-me e mandou-me ficar de pé, atrás da cadeira. Atou os meus tornozelos às pernas de trás da cadeira e os meus joelhos às costas da cadeira. Tinha-se agachado para o fazer, e antes de se levantar deu-me um belo açoite, com uma mão em cada nádega e um valente apalpão. Levantou-se e apalpou-me as mamas por detrás, voltou a beliscar-me os mamilos (já alguma vez disse que adooooro que o Mestre me belisque os mamilos? Afinal também adooooro que o Peres me belisque os mamilos :P). Estremeci por um momento antes de o Peres me forçar a dobrar-me e atar os meus pulsos às pernas da frente da cadeira. Estava na posição ideal para levar por detrás.

"Queres, Bárbara? Queres?" Perguntou-me o Peres enquanto esfregava o seu membro erecto na minha ratinha ferverosa. "Pede-o, Bárbara."

"Oh, Peres!" Gemi eu. "Mete-mo todo, Peres!" Implorei.

O Peres não me fez repetir-me, e enterrou-se na minha carne como se não houvesse amanhã. Agarrou-me pelas ancas e atirou-as violentamente contra as suas, a dar-me com força por trás, a arrancar-me gemidos de cada vez que investia ou me açoitava uma nádega ou me apalpava uma mama. A certa altura, enquanto eu me debatia com as minhas amarras, a adorar cada momento e cada magnífica sensação, o Peres puxou uma das pontas da corda que me prendia o pulso direito e mandou-me tocar-me. Os meus dedos encontraram logo o meu clitóris e esfreguei-me com volúpia durante o que me pareceu milésimos de segundo até me vir outra vez, e logo outra enquanto o Peres se vinha dentro de mim. Depois tive que voltar a apoiar a mão no tampo da cadeira, que o Peres, exausto de me foder à bruta por detrás (acho que nunca tinha usado a palavra "foder" neste blog. Não sei se gosto. É um bocado "violenta", mas excitou-me um bocadinho escrevê-la. "Foder". "Foder-me à bruta por detrás". Talvez me habitue...), apoiou-se em mim um momento, ofegante, antes de me desatar.

"Oh, Peres..." Suspirei uma última vez.

"Deixa lá o Peres." Disse-me o Mestre. "Tomara ao Peres ter estado aqui em meu lugar."

Acredito. E tomara à Bárbara ter estado lá em meu lugar. Pior para o Peres e a Bárbara. Pode ser que se encontrem e se divirtam como nós.

Já agora, a minha página do myspace é http://www.myspace.com/boundkate. Vão lá ver!

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

22 de julho de 2008

O melhor exercício

Desde que acabaram os exames que ando a ir a um ginásio. Acontece que ganhei um bocado de peso, a comer mal e a petiscar demasiado enquanto estudava, e quero voltar à minha antiga silhueta. Não é que me custe, eu até gosto de ir para o ginásio fazer cardio-fitness, mas depois vir cá para fora para o calor, já transpirada, faz-me suar em bica. Fico com a roupa toda a colar-se ao meu corpo, e só penso em chegar a casa e tomar um duche. Isso traz desvantagens, já que leva a que o Mestre, que não toma duche à hora a que eu chego a casa, não tome duche comigo, como estamos habituados. Isso deixa-nos aos dois um bocadinho tristes. Mas hoje o Mestre resolveu a questão.

O Mestre tinha ido a casa dos pais este fim de semana. Eu tinha ficado preocupada, porque, às vezes, volta de lá chateado ou aborrecido, e às vezes fica assim durante dias, mas, desta vez, disse que foi para encontrar uns amigos de antigamente, ou seja, copos e galhofa. Voltou ontem, muito bem disposto, cheio de saudades, e eu fiquei aliviada. Isto interessa para a história de hoje, mas só mais adiante.

Cheguei a casa depois do ginásio, com a roupa colada ao corpo, cheia de vontade de tomar duche. Ouvi a televisão, e calculei que o Mestre estivesse na sala. Fui procurá-lo, dar-lhe um beijinho, e lá estava ele. Acerquei-me do sofá, dobrei-me para o beijar, e ele correspondeu. Quando me ia a levantar, ele agarrou-me por um pulso e fez-me desequilibrar. Dei por mim com os pés no chão, as ancas pousadas no braço do sofá e as mãos no estofo, quase deitada sobre o colo do Mestre. Ainda que não tenha pensado nisso na altura, devo ter ficado em boa posição para que o Mestre me açoitasse, ou que me penetrasse por trás. Em vez disso, o Mestre agarrou no meu corpo e fez-me rodar, deitou-me de costas no colo dele, com as pernas penduradas do lado do sofá.

“Deixa-me ir tomar duche primeiro.” Pedi eu. “Estou toda a cheirar mal.”

O Mestre lançou-me um olhar de incredulidade.

“Só acredito quando vir.” Disse-me.

Começou a descolar-me a T-shirt do corpo, a levantá-la, até que a tinha toda enrolada junto aos ombros. Ver o soutien desportivo que estava a usar foi outra coisa que me desanimou. Não gosto dos soutiens desportivos, prefiro lingerie bonita. Se não fosse pelo conforto, nem para o ginásio os usava. Já o Mestre, ainda que já me tenha dito que também prefere a lingerie de que eu gosto, não se importa com eles. E hoje, assim que o expôs, enterrou a cara no meu peito, encostou-se bem às minhas mamas e inspirou profundamente, de forma audível. Deu-me uma certa vontade de rir.

“Adoro o teu cheiro.” Disse ele. “Tens mesmo que ir já para o duche?”

Eu estava cansada, suada (já o teria dito?) e não me sentia lá muito atraente, com o cabelo preso atrás com um puchinho e tal, mas pensei que pudéssemos dar uns beijinhos e fazer uns miminhos e que isso nos abrisse o apetite para alguma coisa mais tarde… tipo, depois do jantar.

“Também não tenho assim tanta pressa…” Disse eu.

Os beijinhos e os miminhos não se fizeram tardar. Na verdade, excitaram-me bastante e depressa. Quando o Mestre parou de repente e me olhou de forma dominadora, e por mais que tivesse ideias de não fazer nada, senti-me toda a derreter e a ficar submissa. Então o Mestre ordenou-me que me levantasse e me despisse até ficar só em roupa interior. Não ousei desobedecer. Quando já estava quase despida, o Mestre levantou-se e agarrou-me. Deu-me um beijo muito terno e voltou logo à personagem.

“Vem comigo.” Ordenou-me.

Não fomos longe, foi só do sofá até à mesa de jantar. No tampo de uma cadeira, o Mestre tinha posto umas cordas. Não se podia dizer que estivessem escondidas, mas foi quanto bastasse para não as ter visto quando entrei na sala. O Mestre fez-me ficar de pé, junto a um dos lados mais largos da mesa, de frente para o sofá. Encostado a mim por detrás, começou a dar-me beijinhos nos ombros, enquanto libertava o meu cabelo.

“A sério, estou toda transpirada e…” Protestei

“Shhh…” O Mestre silenciou-me com um dedo nos meus lábios.

