Curioso como todos os dias passamos por dezenas de pessoas e raramente reparamos em alguém em particular. Às vezes lá passa alguém que nos desperta a atenção, mas esquecemo-nos logo. De há umas semanas para cá tem acontecido uma coisa mais estranha...
Há uma pessoa com quem me cruzo regularmente em Aveiro. Não o conheço e duvido que ele me conheça, nunca me falou, se calhar nem nunca reparou em mim. Eu reparei nele por causa da pêra que ele usa. No dia seguinte voltei a cruzar-me com ele, lembrei-me por causa da pêra e porque estava vestido da mesma maneira, todo de preto, se bem que a camisa fosse diferente. Desde então que o vejo muitas vezes, sempre de pêra, sempre de preto. Não sei quem é nem o que faz, mas lá que o vejo imensas vezes, vejo.
O Mestre acha piada quando, às vezes, chego a casa e lhe digo que voltei a ver o Homem da Pêra (na verdade, tenho andado a ver se descubro que nome lhe assenta bem, que chamá-lo Homem da Pêra, para além de ser um bocado comprido, não é grande nome), e sugere, a brincar, que, da próxima vez, o convide para vir comigo cá a casa, a ver se ele gostava de brincar connosco. É óptimo ter uma relação tão forte e tão estável com alguém que se possa fazer piadas destas. Claro que nunca faríamos tal coisa (e daí... nunca digas "desta água não beberei", mas, mesmo assim...), mas, ao menos, podemo-nos rir disso.
Bom, já chega desta conversa do Homem da Pêra. Vamos antes falar de brincadeiras perversas.
Ontem à tarde, aí por volta das seis, estávamos ambos em casa, eu decidi que já bastava do que estava a escrever para um trabalho. Ainda por cima é um trabalho que me traz irritada (não gosto da cadeira, não gosto do professor e não gosto do meu grupo. Só desgraças...), e precisava mesmo de descomprimir. O Mestre estava a entreter-se na net, ou a tentar, mas, a julgar pelo semblante dele, com pouco sucesso. Resolvi espreitar para o monitor dele.
"Já despachada?" Perguntou-me.
"Por hoje sim." Respondi. "E, se dependesse de mim, não voltava a pegar naquilo."
O Mestre sentou-me no colo dele.
"O que tu precisas é de descontrair." Disse ele, massajando-me os ombros, mas eu estava irritada e afastei-lhe as mãos. "Pronto, não te chateio mais."
"Não é isso." Disse eu, quase como um pedido de desculpas. "Preciso é de alguma coisa mais forte."
"Ah bom..." Disse o Mestre, voltando a pôr as mãos nos meus ombros. Depois, com um braço, agarrou o meu pescoço e, com a outra mão, agarrou o meu cabelo, e puxou-me para trás. "Assim?"
A princípio tentei agarrar-lhe o braço, depois desequilibrei-me um bocadinho. Acalmei-me por um momento.
"Sim, mais ou menos assim." Senti a irritação a começar a desaparecer.
"Então está bem." Disse o Mestre, enquanto me soltava. "Levanta-te lá e espera por mim no sofá que eu vou buscar os mais e os menos."
Já adivinhava em que categoria estariam "os mais e os menos". Ele não demorou a voltar com uma manta pequenina, só de pôr por cima dos joelhos, e três cordas enroladas, uma maior e duas mais pequenas. Pôs tudo em cima da otomana e sentou-se ao meu lado. Imediatamente começámos aos beijinhos e não demorou até que desse por mim só em cuecas, que também não tardei em despir. Já estava bastante excitada quando o mestre me mandou levantar e ficar de pé diante dele. Ele atou os meus joelhos um ao outro e levantou-se. Dobrou a manta várias vezes para fazer como que uma almofadinha e mandou-me ajoelhar nela (são estas pequenas atenciosidades que fazem do Mestre um grande dominante). Atou os meus tornozelos e mandou-me pôr as mãos atrás das costas. Fez-me um arnês para os braços e para o peito, bastante apertado, diga-se de passagem, mas não dolorosamente nem desconfortavelmente apertado. Quando lhe deu o puxão, no fim (adoro aquele puxão, que me faz sentir dominada e me põe a pele do peito toda mais sensível ao toque) fiquei completamente sem ar. O Mestre pôs-se de cócoras à minha frente.
"Estás bem?" Perguntou-me, ao ver-me recuperar o fôlego. Acenei que sim. Ele começou a tocar-me e a acariciar o meu corpo. "Sabes o que te vai acontecer? Para te ajudar a descontrair?" Voltei a acenar que sim. "Quais são as palavras de segurança?"
"Amarelo e Vermelho." Disse eu.
"Então está bem." Disse o Mestre, em jeito de conclusão.
O que vale é o Mestre conhecer-me tão bem. Se se deu ao trabalho de fazer estas verificações de segurança que, normalmente, na nossa relação, já estão implícitas, é porque sabe exactamente o que me fazer, o que eu queria que ele me fizesse. Eu precisava mesmo que ele abusasse de mim.
Claro que aqui digo "abusar" de forma leviana, mas é a melhor descrição (ou antes, categorização) do que se passou. É uma coisa muito mais violenta que o que fazemos normalmente, e é muito intenso, quer fisicamente, quer psicologicamente, e, quando é bem feito, deixa-nos ambos extremamente felizes.
O Mestre forçou-me a inclinar a cabeça para trás pelos cabelos e beijou-me. Largou-me com um saculão, levantou-se e desapertou as calças. Atar-me excita-o (grande tarado :P), e estava semi-erecto. Abocanhei o seu órgão e comecei a chupar, devagarinho, com volúpia. A princípio, o Mestre não fez mais nada por uns momentos, não sei se a entrar na personagem ou se só a desfrutar (se calhar até tenho algum jeito para o broche LOL), depois pôs a mão na minha cabeça. Senti quase uma descarga eléctrica a percorrer o meu corpo, da cabeça aos pés, quando ele me tocou. Já sabia o que aí vinha. Senti a sua mão fechar-se, a agarrar uma mão cheia do meu cabelo. Dei conta de que a minha respiração acelerava de antecipação. Depois senti, finalmente, o puxão. O Mestre forçou a minha cabeça contra o seu corpo, empurrou a sua verga pela minha boca adentro e ameaçou fazer-me engasgar por uns segundos. Depois tirou-se da minha boca, deixou-me ganhar fôlego (ou melhor, deixou-me inspirar, uma só vez) e voltou a forçar-se na minha boca, desta vez para me penetrar oralmente de maneira rápida a brutal. Com as cordas a apertarem-me o peito e o membro dele a ameaçar forçar-se pela minha garganta abaixo, era-me difícil respirar. Já estava um bocadinho aflita quando o Mestre se compadeceu de mim e voltou a tirar da minha boca.