Senti as mãos dele a descerem pelos flancos do meu corpo até às minhas ancas. Depois pegou nas minhas cuecas e começou a tirar-mas, a fazê-las descer pelas minhas pernas abaixo devagar, a acariciar-me pelo caminho. Quando, finalmente, as deixou cair em redor dos meus tornozelos, mandou-me abrir as pernas. Ainda abaixado, atou cada um dos meus tornozelos às pernas da mesa, para eu não poder fechar as pernas. Depois pegou nas minhas cuecas e levantou-se. Ainda atrás de mim, mas com os braços à minha volta, para que eu pudesse ver o que ele fazia, segurou nas cuecas, esticadas entre um dedo de cada mão, como se estivessem em exposição numa loja. Depois dobrou-as até ficarem quase numa bolinha de tecido e mandou-me abrir a boca. Não me apetecia muito, mas são ordens do Mestre. Escusado será dizer que mas meteu na boca e empurrou o meu queixo com um dedo até eu a fechar.

“Essa é a tua mordaça, e não quero que a tires até eu te mandar, entendido?” Disse-me.

Como resposta, acenei que sim. Valeu-me uma palmada no rabo.

“Então agora não mereço uma resposta de gente?” Perguntou, quase zangado.

“Sim, Mestre.” Disse entredentes, com tanta clareza quanto consegui, com a boca cheia.

O Mestre tirou-me o soutien (e já não era sem tempo, malvado soutien feio!) e libertou as minhas mamas, que logo tomou com as mãos e acariciou. Brincou um bocadinho com os meus mamilos e deu a volta à mesa. Ordenou-me que estendesse os pulsos, e eu pensei que ele mos queria atar juntos, mas, em vez disso, ele pegou num só pulso e afastou-mo em direcção ao canto da mesa. Entendi que o Mestre não me ia atar de maneira fácil para mim. Se ele me tivesse atado com os pulsos juntos, então, mesmo inclinada para a frente, eu podia manter os braços esticados e fincar as mãos na mesa, para me apoiar, ou então inclinar-me ainda mais e apoiar os cotovelos, e ficar até bastante confortável. Em vez disso, com um pulso apontado para cada lado, não tinha nenhuma posição particularmente estável ou confortável. Mor mais que tentasse apoiar-me na mesa, as mãos haviam de querer deslizar, e se apoiasse os cotovelos ficaria demasiado desequilibrada, se ele me quisesse penetrar com mais força. Ia ser cansativo.

Depois de me amarrar, pensei que o Mestre voltasse logo para trás de mim e começasse logo a fazer-me coisas, mas, em vez disso, deu-me um beijinho na testa e disse que já vinha. Inclinada para a frente, sem boa posição de apoio, com as minhas cuecas suadas nas boca, nua e de pernas abertas na sala, sozinha, de certeza que me pareceu que o Mestre demorou mais tempo que na realidade. Mesmo assim, estou convencida de que ele se demorou de propósito. Quando voltou, trazia alguma coisa, escondida atrás de si.

“Lembras-te de te falar daquele meu amigo lá da terra?” O Mestre disse o nome dele, mas não o vou dizer aqui. Se calhar, ele não quer. “Sabes que ele agora é carpinteiro? Eu pedi-lhe que me fizesse uma coisinha especial.” Quando ele revelou o que era que trazia escondido, veio-se a ver que era só uma vara de madeira, fina como um dedo, mas comprida, talvez tanto quanto o braço do Mestre, talvez mesmo mais. “Não sei bem que madeira é esta, eu não percebo nada disso, mas olha, até é para o flexível.” Disse o mestre, vergando a vara um bocadinho com as mãos. “O rapaz fez um bom trabalho nisto.” Mais uma vez, o Mestre disse o nome do «rapaz». “Vê como é macia.” O Mestre esfregou levemente a vara contra a pele das minhas costas. Mal senti o grão da madeira, e, claro, nada de farpas. Senti foi a carícia da madeira, pelas minhas costas abaixo. Quando chegou ao meu rabinho, o Mestre afastou a vara, e logo me deu uma vergastada em cheio nas nádegas. Mordi as cuecas enquanto o meu corpo se sacudiu do choque. Imediatamente o meu coração desatou a bater mais depressa daquela emoção que alastrou pelo meu corpo fora. Assim que me viu acalmar, o Mestre deu-me mais umas palmadinhas no rabinho com a vergasta, devagarinho, quase carinhosas, até que voltou a levantá-la e, quando dei por ela, já tinha levado outra vergastada em cheio no nalguedo. O Mestre continuou a vergastar-me no rabo e nas coxas, cada vez com mais força, até eu chegar perto do limite da dor que consigo tolerar. Como já nos conhecemos bem, o Mestre consegue ver quando é que a dor me está a saber bem, e assim que viu que estava a entrar naquela zona em que só tolero a dor porque sou a submissa dele e faço como ele quiser, parou de me bater. Pousou a vergasta à minha frente, para eu ter a certeza de que não me ia voltar a bater com ela e abraçou-me. Voltou a abaixar-se para inspeccionar as minhas nádegas e as minas coxas, senti os dedos dele a percorrer a marcas a direito das vergastadas, devo dizer que me soube bem. Depois os beijinhos, para tirar a dor, e o Mestre viu logo como eu estava molhada. A seguir, encostou a língua ao fundo das minas costas, mesmo em cima da minha coluna e lambeu a minha pele suada até à nuca. Fez ruídos com a língua perto do meu ouvido, como se estivesse a saborear.

“Mmmmm, é bom.” Disse-me ao ouvido.

Depois agarrou-me pela anca e eu já sabia o que aí vinha. Nem a mordaça foi capaz de abafar completamente o gemido de antecipação que soltei. Senti a vara dele (a outra vara. A mais grossa :P) a encostar-se à minha ratinha, a esfregar-se, primeiro, depois a penetrar-me. Enquanto me dava por detrás com força, agarrou as minhas mamas e massajou-mas com carinho e volúpia, parando, de vez em quando, para acariciar as minhas auréolas e brincar com os meus mamilos. Todo o tempo os seus lábios cobriam o lado do meu pescoço de beijos escaldantes, excepto quando ele dava dentadinhas excitantes na minha orelha. Não tardou até que, cansada de me tentar apoiar, desse por mim em bicos de pés, mas com a testa encostada ao tampo da mesa. O Mestre permitiu-mo, a princípio, mas, quando achou que eu já tinha descansado os braços o suficiente, agarrou-me pelos cabelos e forçou-me a levantar. Com uma mão a puxar-me o cabelo, as carícias pesadas da outra no meu peito souberam-me ainda melhor. Amordaçada ou não, a morder o tecido das minhas cuecas, não consegui conter os uivos de prazer com que me vim. O Mestre sacudiu o meu corpo com mais umas investidas (abanou bem as minhas mamas LOL) e tirou de mim. Deu a volta à mesa e virou-se de frente para mim. O seu pau duro, ensopado dos meus fluidos, estava pouco mais baixo que a minha boca, quando me apoiava nos cotovelos.

“Deita fora a mordaça e chupa.” Ordenou-me.

As cuecas caíram da minha boca na mesa, ensopadas, não só de suor mas também de saliva. Como estava amarrada, não podia engolir o membro dele todo, mas fiz o que pude, trabalhei na cabeça com a língua, e o Mestre pareceu satisfeito. Agarrou-me pelos cabelos outra vez, veio-se na minha boca e deixou-me engolir. Depois desatou-me e abraçou-me, trocámos uns beijinhos.

“Agora podes ir tomar duche.” Disse o Mestre. “E, já agora, eu também vou.”

E pronto, problema resolvido!

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

1 de julho de 2008

Junho passou a correr...

Junho é o meu mês favorito. É o mês em que começa o Verão, o mês em que fica calor e, antigamente, era o mês em que as férias começavam. Agora as férias começam mais tarde, mas ainda gosto do mês de Junho. Este ano é que nem deu para aproveitar... Com aulas, trabalhos e exames, foi uma desgraça.

Claro que não foi um desastre completo, e, apesar de mais parecerem quinze dias do que um mês, deu para fazer umas brincadeiras com o Mestre. A última, e talvez a melhor deste mês (a concorrência era pouca, mas feroz), foi aqui há dias.

Já era tarde, e eu tinha tido exame. No dia a seguir não tinha nada planeado, a não ser talvez começar a estudar para o próximo, de maneira que levantar-me cedo estava fora de questão. Tinha acabado de me deitar e o Mestre vinha deitar-se ao meu lado. Aproximei-me e detei a cabeça no ombro dele, e ele abraçou-me. Demos um beijinho de boas noites. Fechei os olhos e aninhei-me, lancei a perna por cima das ancas do Mestre e pretendia ficar assim agarradinha a ele. Foi aí que senti a dureza do seu membro.

"Que temos aqui?" Perguntei eu, passando outra vez com a coxa por cima do pau duro do Mestre.

"Oh, sabes como é..." Desculpou-se ele. "Às vezes, quando um homem se deita com uma mulher atraente, pode acontecer uma coisa destas."

"Deixa-me tratar disso." Ofereci.

"Já é para o tarde. Não estás cansada?"

"Só um bocadinho." Disse eu, com a mão a caminho das calças do pijama dele.

Agarrei-lhe na vara e acariciei-o devagarinho a princípio, depois mais depressa, a sentir a respiração dele a tornar-se cada vez mais superficial e mais rápida.

"Pára!" Disse o Mestre, quando eu julgava que ele estava mais excitado.

"O que foi?" Perguntei eu. "Não estás a gostar?"

"Ó fofinha, estou a adorar." Disse ele. "Deixa-me dar-te prazer também."

Claro que não ia recusar. Deitei-me de costas e afastei só um bocadinho as pernas. Senti a mão dele a levantar-me a parte de cima do pijama e a pousar levemente na minha barriga. Como uma aranha que arrastasse os pés, as pontas dos dedos dele rastejaram pelo meu corpo até ao meu peito. Os dedos do Mestre começaram a brincar com um mamilo e a acariciar o resto da mama, devagar e com volúpia. Os seus lábios beijaram-me o rosto várias vezes até encontrarem os meus e continuámos a beijarmo-nos enquanto ele me acariciava até que a paixão me fez arquear as costas, mesmo sem eu dar conta. Foi então que o Mestre deixou o meu peito e deslizou a mão pela minha pele, desta vez para baixo. Acariciou as minhas coxas nuas (nesta altura do ano prefiro pijamas curtos, com calções em vez de calças), passando de uma para a outra, acariciando um pouco mais acima de cada vez que mudava de perna. Quando já não havia mais coxa por onde subir, o Mestre pousou a mão contra a minha ratinha, por cima do pijama. Acariciou-me com movimentos curtos e lentos por um momento, que se tornaram em movimentos longos e lânguidos até que, de tão longos, permitiram que os dedos deles se enfiassem debaixo do meu pijama e me tocassem onde eu estava mais sensível e mais ardente de antecipação pelo toque dele.

"Vamos fazer amor..." Propus eu, num suspiro de paixão.

"Vamos." COncordou o Mestre.

Afastámos o lençol, não íamos precisar dele por um bocado. Sentámo-nos na cama e logo as mãos do Mestre agarraram o meu pijama a despir-me, com eu ao Mestre. Logo nos achámos nus, e os nossos corpos, de encontro um contra o outro, contorciam-se levemente de uma paixão quente e carnal deliciosa. O Mestre deitou-se de costas e eu, que estava a beijá-lo, montei-o para continuar. Sentada sobre as suas ancas, a sentir a sua carne firme a roçar, oacasionalmente, contra as minhas partes mais sensíveis, deixei os seus lábios por um momento para lhe beijar o peito largo. As mãos dele emaranharam-se no meu cabelo e continuaram a acariciar-me enquanto ele se deleitava com o toque dos meus lábios. Depois senti-o a tomar-me pela força dos seus braços, deitar-me de costas na cama e ficar sobre mim. Os seus lábios procuraram o meu pescoço com uma volúpia quase animalesca e consumiam-me com beijos enquanto uma das suas mãos agarrava com firmeza e suavidade a minha mama. Foi aí que um ruído que eu conheço bem me fez sentir um baque: uma gaveta a abrir-se.

"Vais atar-me?" Perguntei eu, desnecessariamente, sem fôlego da excitação.

O Mestre saiu de cima de mim e eu sentei-me na cama. No escuro, apenas com o toque dele e da corda para me guiar, ele amarrou-me um arnês de peito, sem me prender os braços. Depois precebi que ele queria que eu me inclinasse para a frente e agarrasse os tornozelos. Com várias cordas curtas, o Mestre atou cada um dos meus cotovelos ao joelho correspondente, depois os pulsos aos tornozelos. Atou ainda os tornozelos juntos, para me restringir ainda mais os movimentos. Sentada na cama, com os braços entre as pernas dobradas e incapaz de me levantar ou sequer de me endireitar, contorci-me nas minhas amarras. Estava bem presa, mas confortável. Depois o Mestre pegou-me pelos ombros e deitou-me de costas. Por uns minutos o Mestre deleitou-se com as minhas coxas.

Deixem-me fazer aqui um parêntesis. Já tenho recebido e-mails de alguns leitores que se "queixam" que escrevo sempre como se o meu corpo fosse o melhor. Primeiro deixem-me dizer-vos que gosto do meu corpo e acho que, sem favor, sou boa. Talvez não seja de parar o trênsito ou de voltar cabeças, mas quero deixar ficar bastante claro que, sem arrogância, não sou nada de deitar fora. Está bem que não tenho um corpo perfeito, mas é claro que não venho para aqui falar dos defeitos que lhe acho. Quanto às acusações de ser convencida, sim, sou um pouco convencida, não muito, mas acho sinceramente que tenho um bocadinho de motivos para isso. Depois, há outra coisa: o Mestre é sempre tão apaixonado quando fazemos amor que me faz sentir, pelo menos naquele momento, como se o meu corpo fosse melhor que o que realmente é, e quando escrevo acerca disso volto-me a sentir um pouco como me senti na altura, e, às vezes, lá exagero um bocadinho. Mas, sinceramente, se não podem suportar isso, não sei que vos faça.