Deixou-me respirar à vontade por uns segundos, mas, em contrapartida, mal saiu de mim, deu-me uma grande bofetada, que me apanhou de surpresa e me fez gemer, mais de choque que de dor. As bofetadas que se seguiram, mais fortes, na mesma bochecha e em rápida sucessão, essas já doeram mais. Tinha os olhos cerrados quando ele decidiu que estava na hora de violar a minha boca outra vez. Sempre a puxar-me os cabelos para guiar a minha cabeça, voltou a forçar-se entre os meus lábios e, desta vez, tentou chegar ao fundo da minha garganta. Ia-me fazendo engasgar muito antes de o ter metido todo na minha boca (também o Mestre é bem abonado :P), tirou, deu-me mais uma chapada e meteu outra vez. Repetiu o processo algumas vezes, indo sempre mais fundo de cada vez, até que senti a ponta do meu nariz a tocar-lhe na barriga. Então ele tirou, mas, em vez de me bater, puxou-me a cabeça para trás. Atada daquela maneira, fico forçada a manter uma posição muito direita, e o Mestre fez-me desequilibrar um pouco. Apalpou-me uma mama com força, fez doer, a cravar os dedos na minha carne, enquanto me insultava.
"Que bem que engoles caralho, sua putéfia barata!" Cuspiu-me, enquanto me beliscava e torcia um mamilo. "As outras putas da tua esquina são todas como tu ou tu chupas mais que elas?"
Não me deu tempo de responder, voltou a enfiar o pau na minha boca e forçou-me a chupa-lo depressa e com força, como de antes. Quando voltou a tirar, pôs a mão na minha garganta e estrangulou-me por uns segundos.
"Já estou farto da tua boca." Disse ele, enquanto eu sentia a pressão a acumular-se dentro da minha cabeça.
Deixou-me respirar, cheguei mesmo a tossir, quando ele tirou a mão do meu pescoço, e pegou nas cordas na parte de trás do arnês. Abanou-me um bocado até me deitar por cima da otomana, de barriga para baixo, com as pernas de fora. Começou por me açoitar as nádegas, com mais força que o que eu me lembro que algum dia me tenha açoitado. A minha consciência já tinha ido para aquele lugar especial na minha mente onde só existo eu e submissão, onde a dor se torna excitação e prazer e o resto a modos que não existe lá muito bem, ou, pelo menos, não é importante. Quando o Mestre se cansou de me bater, puxou-me os cabelos, fez-me dobrar para trás tanto quanto podia e penetrou-me. A posição era muito desconfortável, ainda me doía a cara, tinha o rabinho a arder, as lágrimas escorriam-me dos olhos e o caralho dele na minha cona sabia-me tão bem que parecia que queimava. Não sei se gemi baixinho ou se gritei alto, só sei que me vim algumas vezes, também não sei ao certo quantas, naquela altura eu já estava tão profundamente no meu mundo privado que não sabia bem o que estava a acontecer. A dada altura senti as ancas do Mestre a colidir violentamente com as minhas algumas vezes, depois a colarem-se às minhas, e, finalmente, o Mestre veio-se dentro de mim.
Durante uns segundos, enquanto eu voltava do meu mundo, o silêncio era ensurdecedor.
O Mestre deapertou o as cordas no meu peito e perguntou-me se estava tudo bem. Por algum motivo, não conseguia falar, mas acenei que sim. Ele acabou de me desatar e levou-me ao colo até ao sofá. Sentou-me, sentou-se ao meu lado e cobriu-nos com a manta que costumamos ter na sala. Eu abracei-o em silêncio e fiquei em silêncio uns segundos antes de começar a chorar. Depois de uma experiência daquelas estava muito emocionada (entenda-se com as emoções muito desequilibradas), mas, foram lágrimas de alegria. O Mestre abraçou-me e reconfortou-me até eu voltar ao normal.
"Então, mais descontraída?"
Eu ri-me, ainda a soluçar, e disse que sim.
Entendam duas coisas: primeiro, uma coisa destas não é para fracos; segundo, apesar de ser difícil aguentar a dor e o desconforto, às vezes, adorei cada momento. E também foi da maneira que não pensei mais no Homem da Pêra nesse dia. Tenho mesmo que decidir que nome lhe hei de dar.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
29 de março de 2008
25 de março de 2008
Páscoa - O Rescaldo
Raios partissem a Páscoa (mas deixassem as férias)! É melhor fazer já as queixinhas todas para depois não estorvarem. Então o Mestre e eu tínhamos combinado passar a Páscoa muito juntinhos e estávamos na sexta já cheiinhos de vontade de nos enroscarmos e ficarmos enroscados o fim de semana todo quando me telefona a minha mãe. Aparentemente, quando disse à minha avó que eu não ia lá passas a Páscoa, ia-lhe dando o fanico, desatou num pranto, que morria se me não via (palavras dela, minhas não). Pronto, lá fui eu fazer as malas e sair de Aveiro já tardíssimo para ir aturar os desvarios da terceira idade. Lá ficou o fim de semana estragado.
Mas pronto, já lá vai. E, no final de contas, o Domingo de Páscoa não foi assim tão mau. Ou antes, foi recuperado, assim que cheguei a Aveiro.
Quando cheguei a casa, o Mestre estava à minha espera, veio ter comigo à porta, abraçou-me e beijou-me e até insistiu em levar a minha mala. Não é que não esteja habituada a que o Mestre seja um cavalheiro, mas não é costume ficar assim só por me ver.
"Estava a ver que dava em doido." Disse ele. "Tive tantas saudades tuas..."
Segui-o até ao quarto. Ele pousou a minha mala e virou-se para mim. Voltou a puxar-me para si e a beijar-me. Quase dava para saborear o desejo e a paixão nos lábios dele. E, para dizer a verdade, entre a frustração de me terem dado cabo dos planos para o fim de semana e as carícias com que o Mestre me provocava, também eu começava a sentir uma certa paixão e desejo. Devo ter começado a corresponder com mais veemência, porque o Mestre compreendeu.
Entre dois beijos lançou-me um sorriso e um olhar algo maliciosos. Puxou-me ainda mais contra si, imprimiu o seu corpo contra o meu. Ainda havíamos de colmatar o fim de semana roubado.
"Por favor... domina-me!" Balbuciei eu, já afogada em excitação.
"Estava a ver que não..." Brincou o Mestre, apenas um momento antes de entrar na fantasia.
Depois o seu olhar tornou-se duro e cruel. Com um gesto seco, empurrou-me contra a parede. As suas mãos prendiam-me os ombros e os seus lábios cobriram os meus, não com a gentileza de um beijo comum, mas com a voracidade do seu poder erótico.
"Despe-te." Mandou-me ele. "Tira tudo."
Começou a tirar a roupa ao mesmo tempo que eu, mas despachou-se primeiro. Já estava nu quando eu ainda tinha a roupa interior. Agarrou-me pelos cabelos.
"Que é isto? Estás a gozar comigo?" Empurrou-me de novo contra a parede, mas, desta vez, de frente. Puxou a tira do meu soutien e fê-la estalar contra as minhas costas. "Achas piada a ainda estares vestida quando eu já não estou? Tira isso, já!"
Mal me deu tempo de desapertar o fecho. Fez-me virar e arrancou-me o soutien do peito, sem nunca me largar os cabelos. Apalpou-me as mamas e apertou-me um bocadinho os mamilos, levemente, como uma carícia, depois apertou-mos a sério. A seguir conduziu-me em direcção à cama e atirou-me para cima das cobertas. Aterrei de quatro.
"Mas ainda estás vestida?" Ralhou-me. "Será que não fazes nada bem!?"
Arrancou-me as cuecas, desiquilibrou-me no processo, fez-me cair de barriga na cama. Depois sentou-se em cima das minhas pernas e açoitou-me as nádegas. Quando já as tinha vermelhas e quentes, acariciou-as e apalpou-as. Eu já ia a caminho da terra dos prazeres. Levantou-se de cima das minhas pernas e ajudou-me a por-me de quatro outra vez. Então encostou o seu corpo ao meu e acariciou-me a barriga e o peito enquanto me dava beijinhos apaixonados no pescoço.