Adiante. O Mestre acariciou as minhas coxas por uns minutos. Depois agarrou nos meus pulsos e tornozelos pelas voltas de corda que os prendiam e tocou-me ao de leve na planta do pé. Torci-me de cócegas. Ele fez-me cócegas mais algumas vezes, forçou o meu corpo a debater-se contra as cordas, e senti-las cravarem-se na minha pele deixou-me louca de excitação. Tocou a minha ratinha e viu como eu estava ensopada. Enfiou um único dedo dentro de mim, uma provocação, que um dedo não me chega, mas fez-me umas carícias por dentro que me deixaram a salivar (de vários lados) por mais.

O Mestre virou-me, fez-me ajoelhar na cama, com as ancas no ar e os ombros no colchão. Claro que, com o meu rabo assim, todo exposto, o Mestre me deu umas palmadas, primeiro devagar, depois com força, sempre entrecortadas com deliciosas carícias, até eu ter o rabinho rosado e quente. Senti a ponta do seu membro erecto a procurar a minha entrada, a encontrá-la e a penetrar-me só mesmo um bocadinho, só a pontinha. Foi aí que a minha respiração, a mil à hora, começou a tronar-se mais vocal, como pequenos gemidos excitados, à espera que ele enfiasse o resto do seu vergalho em mim, mas ele quis deixar-me frustrada por mais um momento e voltou a sair. Ia chorando, mas outro som familiar confortou-me: o zumbido do vibrador novo, o da Hitachi que me deixa toda maluca. O Mestre ligou-o na velocidade mais baixa e pôs-mo na mão. Estava na posição ideal para o levar ao clitóris e desfrutar das vibrações. Para ajudar, o Mestre penetrou-me, e desta vez meteu-mo todo (que saudades de escrever esta deliciosamente brejeira expressão). Agarrou-me pelas ancas e penetrou-me fundo e com força. Cada impacto das ancas dele contra as minhas nádegas, que um tapinha aqui e ali mantinham vermelhinhas e a arder, forçava mais um gemido de mim. As vibrações e a penetração ao mesmo tempo são uma combinação extremamente intensa, e excitei-me muito depressa. Quando eu estava já bem lançada, o Mestre tirou de mim e tirou-me o vibrador. Não foi uma coisa sádica, de me privar do prazer como o Mestre já me tem feito (e eu adoro), senti que o Mestre estava a quere despachar-se, e, em menos de nada, pôs o vibrador na velocidade alta e voltou a penetrar-me. Com um prazer tão intenso, não tardei em vir-me, a morder a borda do colchão para não acordar os vizinhos com o gemido que me apetecia libertar. Nem o Mestre nem muito menos o vibrador se cansaram, e logo outro orgasmo me tomou como uma onda a abater-se sobre mim, a cobrir o meu corpo, imiscuir-se em todo o lado e a deixar-me encharcada de prazer. Mais algumas deliciosas vagas de prazer se sucederam rapidamente até que, quando já não aguentava mais, o vibrador me caiu dos dedos. Sentia-me como se tivesse a ratinha toda dormente e exausta, como quando uma pessoa chega a casa do ginásio, mas só na minha ratinha. O Mestre percebeu que eu já tinha dado (ou recebido) tudo o que tinha a dar e não me penetrou mais; em vez disso fez-me sentar outra vez e levou o seu caralho quente e a escorrer dos meus fluidos aos meus lábios. Abocanhei-o com a volúpia de querer agradecer ao Mestre pelo prazer que me tinha dado e chupei-o até que ele se veio na minha boca. Engoli, o Mestre desamarrou-me, deitou-me devagarinho e cobriu-me com o lençol. Dormimos agarradinhos até quase ao meio dia.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

27 de maio de 2008

Novidades!

Hoje chegou-nos, por correio, um brinquedo novo! É um vibrador da Hitachi, que o Mestre tinha encomendado pela Internet. Não é daqueles com forma de consolador, para enfiar num orifício à escolha, é antes um cabo comprido e uma grande bola para encostar à zona de prazer. Escusado será dizer, o Mestre atou-me para o experimentarmos.

Quando chegou a casa, à hora de almoço, pouco depois de mim, nem sonhava o que a tarde nos reservava. O Mestre estava todo contente, a julgar pela forma como me abraçou e me beijou, mas não me disse logo o que era. Quando lhe perguntei, mostrou-me o papel dos correios a dizer que podia levantá-lo à tarde. Mal contive o meu entusiasmo a tarde toda. Quando, por volta das seis horas, o Mestre chegou dos correios, com o brinquedo novo, quase desatei aos saltinhos de excitação.

"Quieta, menina!" Brincou o Mestre, ao ver-me tão entusiasmada. "Queres experimentá-lo?"

"Quero!!!" Gritei de contente.

O Mestre conduziu-me à sala e pousou a caixa na mesa. Mandou-me sentar e disse:

"Agora vou ao quarto buscar as cordas. Não mexes na caixa." Ordenou-me.

O que o Mestre manda, eu faço, mas os minutos, se tanto, que o Mestre demorou, pareceram-me uma eternidade. Quando voltou, eu estava à espera, impaciente, sentada, conforme ele me tinha mandado.

"Linda menina..." Disse-me ele, com uma festinha no cabelo. "Não te queres despir?"

"Não queres antes despir-me tu?" Perguntei eu.

"Já que ofereces..."

O Mestre pôs-se de pé, aptras de mim, e pousou as mãos nos meus ombros. Depois deixou-as escorregar para as minhas mamas e inclinou-se um pouco para a frente, para chegar à minha barriga. Aí agarrou a minha T-shirt e começou a levantar devagarinho. Passou a gola por cima da minha cabeça e eu levantei os braços para ajudar. Quando já estava em tronco nu, cruzei os braços por cima do peito, como se tivesse vergonha de mostrar as maminhas, mas não impedi o Mestre de enfiar a mão por entre os meus braços e o meu peito e tomar o volume de uma das minhas mamas. Depois ordenou-me que tirasse as cuecas enquanto preparava a corda.

Antes que me voltasse a sentar, ele agarrou-me os ombors por detrás e começou a atar-me. Primeiro amarrou só um arnês em torno do meu peito, sem sequer me prender os braços, depois mandou-me sentar. Então atou os meus braços firmemente às costas da cadeira, que eram de grades, e não sólidas. Depois mandou-me abrir as pernas e atou os meus tornozelos às pernas da cadeira. Satisfeito com as ataduras, acariciou o meu corpo e beijou-me. Comecei a ficar excitada.

"Pronta para o vibrador?" Perguntou-me.

"Sim, Mestre!" Respondi, ansiosa.

Com gestos deliberadamente vagarosos, à minha frente, o Mestre tirou o vibrador da caixa e ligou-o à corrente. Depois fingiu ter dificuldades em pôr um preservativo na bola do vibrador, para me deixar a babar-me mais uns instantes. Finalmente, espalhou um bocadinho de um gel lubrificante no preservativo e encostou-o às minhas partes íntimas. Ligou-o só por um instante, para me dar um gostinho do que seria, e foi o suficiente para me fazer contorcer, a afastar-me. Foi uma sensação muito intensa, e eu, que tinha a sensibilidade à flor da pele, não estava preparada. Dei um gritinho de surpresa.