"Estás bem?" Perguntou, num sussuro, como se tivesse medo que a nossa fantasia agressiva ouvisse a sua preocupação. Acenei que sim, e ele continuou.
Agarrou-me uma mama com força e puxou-me os cabelos para trás, fez-me dobrar as costas e gemer de dor e excitação. Voltou a apertar-me um mamilo, o que me fez guinchar, e depois deu-me um encontrão por detrás com as ancas, como se já me estivesse a penetrar. Depois desse seguiram-se mais alguns, e foi aí que eu percebi que queria a coisa a sério, não a fingir. Procurei às cegas com a mão entre as pernas, tentei agarrar no membro dele e conduzi-lo para dentro de mim, mas assim que sentiu o meu toque, o Mestre largou-me e empurrou-me a afastar-se de mim.
"Olha, olha, a donzela gosta de andar a mexericar." Escarneceu. "Queres ver que tenho de te atar as mãozinhas?"
Antes que eu pudesse reajir, o Mestre empurrou-me uma anca e fez-me deitar de lado. Sentei-me na cama e estendi-lhe os pulsos. Ele atou-os um ao outro com uma corda curta, não os prendeu a mais nada. Depois voltou a por-me de quatro.
Agarrou a sua verga, dura como pedras, e esfregou a ponta na minha menina molhada.
"Queres, sua safada?" Perguntou-me.
"Quero..." Suspirei, sem fôlego de tão excitada que estava.
"Pede-o."
Arfei por um momento, a ganhar fôlego para falar.
"Mete-mo! Mete-mo todo!" Exclamei, com tanta convicção quanto vontade.
"Sua oferecida..." Murmurou ele antes de me agarrar as ancas com uma mão, os cabelos com a outra e de se enterrar firmemente em mim.
Penetrou-me com vigor algumas vezes, sacudiu o meu corpo todo, fez as minhas mamas abanar.
"Gostas, sua puta?" Achei que era uma pergunta retórica, e deixei-me ficar calada a desfrutar das sensações e da fantasia. "Estou a falar contigo!" O Mestre assentou-me uma valente palmada na nádega.
"Gosto!" Gemi eu.
O Mestre largou o meu cabelo e inclinou-se paa a frente. Acariciou as minhas maminhas com doçura e disse-me baixinho ao ouvido:
"Ainda bem."
Beijou-me o pescoço com carinho, acariciou os flancos do meu corpo e saiu de mim bruscamente. Sentir-me assim, vazia, de repente, quando estamos a fazer amor, quase me deixa aflita. O Mestre sabe usar isso para criar a fantasia perfeita. Depois pegou-me pelas ancas e fez-me deitar-me de costas. Instalou-se entre as minhas pernas e empurrou as minhas mãos acima da minha cabeça. Agarrou uma mama com a mão e abocanhou-a como se lhe quisesse arrancar um bocado à dentada, como a uma maçã, mas, em vez de me fincar os dentes na carne (não é que eu não goste de umas dentadinhas, de vez em quando :P), deslizou-os sobre a minha pele algumas vezes, como se me estivesse a devorar. Depois fez o mesmo ao mamilo, a seguir prendeu-o entre os dentes sem morder e puxou-o até o deixar escapar (ai, delícia!).
Prendeu as minhas mãos contra a cama e voltou a penetrar-me. Com os lábios nos meus, cavalgou-me até me fazer explodir de prazer. Depois veio-se na minha bcca e mandou-me engolir, fez-me dizer como gosto do sabor, chamou-me de "putinha linda" e deitou-se ao meu lado.
Soltou-me os pulsos e enroscámo-nos debaixo das cobertas num silêncio satisfeito. Passados uns minutos, deu-me um beijinho.
"Boa Páscoa." Disse-me ele.
"Agora é." Respondi-lhe. Não há mal que o Mestre não me saiba tratar.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
Mas pronto, já lá vai. E, no final de contas, o Domingo de Páscoa não foi assim tão mau. Ou antes, foi recuperado, assim que cheguei a Aveiro.
Quando cheguei a casa, o Mestre estava à minha espera, veio ter comigo à porta, abraçou-me e beijou-me e até insistiu em levar a minha mala. Não é que não esteja habituada a que o Mestre seja um cavalheiro, mas não é costume ficar assim só por me ver.
"Estava a ver que dava em doido." Disse ele. "Tive tantas saudades tuas..."
Segui-o até ao quarto. Ele pousou a minha mala e virou-se para mim. Voltou a puxar-me para si e a beijar-me. Quase dava para saborear o desejo e a paixão nos lábios dele. E, para dizer a verdade, entre a frustração de me terem dado cabo dos planos para o fim de semana e as carícias com que o Mestre me provocava, também eu começava a sentir uma certa paixão e desejo. Devo ter começado a corresponder com mais veemência, porque o Mestre compreendeu.
Entre dois beijos lançou-me um sorriso e um olhar algo maliciosos. Puxou-me ainda mais contra si, imprimiu o seu corpo contra o meu. Ainda havíamos de colmatar o fim de semana roubado.
"Por favor... domina-me!" Balbuciei eu, já afogada em excitação.
"Estava a ver que não..." Brincou o Mestre, apenas um momento antes de entrar na fantasia.
Depois o seu olhar tornou-se duro e cruel. Com um gesto seco, empurrou-me contra a parede. As suas mãos prendiam-me os ombros e os seus lábios cobriram os meus, não com a gentileza de um beijo comum, mas com a voracidade do seu poder erótico.
"Despe-te." Mandou-me ele. "Tira tudo."
Começou a tirar a roupa ao mesmo tempo que eu, mas despachou-se primeiro. Já estava nu quando eu ainda tinha a roupa interior. Agarrou-me pelos cabelos.
"Que é isto? Estás a gozar comigo?" Empurrou-me de novo contra a parede, mas, desta vez, de frente. Puxou a tira do meu soutien e fê-la estalar contra as minhas costas. "Achas piada a ainda estares vestida quando eu já não estou? Tira isso, já!"
Mal me deu tempo de desapertar o fecho. Fez-me virar e arrancou-me o soutien do peito, sem nunca me largar os cabelos. Apalpou-me as mamas e apertou-me um bocadinho os mamilos, levemente, como uma carícia, depois apertou-mos a sério. A seguir conduziu-me em direcção à cama e atirou-me para cima das cobertas. Aterrei de quatro.
"Mas ainda estás vestida?" Ralhou-me. "Será que não fazes nada bem!?"
Arrancou-me as cuecas, desiquilibrou-me no processo, fez-me cair de barriga na cama. Depois sentou-se em cima das minhas pernas e açoitou-me as nádegas. Quando já as tinha vermelhas e quentes, acariciou-as e apalpou-as. Eu já ia a caminho da terra dos prazeres. Levantou-se de cima das minhas pernas e ajudou-me a por-me de quatro outra vez. Então encostou o seu corpo ao meu e acariciou-me a barriga e o peito enquanto me dava beijinhos apaixonados no pescoço.
"Estás bem?" Perguntou, num sussuro, como se tivesse medo que a nossa fantasia agressiva ouvisse a sua preocupação. Acenei que sim, e ele continuou.
Agarrou-me uma mama com força e puxou-me os cabelos para trás, fez-me dobrar as costas e gemer de dor e excitação. Voltou a apertar-me um mamilo, o que me fez guinchar, e depois deu-me um encontrão por detrás com as ancas, como se já me estivesse a penetrar. Depois desse seguiram-se mais alguns, e foi aí que eu percebi que queria a coisa a sério, não a fingir. Procurei às cegas com a mão entre as pernas, tentei agarrar no membro dele e conduzi-lo para dentro de mim, mas assim que sentiu o meu toque, o Mestre largou-me e empurrou-me a afastar-se de mim.
"Olha, olha, a donzela gosta de andar a mexericar." Escarneceu. "Queres ver que tenho de te atar as mãozinhas?"
Antes que eu pudesse reajir, o Mestre empurrou-me uma anca e fez-me deitar de lado. Sentei-me na cama e estendi-lhe os pulsos. Ele atou-os um ao outro com uma corda curta, não os prendeu a mais nada. Depois voltou a por-me de quatro.
Agarrou a sua verga, dura como pedras, e esfregou a ponta na minha menina molhada.
"Queres, sua safada?" Perguntou-me.
"Quero..." Suspirei, sem fôlego de tão excitada que estava.
"Pede-o."
Arfei por um momento, a ganhar fôlego para falar.
"Mete-mo! Mete-mo todo!" Exclamei, com tanta convicção quanto vontade.
"Sua oferecida..." Murmurou ele antes de me agarrar as ancas com uma mão, os cabelos com a outra e de se enterrar firmemente em mim.
Penetrou-me com vigor algumas vezes, sacudiu o meu corpo todo, fez as minhas mamas abanar.
"Gostas, sua puta?" Achei que era uma pergunta retórica, e deixei-me ficar calada a desfrutar das sensações e da fantasia. "Estou a falar contigo!" O Mestre assentou-me uma valente palmada na nádega.
"Gosto!" Gemi eu.
O Mestre largou o meu cabelo e inclinou-se paa a frente. Acariciou as minhas maminhas com doçura e disse-me baixinho ao ouvido:
"Ainda bem."
Beijou-me o pescoço com carinho, acariciou os flancos do meu corpo e saiu de mim bruscamente. Sentir-me assim, vazia, de repente, quando estamos a fazer amor, quase me deixa aflita. O Mestre sabe usar isso para criar a fantasia perfeita. Depois pegou-me pelas ancas e fez-me deitar-me de costas. Instalou-se entre as minhas pernas e empurrou as minhas mãos acima da minha cabeça. Agarrou uma mama com a mão e abocanhou-a como se lhe quisesse arrancar um bocado à dentada, como a uma maçã, mas, em vez de me fincar os dentes na carne (não é que eu não goste de umas dentadinhas, de vez em quando :P), deslizou-os sobre a minha pele algumas vezes, como se me estivesse a devorar. Depois fez o mesmo ao mamilo, a seguir prendeu-o entre os dentes sem morder e puxou-o até o deixar escapar (ai, delícia!).
Prendeu as minhas mãos contra a cama e voltou a penetrar-me. Com os lábios nos meus, cavalgou-me até me fazer explodir de prazer. Depois veio-se na minha bcca e mandou-me engolir, fez-me dizer como gosto do sabor, chamou-me de "putinha linda" e deitou-se ao meu lado.
Soltou-me os pulsos e enroscámo-nos debaixo das cobertas num silêncio satisfeito. Passados uns minutos, deu-me um beijinho.
"Boa Páscoa." Disse-me ele.
"Agora é." Respondi-lhe. Não há mal que o Mestre não me saiba tratar.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
12 de março de 2008
Atrasada...
Pois é, uma vez por semana, dizia eu... Desculpem lá, mas a semana passada não foi grande coisa. Entre trabalhos (a sério, nunca, mas mesmo nunca se disponham a trabalhar com gajas, eu incluída :P) e maleitas menores de saúde, foi uma semana chata. Por outro lado, o Mestre passou toda a semana em alta, no que toca à libido (e eu, nem é preciso dizer-se, também), mas foi mais fazermos amor "sem acréscimos" que brincarmos propriamente dito. Ontem, no entanto...
Primeiro deixem-me dizer-vos isto acerca da nossa cozinha: entre a cozinha e a marquise não há exactamente uma parede, há antes duas secções de parede com um espaço entre elas, sem porta, e com uma viga no topo. Até é bonito, é como se houvesse ali um portículo ou assim. E a viga robusta tem uma data de aplicações.
Onte ao fim da tarde, aí pelas seis horas, o Mestre chegou a casa. Quando o fui receber, ele abraçou-me e depois de nos beijarmos continuou a dar-me beijinhos na cara e a roçar o nariz no meu.
"Tanta meiguice..." Comentei eu.
"Isso muda-se." Disse o Mestre, entre um beijinho e uma carícia. "Queres?"
"Quero." Não é que eu ande à fome, mas já não dizia que não ao toque da corda...
"Está bem, então." Disse o Mestre. "Vai buscar uma toalha de banho e vem ter comigo."
"Ao quarto?" Perguntei eu, a pensar para que seria a toalha.
"Não. À cozinha." Disse o Mestre, e foi ao quarto sem mais explicações.
Confesso que fiquei baralhada. Ainda pensei que o mestre se estivesse a referir a fazer sexo na mesa da cozinha, que, parecendo que não, foi, durante uma data de tempo, uma figura obrigatória da malandrice. Mas a nossa mesa da cozinha já não é nova e não parece lá muito segura para isso. Ainda pensei que o Mestre quisesse fazer amor no chão da cozinha, mas, para isso, havia de me ter mandado ir buscar um cobertor. Mesmo assim, não me ralei mais com o assunto e fui buscar a toalha.
O Mestre demorou-se mais tempo no quarto que eu a pegar na toalha, de maneira que ainda tive tempo de me sentar, com a toalha dobrada no colo, ainda a especular sobre o que iria na cabeça do Mestre. Quando ele chegou, com uma braçada de coisas para brincarmos, levantei-me.
"Estende aí a toalha debaixo da viga." Disse-me o Mestre, ainda casualmente, sem afirmar o poder erótico que sabe exercer sobre mim.
Fiz conforme me mandou enquanto ele pousava o que trazia na mesa.
"Agora" Assim que ele falou senti a mudança na voz dele. Estava mais grave e mais assertiva. Senti que vinha aí uma ordem a sério. "fica debaixo da viga e despe-te."
A voz do Mestre parecia ter um silvo ou um síbilo de autoridade e erotismo por debaixo da graveza poderosa com que ele me dá ordens. Um arrepio percorreu-me a espinha e eu obedeci sem hesitar. Descalcei logo os chinelos antes mesmo de pisar a toalha. Despi a T-shirt rapidamente. Ia a atirá-la para o lado, mas o Mestre estendeu um bocadinho a mão.
"Dá cá." Ordenou-me.
Ele não estava sequer perto da borda da toalha, e eu já estava descalça. Obrigar-me a pisar os ladrilhos frios do chão da cozinha descalça é um daqueles sofrimentos que mais bem ilustram o apelo da chamada "dor erótica": não é a dor que me excita (quer dizer, às vezes até é), é mais a troca de poder que ela demonstra. Aqui passa-se o mesmo: se não fosse o poder que o Mestre exerce sobre mim, eu não teria enregeldo os meus pezinhos só para lhe dar a T-shirt.