"Então, é bom?" Perguntou-me o Mestre.

"Bom é dizer pouco..." Suspirei eu.

O Mestre voltou a pôr o vibrador no sítio e a ligá-lo, mas, desta vez, na velocidade baixa. Respirei fundo e deixei-me desfrutar das sensações. É muito mais intenso que o vibrador pequenino que o Mestre às vezes usa em mim. Devo ter começado a gemer, e o Mestre começou a acariciar-me com a mão livre. Devem ter-se passado alguns minutos, e eu estava mesmo a gostar, e então o Mestre pôs na outra velocidade, na mais alta, que agora não me pareceu demasiado intenso. Os meus gemidos passaram de "mmmmm!" murmurados entredentes ou a morder os lábios para "aaah!" suspirados entre arquejos de respiração ofegante e, dali a pouco, "AAAAAAHHH!!!" exclamados enquanto o meu corpo se contorcia de encontro às amarras que me prendiam e me excitavam. O Mestre deve ter-se apercebido de que eu estava muito perto de me vir, e tirou-me o vibrador.

"Querias..." Gozou-me o Mestre, enquanto me acariciava o corpo todo com as duas mãos.

Nem dois minutos se devem ter passado até que o Mestre voltou a pôr o vibrador entre as minhas pernas e ligou-o outra vez. O meu corpo, tenso do orgasmo que tinha ficado a meio, relaxou-se a princípio, com as vibrações, depois voltou a retesar-se com a excitação. O Mestre ia beijando o meu pescoço e o meu peito com volúpia enquanto me acariciava com uma mão e segurava o vibrador com a outra. Em breve, a minha barriga começou a contrair-se de encontro à mão do Mestre, com os primeiros tremores de um orgasmo eminente, que o Mestre me voltou a roubar.

"Não!" Protestei. "Quero-me vir!"

"Ai queres?" Perguntou o Mestre, entre dois beijinhos na minha testa. "Então, se eu te fizer vir, o que estás disposta a fazer-me em troca?"

"Um broche!" Respondi logo.

"Não sei..." Disse o Mestre, enquanto punha o vibrador no sítio outra vez. "Vou pensar nisso." Acrescentou, ligando-o.

Quis acreditar que ele estava a ser irónico, mas, mais uma vez, quando estava quase a vir-me, ele parou de me excitar.

"Nãããõ!!! Estava lá quase!" Choraminguei, a debater-me com as cordas.

"Se calhar, um bronce não me chega." Disse o Mestre. "Que mais me ofereces?"

"Eu faço qualquer coisa!" Exclamei, perdida de frustração. "Faço o que quiseres, mas, por favor, deixa-me vir-me!"

O Mestre, que estava acocorado à minha frente, levantou-se e passeou à minha volta por um momentou. Parou atrás de mim, agarrou-me uma mama e sussurrou-me ao ouvido:

"Só queria ouvir-te dizer isso."

Voltou a pôr o vibrador de encontro às minhas partes sensíveis. Ligou-o na velocidade máxima, e aquela dor da frustração que se tinha vindo a acumular ao fundo da minha barriga começou logo a dissipar-se. O Mestre ia massajando e apalpando as minhas mamas com uma só mão, e titilando os meus mamilos com a ponta dos dedos. Eu estava cheia de medo que ele não me deixasse vir, ainda mais quando comecei a ficar seriamente excitada, mas então, quando os meus músculos se contrairam todos, o Mestre não parou de me acariciar as mamas nem tirou o vibrador de onde estava nem o desligou, deixou-me vir.

Com o alívio da frustração de três orgasmos roubados, tive um orgasmo que bem que valeu por três. Foi mesmo espectacular, chequei mesmo a ver fagulhas a dançar à frente dos meus olhos quando me vim. Espaerava que o Mestre desligasse o vibrador, mas, em vez disso, pressionou-o com ainda mais força contra mim, e um não tardei em vir-me outra vez, com a mesma intensidade. Desta vez o Mestre já não estava a acariciar o meu peito, em vez disso, tinha o braço à volta da minha cintura, a controlar-me. Nem assim ele me deu descanso, continuou a pressionoar o vibrador, e eu já não sabia se me sabia bem ou se me doía, só sabia que me excitava. Debatia-me contra a cadeira, contra as cordas, contra o Mestre e contra o vibrador, gritava os gemidos mais selvagens que me lembro de algum dia ter feito, mas vim-me outra vez. Aí senti-me tonta e completamente exausta. Deixei-me cair na cadeira, a arfar, com um delicioso torpor a percorrer todo o meu corpo. Já nem sentia o vibrador, mas dei conta de quando o Mestre o desligou.

"Eh, olha lá!" Chamou-me o Mestre, com uma palmada na cara. "Não te lembres de desmaiar agora. Ainda me deves um broche."

Fiz por me manter acordada enquanto o Mestre me desatava e me levava até ao sofá. Deitei a cabeça no colo dele, seapertei-lhe as calças e fiz-lhe o broche que lhe prometera. Depois o Mestre tapou-me com a manta e abraçou-me enquanto eu fazia uma sesta. Fiquei arrumada por hoje.

Depois de um começo destes, tenho a impressão de que vai ser uma semana excelente.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

14 de maio de 2008

Há sempre coisas novas...

Isto é frustrante... Ontem fui jantar ao Glicínias com o Mestre. Ficámos sentados quase ao lado do Homem da Pêra. Fiquei de frente para ele, a menos de três metros o tempo todo, a olhar para ele, o Mestre até achou estranho (não tinha reparado quem era quando nos sentámos) e o Homem da Pêra não deu conta. Ou, se deu, não acusou o toque. Não me devolveu o olhar uma única vez. Que diabo, quando uma gaja boa olha para um gajo, o gajo olha para ela, ou não? Mas não, ele ficou para ali, acabou de comer e foi-se embora sem nunca me prestar atenção. Vou fazer birra!

O que vale é que o Mestre dá-me a atenção de que eu preciso.

Ainda ontem, depois do jantar, quando voltámos, mudei de roupa e fui acabar umas cenas para a Universidade no portátil (cada vez gosto menos daquela coisa. Como é que há gajos que gostam dos computadores supera-me). Ao menos, quando acabei, não estava irritada, como costumo ficar, depois de estar a trabalhar ao computador; sentia-me aliviada por aquele trabalho estar acabado. O Mestre também estava ocupado, e ficou ocupado durante mais tempo, de maneira que, já que ligar a televisão o ia incomodar, fui antes pendurar a roupa lavada a secar.

Devem ter-se passado uns dez ou vinte minutos. Estava tão concentrada na roupa que não dei conta do Mestre entrar na cozinha. Assustou-me quando me abraçou pela cintura, não estava à espera.

"Quem está aí?" Perguntei eu, na brincadeira.

"É capaz de ser o Homem da Pêra." Brincou o Mestre.