Voltei cheia de frio para cima da toalha e tirei as cuecas. O Mestre voltou a estender a mão. Em vez de voltar a atravessar a cozinha, atirei-lhe com as cuecas. Ele agarrou-as no ar sem esforço, foram bem atiradas, mas, com a mesma mão com que as agarrou, apontou-me um dedo e lançou-me um olhar, como que a dizer, "essa, vais pagá-la." Não consegui conter uma risadinha de antecipação.
Só tive pena de não estar a usar mais roupa para pdoer continuar a despir-me para o Mestre. Ele, que, entretanto, tinha-se descalsado e tirado a camisa, veio ter comigo.
"Vira-te." Ordenou-me. "Mãos atrás das costas." Nem que quisesse lhe desobedeceria.
O Mestre pegou no meu cabelo e afastou-mo das costas, drapejando-o por cima de um ombro. Depois tocou-me nos ombros e nos braços e mordiscou-me a orelha. Aproveitei enquanto tinha as mãos mais ou menos livres para o acariciar às cegas. Depois pegou numa corda e amarrou-me os braços dobrados atrás das costas num arnês para o peito simples. Terminou o arnês com um puxão que cravou as cordas na minha pele e me fez suspirar de deleite. Quase que já sentia os dedos dele nas minhas mamas. Lambi os lábios de desejo. O Mestre lançou as pontas do que restava da corda (e era uma corda grande) por cima da viga e puxou até eu ter de ficar em pontas de pés, e mesmo assim as cordas enterravam-se na minha pele como se me quisessem morder. Ele atou a corda para não ter de estar sempre a puxar, e mesmo assim sobravam pontas compridas (era uma corda mesmo grande).
"Levanta uma perna." Ordenou-me outra vez.
Por um lado, com os braços amarrados, manter o equilíbrio num só pé é mais complicado. Por outro, mesmo que me desequilibrasse, não havia de cair, mas as cordas iam deixar marca. Levantei a perna esquerda à frente. Aida atrás de mim, o Mestre agarrou-me a coxa e puxou-a ainda mais para cima e para o fora, a abrir-me a perna (na verdade, as pernas, que, com uma perna no ar e a outra no chão, não estão exactamente fechadas). Passou a corda em redor do meio da minha coxa e amarrou-a firmemente nessa posição. Finalmente acabou-se a infindável corda LOL.
Depois o Mestre pegou noutra corda (como se uma daquele tamanho não chegasse...) e atou-me o tornozelo e o pé que tinha no ar. Depois lançou as pontas por cima da viga e prendeu-as à atadura no pé, fixando-o ao nível do joelho que também tinha levantado. A esta parte devo dizer que ando há meses com vontade de ser pendurada, mas o Mestre ainda não se sente confiante com o que sabe de corda para me amarrar em suspensão total. De qualquer forma, para esta suspensão parcial sabe que chegue.
"Bom, já deve bastar." Comentou o Mestre, acerca do próprio trabalho. "Agora, por onde vamos começar..." Disse, enigmaticamente.
Eu estava de costas para a mesa, e não vi em que é que ele ia pegar primeiro. Ouvi um tilintar que não podia senão ser da fivela de um cinto e lembrei-me do que tinha feito com as cuecas. Realmente, "ia pagá-las". O Mestre acariciou as minhas costas abaixo das minhas mãos em direcção às minhas nádegas. Por mais agradável que o toque tenha sido, senti a minha pele a arrepiar-se à espera do cinto.
A primeira chicotada apanhou-me (ou antes, apanhei-a) um bocado de surpresa, e apesar de não ter sido muito forte, fez a perna que tinha apoiada no chão ficar hirta, mas como o meu corpo se sacudiu todo de choque, perdi o equilíbrio e tive de saltitar um bocado para o recuperar. A segunda foi mais forte e arrancou-me um gemido de dor, apesar de eu estar a tentar conter-me. A terceira foi ainda pior. Não sei quantas foram, talvez mais que uma dúzia. Só sei que no fim já tinha os olhos marejados de lágrimas e o rabinho a arder, mas, se não estivesse a gostar, tínhamos parado.
"Penso que, desta parte, estamos despachados." Disse o Mestre, enquanto acariciava as minhas nádegas.
O Mestre deu a volta e pôs-se à minha frente. Olhou-me por uns instantes com um sorriso nos lábios, a admirar a minha nudez. Acariciou-me a cara e o peito, depois os flancos do corpo e, de repente, puxou-me contra si. Suspirei de antecipação, e também porque sentir-me assim incapaz de lhe resistir, sentir-me manipulada como uma marioneta de carne nas mãos dele me excita. Ele aproximou os lábios dos meus e convenci-me de que me ia beijar, mas depois, no último instante, afastou-se e deixou-me a implorar por um beijo. Em vez disso acaricou a minha barriga com as potas dos dedos, depois a minha anca e percorreu a parte de dentro da perna que me tinha pendurado. Agarrou-me o tornozelo com firmeza e olhou-me nos olhos. O seu sorriso adquiriu uma propriedade deliciosamente maquiavélica.
"Não! Não! Isso não!" Implorei-lhe.
Impávido perante as minhas preces, ele atacou a planta do meu pé com as pontas dos dedos e fez-me contorcer com cócegas. Debati-me o mais que pude, o que, naturalmente, não era muito, ou antes, não era quase nada. Tinha as mãos atadas, só tinha uma perna para fugir, e, ainda que tivesse duas, estava amarrada à viga. Por várias vezes que, a contorcer-me, encolhi a perna que tinha apoiada no chão, o que fez o arnês no meu peito enterrar-se na minha carne. Quando o Mestre se fartou de me fazer cócegas, foi um aívio, mas não posso dizer que não tenha gostado. Depois tocou-me na barriga e pôs-se atrás de mim sem deixar de me tocar. uma vez atrás de mim, atacou os flancos do meu corpo com as pontas dos dedos. Quando eu já pensava que se tinham acabado as cócegas, afinal ainda havia mais. Não me fez cócegas durante tanto tempo, mas sentir-me contorcer nos seus braços e ouvir-me rir e gemer ao mesmo tempo deve tê-lo excitado, porque acabou esse sessão de cócegas a plantar-me beijos ardentes no pescoço e a acariciar-me as mamas com as mãos.
"Também trouxe um espanador de penas," Disse ele. "mas acho que não vamos precisar dele." Dei-me por feliz.
As mãos dele deasceram das minhas mamas pelo meu corpo abaixo até me tocarem entre as pernas. Senti os dedos dele a acariciarem-me devagar, mas com firmeza. Cada toque excitante fazia a minha respiração tornar-se mais profunda e mais ofegante até uma carícia me forçar a exclamar um gemido de prazer. O Mestre parou de me tocar lá em baixo, afastou-se e ouvi-o a desapertar as calças. Depois voltou a pôr-se diante de mim.
Com uma mão acaricou-me a cara, com a outra acariciou-me uma mama e tomou os meus lábios nos seus com uma sofreguidão apaixonada. Colou o seu corpo ao meu. Tocou a minha ratinha com a ponta do seu membro e pausou inquisitivamente. Se nada podia fazer para o impedir, menos ainda disse, mas implorei-lhe que continuasse com um sorriso e um olhar. Ele penetrou-me devagarinho. Fechei os olhos, inclinei a cabeça para trás e desfrutei daquela primeira investida vagarosa. No fim, suspirei, voltei a olhá-lo e afastei os lábios, a implorar por mais um beijo. Com um braço à volta do meu corpo e uma mão nas minhas nádegas, ele beijou-me enquanto me penetrava e arrancava gemidos excitados aos maus lábios, que abafava com os seus. Quando precisei de respirar pela boca, tal era a excitação, ele continuou a beijar-me o pescoço e os ombros. Não tardou muito até que sentisse o meu corpo sacudir-se de prazer e me viesse naquele equilíbrio precário que fazia o abraço do Mestre saber ainda melhor, porque me amparava.
Assim que me vim as cordas começaram a magoar-me, e já não falo de dor erótica, e pedi ao mestre que me libertasse. Ele desamarrou a minha perna e soltou-me da viga, mas não me desamarrou o arnês.
"De joelhos." Ordenou-me, a segurar na corda que pendia das minhas costas como uma trela. "Ainda não acabámos."
Estava cansada e um bocadinho dorida, mas ao menos as cordas já não me estavam a incomodar, e chupei-o com vontade. Ouvi-o vir-se e senti o jorro morno na minha língua. Ele deixou-me engolir e desamarrou-me os braços.
Cambaleámos juntos até à sala para nos enroscarmos no sofá até serem horas de jantar.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
Primeiro deixem-me dizer-vos isto acerca da nossa cozinha: entre a cozinha e a marquise não há exactamente uma parede, há antes duas secções de parede com um espaço entre elas, sem porta, e com uma viga no topo. Até é bonito, é como se houvesse ali um portículo ou assim. E a viga robusta tem uma data de aplicações.
Onte ao fim da tarde, aí pelas seis horas, o Mestre chegou a casa. Quando o fui receber, ele abraçou-me e depois de nos beijarmos continuou a dar-me beijinhos na cara e a roçar o nariz no meu.
"Tanta meiguice..." Comentei eu.
"Isso muda-se." Disse o Mestre, entre um beijinho e uma carícia. "Queres?"
"Quero." Não é que eu ande à fome, mas já não dizia que não ao toque da corda...
"Está bem, então." Disse o Mestre. "Vai buscar uma toalha de banho e vem ter comigo."
"Ao quarto?" Perguntei eu, a pensar para que seria a toalha.
"Não. À cozinha." Disse o Mestre, e foi ao quarto sem mais explicações.
Confesso que fiquei baralhada. Ainda pensei que o mestre se estivesse a referir a fazer sexo na mesa da cozinha, que, parecendo que não, foi, durante uma data de tempo, uma figura obrigatória da malandrice. Mas a nossa mesa da cozinha já não é nova e não parece lá muito segura para isso. Ainda pensei que o Mestre quisesse fazer amor no chão da cozinha, mas, para isso, havia de me ter mandado ir buscar um cobertor. Mesmo assim, não me ralei mais com o assunto e fui buscar a toalha.
O Mestre demorou-se mais tempo no quarto que eu a pegar na toalha, de maneira que ainda tive tempo de me sentar, com a toalha dobrada no colo, ainda a especular sobre o que iria na cabeça do Mestre. Quando ele chegou, com uma braçada de coisas para brincarmos, levantei-me.
"Estende aí a toalha debaixo da viga." Disse-me o Mestre, ainda casualmente, sem afirmar o poder erótico que sabe exercer sobre mim.
Fiz conforme me mandou enquanto ele pousava o que trazia na mesa.
"Agora" Assim que ele falou senti a mudança na voz dele. Estava mais grave e mais assertiva. Senti que vinha aí uma ordem a sério. "fica debaixo da viga e despe-te."
A voz do Mestre parecia ter um silvo ou um síbilo de autoridade e erotismo por debaixo da graveza poderosa com que ele me dá ordens. Um arrepio percorreu-me a espinha e eu obedeci sem hesitar. Descalcei logo os chinelos antes mesmo de pisar a toalha. Despi a T-shirt rapidamente. Ia a atirá-la para o lado, mas o Mestre estendeu um bocadinho a mão.
"Dá cá." Ordenou-me.
Ele não estava sequer perto da borda da toalha, e eu já estava descalça. Obrigar-me a pisar os ladrilhos frios do chão da cozinha descalça é um daqueles sofrimentos que mais bem ilustram o apelo da chamada "dor erótica": não é a dor que me excita (quer dizer, às vezes até é), é mais a troca de poder que ela demonstra. Aqui passa-se o mesmo: se não fosse o poder que o Mestre exerce sobre mim, eu não teria enregeldo os meus pezinhos só para lhe dar a T-shirt.
Voltei cheia de frio para cima da toalha e tirei as cuecas. O Mestre voltou a estender a mão. Em vez de voltar a atravessar a cozinha, atirei-lhe com as cuecas. Ele agarrou-as no ar sem esforço, foram bem atiradas, mas, com a mesma mão com que as agarrou, apontou-me um dedo e lançou-me um olhar, como que a dizer, "essa, vais pagá-la." Não consegui conter uma risadinha de antecipação.
Só tive pena de não estar a usar mais roupa para pdoer continuar a despir-me para o Mestre. Ele, que, entretanto, tinha-se descalsado e tirado a camisa, veio ter comigo.
"Vira-te." Ordenou-me. "Mãos atrás das costas." Nem que quisesse lhe desobedeceria.
O Mestre pegou no meu cabelo e afastou-mo das costas, drapejando-o por cima de um ombro. Depois tocou-me nos ombros e nos braços e mordiscou-me a orelha. Aproveitei enquanto tinha as mãos mais ou menos livres para o acariciar às cegas. Depois pegou numa corda e amarrou-me os braços dobrados atrás das costas num arnês para o peito simples. Terminou o arnês com um puxão que cravou as cordas na minha pele e me fez suspirar de deleite. Quase que já sentia os dedos dele nas minhas mamas. Lambi os lábios de desejo. O Mestre lançou as pontas do que restava da corda (e era uma corda grande) por cima da viga e puxou até eu ter de ficar em pontas de pés, e mesmo assim as cordas enterravam-se na minha pele como se me quisessem morder. Ele atou a corda para não ter de estar sempre a puxar, e mesmo assim sobravam pontas compridas (era uma corda mesmo grande).
"Levanta uma perna." Ordenou-me outra vez.
Por um lado, com os braços amarrados, manter o equilíbrio num só pé é mais complicado. Por outro, mesmo que me desequilibrasse, não havia de cair, mas as cordas iam deixar marca. Levantei a perna esquerda à frente. Aida atrás de mim, o Mestre agarrou-me a coxa e puxou-a ainda mais para cima e para o fora, a abrir-me a perna (na verdade, as pernas, que, com uma perna no ar e a outra no chão, não estão exactamente fechadas). Passou a corda em redor do meio da minha coxa e amarrou-a firmemente nessa posição. Finalmente acabou-se a infindável corda LOL.
Depois o Mestre pegou noutra corda (como se uma daquele tamanho não chegasse...) e atou-me o tornozelo e o pé que tinha no ar. Depois lançou as pontas por cima da viga e prendeu-as à atadura no pé, fixando-o ao nível do joelho que também tinha levantado. A esta parte devo dizer que ando há meses com vontade de ser pendurada, mas o Mestre ainda não se sente confiante com o que sabe de corda para me amarrar em suspensão total. De qualquer forma, para esta suspensão parcial sabe que chegue.