"Isso queria ele..." A sério, é ele que fica a perder.

"Já não é cedo. Vens para a cama?"

"Só se tiver quem me leve."

Não era o que eu tinha em mente, mas o Mestre agarrou em mim, pegou-me ao colo e levou-me para o quarto. Deitou-me na cama e beijou-me.

"O que é isto?" Ouvi-o perguntar, depois de sentir alguma coisa dura contra a barriga.

Eram duas molas da roupa. Tinha-as posto na T-shirt para não ter que estar a ir sempre ao cesto delas enquanto estendia a roupa, e tinha-me esquecido de as tirar.

"Olha, estas também querem brincadeira..." Comentou o Mestre.

"Então já somos três."

"Quatro." Corrigiu o Mestre. "Há duas molas."

"Ena tantos!" Disse eu. "Que grande bacanal!"

O Mestre começou a desapertar a camisa e eu despi-me. Como despir-me é um instante, ainda tive tempo de ajudar o Mestre a despir-se. Depois os dedos dele acariciaram o meu corpo e arrepiaram-me com uma ligeira cócega. Ele continuou a tocar-me e a beijar-me até as nossas repirações se tornarem pesadas. Depois, sem deixar de me abraçar com um braço, pôs uma mão na minha mama, sem apertar, só a acaricar devegarinho, e os meus mamilos pareciam que iam cair, de tão duros que estavam. Quando o Mestre me olhou nos olhos, era evidente que estava mortinha por ser atada. Deu-me mais um beijo e encostou-me às grades da cabeceira da cama.

"Quieta!" Orednou-me ele, com o dedo espetado na minha direcção.

Procurou duas cordas pouco compridas na gaveta das marotices e voltou para mim. Ordenou-me que me ajoelhasse e agarrasse a barra de cima da cabeceira e começou a prender-me o pulso. Prendeu-me cada braço à trave em três pontos, deixou-me de braços abertos, sem poder fechá-los ou virar-me ou levantar-me. Depois pegou em mais cordas e mandou-me soerguer-me. Atou os meus joelhos aos postes da cama, para não poder fechar as pernas e decretou que chegava. Tenho de confessar que gosto mais das posições em que sinto as cordas em redor do meu tronco, mas também gosto de me sentir exposta e à mercê do Mestre, sobretudo quando o Mestre aproveita a situação para me tocar em todo o lado.

"Estás a gostar?" Perguntou-me o Mestre.

"Estou..." Suspirei eu.

"Pois, eu também." Ele pegou nas molas da roupa, que tínhamos deixado na mesinha de cabeceira, "Mas estas duas estão aborrecidas de morte."

"Vais atá-las também?" Ri-me.

"Não. Vou antes pô-las onde gostem de estar."

Acariciou os meus mamilos com as pontas dos dedos. Depois pegou num deles com firmeza, puxou-o um bocadinho para si e pôs-lhe uma mola. Não consegui reprimir um gemido. Já tenho dito que gosto que me apertem os mamilos, mas foi a primeira vez que senti molas da roupa a fazer as vezes de dedos. É diferente, a pressão é maior, e a área é menor, por isso é uma sensação mais aguda, dói mais, mas continua a ser o tipo de dor de que gosto. O Mestre deu-me tempo de me adaptar e acariciou-me o peito antes de me pôr a outra mola no outro mamilo. Voltei a gemer.

O Mestre mandou-me levantar as ancas e encaixou-se entre as minhas pernas. Guiou o seu membro erecto em direcção à minha ratinha, quente e ensopada. Roçou a ponta contra mim algumas vezes, fez-me implorar que mo metesse.

"Mete-mo todo!" Gemi. É daquelas frases que dizem tudo, não é? Adoro dizê-la ao Mestre, nestas circunstâncias, e ele parece gostar de me ouvir dizê-la.

Com as mãos do Mestre nas minhas ancas a marcar passo e as ancas do Mestre a virem de encontro às minhas, cavalguei monte acima até ao cume da excitação. De vez em quando, o Mestre tocava nas molas, dava-lhe piparotes, e eu sentia uma dor aguda nos mamilos que me fazia saltar de excitação e gemer de prazer. Quando finalmente, com os lábios pressionados contra os do Mestre e a sentir as suas investidas dentro de mim, senti que me ia vir, ele apercebeu-se. Tirou uma das molas, e a sensação foi mais uma novidade. Primeiro, doeu como o caraças, mas também foi uma sensação de alívio, ou seja, uma mistura espectacular que me fez gritar, não sei se mais de prezer ou de dor, mas, quando o Mestre tirou a outra, um orgasmo monstruoso sacudiu-me toda. O Mestre agarrou o meu corpo com firmeza, e os nossos corpos juntos contorceram-se de prazer enquanto nos vínhamos abraçados.

Quando os nossos corpos pararam de saltar de encontro um ao outro, beijámo-nos com paixão e carinho, o Mestre disse-me uma data de coisas bonitas e desatou-me enquanto continuava a beijar-me. Depois, agarradinhos, ainda dormimos umas horas. Lá me deu a insónia e levantei-me, vim escreevr isto. Chatice, vou ficar com o sono todo desregulado. A passarada já está a chilrear como se não houvesse amanhã, lá fora. Daqui a bocado vou ter que ir para as aulas. Chatice...

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

25 de abril de 2008

Casa dos Pais

Pois é, cá estou eu, de volta a casa dos pais, na minha velha cama onde nada de interessante alguma vez se passou (comigo, pelo menos...), já que este fim de semana é prolongado e não há aulas para a semana. Chatice...

Desta vez não vou falar do Homem da Pêra, para não pensarem que sou obcecada por ele. Não vou, não vou e não vou!

Ora ontem à noite, já tinha recebido o choradinho da mãe a pedir por tudo que cá viesse, apercebi-me de que ia estar, pelo menos, o fim de semana de três dias sem o Mestre, talvez mesmo mais, se me convencerem a ficar durante a semana académica. O Mestre compadeceu-se de mim e deixou-me partir com memórias felizes.

Voltámos à viga da cozinha. Desta vez, não foi uma brincadeira tão espontânea como das outras, ou talvez faltasse o elemento de role-play que costmamos ter. Não me estou a queixar, mas foi diferente. Foi mais organizado.

"Outra suspensão parcial?" Perguntei, assim que vi o Mestre a estender uma toalha debaixo da viga.

"Não exactamente." Respondeu-me. "Põe-te lá na posição e dá-me os pulsos."