"Bom, já deve bastar." Comentou o Mestre, acerca do próprio trabalho. "Agora, por onde vamos começar..." Disse, enigmaticamente.
Eu estava de costas para a mesa, e não vi em que é que ele ia pegar primeiro. Ouvi um tilintar que não podia senão ser da fivela de um cinto e lembrei-me do que tinha feito com as cuecas. Realmente, "ia pagá-las". O Mestre acariciou as minhas costas abaixo das minhas mãos em direcção às minhas nádegas. Por mais agradável que o toque tenha sido, senti a minha pele a arrepiar-se à espera do cinto.
A primeira chicotada apanhou-me (ou antes, apanhei-a) um bocado de surpresa, e apesar de não ter sido muito forte, fez a perna que tinha apoiada no chão ficar hirta, mas como o meu corpo se sacudiu todo de choque, perdi o equilíbrio e tive de saltitar um bocado para o recuperar. A segunda foi mais forte e arrancou-me um gemido de dor, apesar de eu estar a tentar conter-me. A terceira foi ainda pior. Não sei quantas foram, talvez mais que uma dúzia. Só sei que no fim já tinha os olhos marejados de lágrimas e o rabinho a arder, mas, se não estivesse a gostar, tínhamos parado.
"Penso que, desta parte, estamos despachados." Disse o Mestre, enquanto acariciava as minhas nádegas.
O Mestre deu a volta e pôs-se à minha frente. Olhou-me por uns instantes com um sorriso nos lábios, a admirar a minha nudez. Acariciou-me a cara e o peito, depois os flancos do corpo e, de repente, puxou-me contra si. Suspirei de antecipação, e também porque sentir-me assim incapaz de lhe resistir, sentir-me manipulada como uma marioneta de carne nas mãos dele me excita. Ele aproximou os lábios dos meus e convenci-me de que me ia beijar, mas depois, no último instante, afastou-se e deixou-me a implorar por um beijo. Em vez disso acaricou a minha barriga com as potas dos dedos, depois a minha anca e percorreu a parte de dentro da perna que me tinha pendurado. Agarrou-me o tornozelo com firmeza e olhou-me nos olhos. O seu sorriso adquiriu uma propriedade deliciosamente maquiavélica.
"Não! Não! Isso não!" Implorei-lhe.
Impávido perante as minhas preces, ele atacou a planta do meu pé com as pontas dos dedos e fez-me contorcer com cócegas. Debati-me o mais que pude, o que, naturalmente, não era muito, ou antes, não era quase nada. Tinha as mãos atadas, só tinha uma perna para fugir, e, ainda que tivesse duas, estava amarrada à viga. Por várias vezes que, a contorcer-me, encolhi a perna que tinha apoiada no chão, o que fez o arnês no meu peito enterrar-se na minha carne. Quando o Mestre se fartou de me fazer cócegas, foi um aívio, mas não posso dizer que não tenha gostado. Depois tocou-me na barriga e pôs-se atrás de mim sem deixar de me tocar. uma vez atrás de mim, atacou os flancos do meu corpo com as pontas dos dedos. Quando eu já pensava que se tinham acabado as cócegas, afinal ainda havia mais. Não me fez cócegas durante tanto tempo, mas sentir-me contorcer nos seus braços e ouvir-me rir e gemer ao mesmo tempo deve tê-lo excitado, porque acabou esse sessão de cócegas a plantar-me beijos ardentes no pescoço e a acariciar-me as mamas com as mãos.
"Também trouxe um espanador de penas," Disse ele. "mas acho que não vamos precisar dele." Dei-me por feliz.
As mãos dele deasceram das minhas mamas pelo meu corpo abaixo até me tocarem entre as pernas. Senti os dedos dele a acariciarem-me devagar, mas com firmeza. Cada toque excitante fazia a minha respiração tornar-se mais profunda e mais ofegante até uma carícia me forçar a exclamar um gemido de prazer. O Mestre parou de me tocar lá em baixo, afastou-se e ouvi-o a desapertar as calças. Depois voltou a pôr-se diante de mim.
Com uma mão acaricou-me a cara, com a outra acariciou-me uma mama e tomou os meus lábios nos seus com uma sofreguidão apaixonada. Colou o seu corpo ao meu. Tocou a minha ratinha com a ponta do seu membro e pausou inquisitivamente. Se nada podia fazer para o impedir, menos ainda disse, mas implorei-lhe que continuasse com um sorriso e um olhar. Ele penetrou-me devagarinho. Fechei os olhos, inclinei a cabeça para trás e desfrutei daquela primeira investida vagarosa. No fim, suspirei, voltei a olhá-lo e afastei os lábios, a implorar por mais um beijo. Com um braço à volta do meu corpo e uma mão nas minhas nádegas, ele beijou-me enquanto me penetrava e arrancava gemidos excitados aos maus lábios, que abafava com os seus. Quando precisei de respirar pela boca, tal era a excitação, ele continuou a beijar-me o pescoço e os ombros. Não tardou muito até que sentisse o meu corpo sacudir-se de prazer e me viesse naquele equilíbrio precário que fazia o abraço do Mestre saber ainda melhor, porque me amparava.
Assim que me vim as cordas começaram a magoar-me, e já não falo de dor erótica, e pedi ao mestre que me libertasse. Ele desamarrou a minha perna e soltou-me da viga, mas não me desamarrou o arnês.
"De joelhos." Ordenou-me, a segurar na corda que pendia das minhas costas como uma trela. "Ainda não acabámos."
Estava cansada e um bocadinho dorida, mas ao menos as cordas já não me estavam a incomodar, e chupei-o com vontade. Ouvi-o vir-se e senti o jorro morno na minha língua. Ele deixou-me engolir e desamarrou-me os braços.
Cambaleámos juntos até à sala para nos enroscarmos no sofá até serem horas de jantar.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
1 de março de 2008
Doce Prazer
Lá está, mais uma semana passada a correr. Quando comecei este blog tinha em mente actualizar a cada dois ou três dias. Parece que, agora, se conseguir um post por semana já não vamos mal... enfim.
Passemos a coisas mais divertidas. Se se recordam, no dia 14 falei-vos de brincadeiras com chantilly. Pois o chantilly não é o unico ingrediente cremoso e delicioso com que se pode brincar (como julgo que já desconfiavam). Aliás, venho contar-vos de uma brincadeira com outra coisa docinha (para além do Mestre e de mim, claro :P): leite condensado.
Ora os meus leitores que cá vêm sedentos de uma história de sexo à bruta, forçado, em que o Mestre abusa de mim e se satisfaz às minhas custas, lamento (a sério que sim, em mais que um nível), mas hoje vão ficar desapontados. Desta vez foi uma coisa muito mais sensual, mais suave, mas, como não podia deixar de ser, com sexo e cordas à mistura.
A história começou ontem (tecnicamente, anteontem, ou seja, Quinta feira) à noite. O Mestre e eu estávamos no duche, já para nos irmos deitar, quando o Mestre, já no final do duche, me abraça por detrás, beija-me o ombro e o pescoço e me diz:
"Quero sentir o gosto de cada milímetro da tua pele."
Não se passou mais nada no duche, mas eu fiquei com uma ideia bastante clara do que queria fazer. Acabámos e saímos. Secámo-nos um ao outro, como de costume. O Mestre vestiu o robe enquanto eu, que, normalmente, prefiro enrolar uma toalha à volta do corpo (o Mestre também prevere que eu faça isso. Já me tem dito que gosta de ver os meus ombros desnudos e a forma do meu corpo moldada na toalha), fui direita à cozinha.