Descalcei os chinelos e fiquei debaixo da viga, ainda vestida (vestida, quer dizer, como costumo andar em casa, de T-shirt e cuecas), e estendi os pulsos juntos. Sem a pressa de me dominar ou a preocupação de manter a paixão e o erotismo, o Mestre atrou-me de uma forma que eu achei mais carinhosa que das outras vezes. É o que acontece quando fazemos as coisas com mais calma, reparamos em aspectos que, de outra forma, passam despercebidos. A carícia da corda e dos dedos do Mestre na minha pele fizeram-me sorrir de deleite, e só me apercebi quando reparei que o Mestre tinha reparado. Depois, o Mestre mandou-me ficar em pontas de pés e passou a corda por cima da viga. Não cheguei a ficar pendurada, mas fiquei bem esticadinha, com os braços (e os pulsos, sobretudo), sob tensão. Não vou fingir que não doeu, até porque, assim que me comecei e imaginar como uma donzela mediaval, acusada de bruxaria e torturada até à confissão (a fantasia ajuda), até comecei a gostar da dor. Soube logo que não ia aguentar a posição muito tempo. O Mestre atou-me os joelhos um ao outro e beijou-me por um momento. Afastou-me o cabelo da cara e lançou-me um olhar ternurento. Depois despiu-me as cuecas e atou-me a T-shirt de maneira a que não drapejasse abaixo da cintura.

"Por onde começamos?" Perguntou o Mestre, enquanto apagava as luzes, deixando-nos na penumbra azulada da pouca luz que vinha da janela. "Dor ou prazer?"

"Dor." Respondi logo. Assim como assim, já me doíam os pulsos,

O Mestre não comentou, mas assentou-me uma vergastada com um cinto de cabedal. Não bateu com muita força, e foi mais o choque que a dor, mas, mesmo assim, consegui conter-me e não fazer mais barulho que inspirar subitamente. As chicotadas seguites foram mais fortes, mas contive os meus gemidos. À décima (mais ou menos, não as estava a contar), não consegui conter um guincho abafado, não sei sequer se o Mestre ouviu. Voltei a guinchar assim na chicotada seguinte, mas a próxima fez-me gritar de dor.

"Ah bom..." Disse o Mestre, jovialmente, como se, finalmente, tivesse compreendido alguma coisa.

Assentou-me três chicotadas terríveis, em rápida sucessão, que me fizeram gritar, apesar dos meus esforços de me conter. Apetecia-me contorcer-me e debater-me para escapar, mas, entre a corda à volta dos meus joelhos e estar esticada, não me conseguia mexer muito. Na verdade, de cada vez que dava um passinho pequenino que fosse à frente, impelida pelo cinto, os pulsos doíam mais. O que me valeu foi que o Mestre parou de me bater. Acariciou-me as nádegas enquanto a dor passava e só ficava aquele calorzinho bom e depois agarrou-me as mamas por cima da T-shirt. Massajou-as e aariciou-as um bocadinho, brincou com os mamilos e deixou-mos durinhos. Depois mandou-me virar-me para ele. Apertou-me o mamilo esquerdo entre o indicador e o polegar, o que me fez gemer, tanto de dor como de prazer (já vos disse que gosto quando o Mestre me belisca os mamilos? :P).

"Puxa para esse lado." Ordenou-me o Mestre.

Já sabia que mexer-me fazia os pulsos doer, mas rodar não, por isso rodei para a direita, para puxar o mamilo esquerdo. A princípio doeu um bocadinho, depois doeu mais, e o Mestre mandou-me continuar. A certa altura, senti o meu mamilo a escorregar contra o tecido por entre os dedos do Mestre e soltar-se. Ao alívio seguiu-se uma dor nova, que o tecido, a roçar no meu mamilo dorido, não ajudava. O Mestre repetiu o mesmo tratamento ao outro mamilo e deixou-me ali, por uns momentos, com os mamilos a arder, sem maneira de os aliviar. Voltou a encostar-se a mim por detrás e rocou um mamilo com os dedos. Noutras circunstâncias, não me teria doído, mas naquela altura...

"Queres alívio?" Perguntou-me?

Acenei que sim, a morder o lábio, a conter os gemidos. O Mestre afastou o tecido desse mamilo e abriu uma tesoura. Era evidente que se preparava para cortar um buraco no sítio onde o mamilo havia de ficar.

"Precebes ou que vou fazer?" Pergntou-me o Mestre, claramente a obter o meu consentimento.

Na verdade, aquela T-shirt já estava velha e gasta. Morreu em glória. Assenti e não disse mais nada. A tesoura fechou-se com um cantar típico do metal, a T-short voltou a cair sobre a minha mama, agora com um buraco para o mamilo espreitar. O Mestre fez o mesmo do outro lado. Depois encostou a tesoura, fechada, à minha cara e fê-la deslizar ao comprido, arrastando a ponta contra a minha pele. Não se se foi o frio do metal ou a ameaça de me arranhar, mas alguma coisa fez aquele gesto saber muito bem, muito erótico. Fez o mesmo na minha barriga, logo abaixo do umbigo. Finalmente, abriu a tesoura e arrastou as duas pontas, uma de cada lado do meu mamilo direito, depois do esquerdo. Voltei a gemer, mas de deleite.

O Mestre pousou a tesoura e fez-me virar-me outra vez. Tocou-me nos braços e abraçou-me, perguntou-me como estava, se estava a aguentar bem e se mexia bem os dedos. Como estava tudo bem, resolveu proceder... e fazer-me cócegas. Desta vez, à medida que os dedos dele atacavam os flancos do meu corpo, incapaz de os proteger, instintivamente as minhas ancas e os meus ombros balançavam em sentidos opostos, a tentar fugir, sem mais sucesso que em fazer os meus pulsos doerem ainda mais. O Mestre sabia-o e não quis torturar-me muito, portanto parou, abraçou-me e beijou-me com volúpia. Voltou a apalpar-me as mamas, depois enfiou os dedos nos buracos dos mamilos e alargou-os à força de puxões. Rasgou-me a T-short até me car do corpo em trapos. Depois, com um puxão, soltou a corda que me prendia os joelhos. Agarrou a minha coxa e puxou-a à altura da sua anca. Lá pude esticar-me mu bocadinho mais e aliviar a tensão nos pulsos. O Mestre agarrou-me a perna e o corpo e penetrou-me.

Naquela posição eu não podia fazer mais que puxar o Mestre para mim com a perna que ele me tinha feito levantar de cada vez que ele investia contra as minhas ancas, mas ele atacava-me com afinco com o seu aríete enquanto as suas mãos e os seus lábios me continuavam a excitar. Com isso e tudo o resto que tínhamos feito, apesar da dor nos meus pulsos, vim-me uma vez antes de ter que lhe implorar que me libertasse. O Mestre largou a minha perna, segurou o meu corpo contra o seu e desatou o nó que prendia a corda em torno da viga. Senti-me a cair, mas apanhada pelo Mestre. Ele perguntou-me se estava tudo bem e se queria continuar. Disse que sim, e ele prendeu-me os pulsos outra vez, mas agora à borda da mesa da cozinha. Dobrada pela cintura e apoiada nos cotovelos estava bem mais confortável que quando o Mestre me atou na mesa da sala. Ele tocou-me entre as pernas, depois agarrou-me uma anca e uma mama e voltou a penetrar-me até nos virmos ambos.

Já estou com saudades dele e ainda lá não vão 24 horas... Que vai ser de mim!?

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

10 de abril de 2008

Os títulos são para totós

Continuo a cruzar-me com o Homem da Pêra. A princípio era mais giro, agora é só desconcertante. Acontece que estou habituada a dar nas vistas (sabem como é, máximos acesos encandeiam :P), mas este homem passa por mim completamente indiferente. Nunca olha para mim, nem de soslaio, é como se nem me visse. Ou isso ou anda sempre tão cheio de pressa que nem vê com quem se cruza. Agora que penso nisso, quase sempre o vejo a andar depressa. Mas, bolas, continua a ser desconcertante, que eu consiga atrair atenções sem querer, e, por uma vez que queria mesmo atrair a atenção, não há quem me valha. É que nem sei de um nome por que o possa chamar...

Ora, para o diabo o Homem da Pêra e a sua indumentária preta. Vamos antes falar de bondage. (já agora, alguém conhece a palavra portuguesa para bondage?)

Ontem à tarde era para me ter encontrado com aquele grupo que me traz pelos cabelos mais o trabalho que temos que acabar, mas algumas das outras não podiam ir e, à última da hora, adiámos tudo, portanto fiquei com a tarde livre. Menos mal.

O Mestre também estava desocupado, e, com o vento que estava lá fora, a vontade de sair era menos que nenhuma, o que calhava bem, já que não tinhamos nada que nos fizesse sair. Demos foi connosco aborrecidos, à frente da televisão, sem nada de jeito a dar. O Mestre estava sentado no sofá e eu deitei-me com a cabeça no colo dele. Ele ia-me acariciando o cabelo como a um gato até que se fartou do meu cabelo e começou a acariciar outras partes de mim. Não demorou muito tempo até que nenhum de nós deixasse de ligar à televisão.

Ora, ultimamente, não temos tido grande disponibilidade ou energia para brincadeiras, o que, com a nossa libido, torna-se frustrante ao fim de pouco tempo. Ontem juntou-se a fome à vontade de comer. Apercebemo-nos de que nunca tínhamos feito amor na mesa de jantar, um arquétipo dos jovens casais apaixonados. Já temos envolvido a mesa de jantar nas nossas brincadeiras, mas nunca copulámos nela.

"Vamos já tratar disso." Decidiu o Mestre. "Queres ir buscar duas ou três toalhas de banho? Traz das mais grossas."

Apressei-me a escolher as toalhas mais grossas enquanto o Mestre ia à baveta das malandrices servir-se das ferramentas adequadas à brincadeira. Voltou munido só de corda, mas, com o Mestre, isso é mais que suficiente.

Quando chegou à sala, deixou as cordas numa cadeira e estendeu as toalhas em cima da mesa, às camadas, a drapejar sobre uma das cabeceiras. Pôs a última toalha e deu-lhe duas palmadinhas com a mão a indicar-me que fosse para lá. Pus-me de pé, virada para a mesa, com as ancas encostadas à borda. O Mestre ecostou-se a mim, por detrás, e acariciou o meu corpo, devagar e com volúpia, enquanto me dava beijinhos no pescoço. Depois enifiou os dedos entre a cinta das minhs cuecas e a minha pele e mandou-me tirá-las. Encostou-me à mesa e fez-me abrir as pernas até ter os tornozelos ao pé de uma das pernas da mesa cada um. Depois atou-os à mesa, para eu não poder fechar as pernas (como se eu quisesse LOL). Levantou-se e continuou a acariciar-me por cima da T-shirt, depois por debaixo da T-shirt. A princípio o toque das mãos dele contra a minha pele sabia-me bem, mas quando ele começou a apertar suavemente as minhas mamas nuas por debaixo da roupa, "bem" não chega para descrever como a sensação foi maravilhosa. Os meus mamilos endureceram, e o Mestre notou e aproveitou para os acariciar e mesmo para os beliscar um bocadinho. É das dores de que mais gosto, quando o Mestre me belisca os mamilos. Não consegui conter um gritinho de dor e excitação. O Mestre achou que estava na altura de me despir completamente.

Quis virar-me para o despir também, mas, claro, não podia. Deixei de sentir o contacto com o corpo do Mestre, senta só a palma da sua mão a acariciar-me as costas, desde os meus ombros até às minhas nádegas, enquanto o Mestre dava a volta para amaarrar cada um dos meus pulsos a uma das pernas da mesa mais distantes. A corda chegava e sobrava, mas o Mestre quis fazer-me esticar bem, para a posição ser mais rígida. Na verdade, quanto menos liberdade de movimentos tenho, mais as cordas me excitam, e, naquela posição, dobrada por cima da mesa, com os braços esticados, só conseguia abanar as ancas.

O Mestre voltou a pôr-se atrás de mim. Primeiro acariciou-me as costas com as mãos, depois plantou beijinhos ao longo da minha espinha, desde o meu rabinho até à minha nuca. Fico sempre toda arrepiada quando alguém me toca na nuca, mas, quando é o Mestre, e quando é nestas circunstâncias, sabe mesmo bem. Senti as mãos dele a percorrem os flancos do meu corpo e a roçarem as minhas mamas, depois a pousarem nas minhas nádegas por um momento antes de os dedos as apalparem suavemente. Ouvi o Mestre a despir-se: primeiro o roçar do tecido do pólo dele, depois o tilintar da fivela do cinto, depois o estalido do cinto contra a minha pele. Mesmo atada, o meu corpo foi sacudido pelo choque de dor e excitação quando o cinto se veio abater contra as minhas nádegas, depois uma carícia, antes de outra vergastada. Das nádegas passou às coxas, e não tardou até que as carícias fossem na minha ratinha. Daí até que eu já não me contivesse foi um instante.

"Não posso mais!" Suspirei, louca de desejo. "Mete-mo todo!"

"Sua depravada..." Provocou-me o Mestre. "És uma menina depravada?"

"Sou uma puta louca." Arfei. "Sou uma meretriz ninfomaníaca. Por favor, mete-mo todo!"

O Mestre também já estava bastante excitado com esta conversa porca e agarrou-me as ancas com uma mão enquanto a outra o guiava até à minha menina. Provocou-me a roçar a ponta do membro na minha entrada por um momento, depois agarrou nas minhas ancas com as duas mãos e enterrou-se no meu corpo.

Não consegui conter um gemido de prazer, e, com cada investida, mais gemidos e gritinhos agudo se seguiram. Algumas estocadas mais tarde, o Mestre começou a dar-me palmadas esporádicas nas nádegas, que já estavam quentes e sensíveis do cinto, e, mais tarde ainda, chegou a forçar-me a arquear as costas para trás, a puxar-me os cabelos. Não conseguia dobrar-me muito, já que tinha os pulsos amarrados, mas, por outro lado, com o corpo de encontro à mesa, respirar tornava-se mais difícil de cada vez que ele me dava um puxão. Não costumamos brincar com jogos de asfixia, a não ser, de vez em quando, um aperto de pescoço aqui ou ali, e até gosto quando o fazemos. Ontem não foi excepção. Com o Mestre a controlar-me como a um animal pelas rédeas, vim-me descontroladamente. O Mestre veio-se dentro de mim pouco depois. Dobrou-se, deu-me beijinhos no poescoço e sussurou-me palavras doces ao ouvido antes de me desatar e de nos irmos enroscar no sofá.

Enfim, uma tarde bem passada.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.