"Não te vens deitar?" Perguntou o Mestre, ao ver-me sair com tanta pressa.
"Vai andando que já aí vou ter." Respondi-lhe de fugida.
Na cozinha peguei na lata de leite condensado que tinha comprado com a ideia de fazer Baba de Camelo para nós este fim de semana. Não me demorei a voltar para o quarto.
No quarto, o Mestre ainda só tinha vestido a parte de baixo do pijama quando eu entrei. Ele olhou para mim e eu aproveitei para concentrar a atenção dele. Mantive a lata atrás das costas enquanto caminhava em direcção a ele com um passo gingão e provocador. A talvez dois ou três passos dele, parei, deixei cair a toalha e revelei a minha nudez, bem como a lata. O Mestre estava intrigado.
"O que tens em mente?" Perguntou ele, com um sorriso nos lábios. Podia não saber o que eu pretendia ao certo, mas já desconfiava de que ia gostar.
Com movimentos lânguidos, abri a lata, depois lambi a tampa e os lábios.
"Mmm, que bom..." Suspirei. "Queres?"
Não esperei por uma resposta. Molhei a ponta do dedo no leite e cobri um mamilo com uma grande gota. O Mestre aproximou-se de mim, eu inclinei a cabeça e os ombros para trás, ele curvou-se para chegar com a boca aos meus mamilos, depois cerrou os lábios em redor do mamilo com o leite condensado e chupou e lambeu-o.
"É bom, é." Disse o mestre, também tocando no leite com o dedo e espalhando-o nos meus lábios. Depois limpou-mos com uma série de pequenos beijinhos apaixonados, durante os quais eu senti também o gosto doce.
A seguir foi, de novo, a minha vez de brincar com o leite, e deixei correr um fiozinho no peito do mestre, para poder lambê-lo aos poucos, sensualmente. O Mestre voltou a beijar-me. Era a vez dele de pôr leite onde quisesse (tem piada como acordámos logo as regras do jogo, sem palavras, mesmo sem nunca termos feito isto), mas, em vez disso, levou-me para a cama e convidou-me a deitar-me. Depois pegou na lata e deixou escorrer um fio de leite por cima das minhas mamas, na horizontal, e papou-o com pequenos chupões. Depois eu besuntei o lado da forte mandíbula do Mestre com o leite e limpei-o com beijinhos e lambidelas.
"Queres que te ate?" Perguntou o Mestre.
"Que pergunta..." Respondi, ousadamente. Tinha a impressão de que o Mestre não estava virado para me castigar nessa noite.
Ele pegou nas cordas e atou os meus tornozelos aos cantos do fundo da cama. Depois deixou cair um fio de leite entre as minhas mamas e lambeou-o todo de uma sé vez, gulosamente, e fez outra passagem, mais metódica, com lambidelas pequeninas. Enquanto eu criava uma pequena poça de leite no meu umbigo, ele amarrou o meu pulso esquerdo ao canto da cabeceira, depois o meu pulso direito e, a seguir, sorveu e lambeu o leite da minha barriga, e logo me deu um linguado com a língua coberta de açúcar. A seguir voltou a molhar um dedo no leite, mas em vez de deixar o leite gotejar nalguma parte de mim, começou a untar a minha ratinha. Uma só gota não lhe chegava, e os toques lentos mes fortes na minha pele mais sensível souberam-me mais doces que o próprio leite condensado. Depois, de acordo com as regras do jogo, lambeu o leite meticulosamente, e certificou-se de que deixava tudo limpinho. Muito limpinho, ao ponto de me fazer arquear o corpo e puxar as cordas.
"Agora devia ser a tua vez." Disse o Mestre. "Estou a ver que já amarrada a outros assuntos. Queres que jogue por ti?"
"Quero..." Suspirei-lhe eu, à espera de alguma coisa mais intensa, e não me enganei.
O Mestre tirou as calças do pijama, que nem disfarçar a enorme erecção com que já estava conseguiam, e pôs uma gota gorda na ponta do seu membro, que eu chupei com volúpia. Enquanto estava a chupar, ele pôs outra gota, mesmo à frente dos meus lábios, e eu chupei mais fundo. Depois mais uma gota e outra até que já tinha tanto da verga do Mestre na minha boca quanto conseguia meter com o pescoço dobrado para a frente, por isso ele parou de pôr gotas e disse-me que o limpasse bem. Chupei por uns momentos até que o Mestre se tirou da minha boca. Ajoelhou-se entre as minhas pernas e pôs leite no mamilo onde eu não tinha posto e chupou-o. Depois beijou-me, encostou o corpo ao meu e eperou pela minha reacção.
"Mete-mo todo!" Suspirei sofregamente, e o Mestre não se fez de rogado.
Investiu fortemente dentro de mim, abrabdando ocasionalmente para sorver mais um golinho de leite condensado ou para o entornar para dentro da minha boca, seguindo-se um linguado apaixonado e muito doce em qualquer dos casos.
O Mestre continuou a acariciar e apalpar o meu corpo enquanto fazíamos amor e eu vim-me não muito antes de ele tirar de mim. Deu-me o seu órgão viril a chupar e veio-se na minha boca.
"Não engulas." Ordenou-me, para meu espanto. "Abre a boca." Eu fiz como ele mandou, e mostrei-lhe a língua coberta da sua semente. Então ele verteu leite condensdo por cima. "Agora podes engolir."
Eu demorei-me uns momentos a misturar os dois e a saborear a mistura exótica, doce e salgada, e depois engoli.
O Mestre desamarrou-me e rimo-nos da tolice deste novo jogo. Claro que tivémos de tomar duche outra vez e só nos deitámos tardíssimo e que esta manhã nos custou imenso sair da cama, mas valeu a pena.
Quanto ao que sobrou da lata, ainda está no frigorífico. Tenho que lhe dar destino antes que se estrague. Quanto à Baba de Camelo, essa vai ter que ficar para outra ocasião. O Mestre diz que não se importa, e que o doce que fizémos a noite passada não tem rival.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
Passemos a coisas mais divertidas. Se se recordam, no dia 14 falei-vos de brincadeiras com chantilly. Pois o chantilly não é o unico ingrediente cremoso e delicioso com que se pode brincar (como julgo que já desconfiavam). Aliás, venho contar-vos de uma brincadeira com outra coisa docinha (para além do Mestre e de mim, claro :P): leite condensado.
Ora os meus leitores que cá vêm sedentos de uma história de sexo à bruta, forçado, em que o Mestre abusa de mim e se satisfaz às minhas custas, lamento (a sério que sim, em mais que um nível), mas hoje vão ficar desapontados. Desta vez foi uma coisa muito mais sensual, mais suave, mas, como não podia deixar de ser, com sexo e cordas à mistura.
A história começou ontem (tecnicamente, anteontem, ou seja, Quinta feira) à noite. O Mestre e eu estávamos no duche, já para nos irmos deitar, quando o Mestre, já no final do duche, me abraça por detrás, beija-me o ombro e o pescoço e me diz:
"Quero sentir o gosto de cada milímetro da tua pele."
Não se passou mais nada no duche, mas eu fiquei com uma ideia bastante clara do que queria fazer. Acabámos e saímos. Secámo-nos um ao outro, como de costume. O Mestre vestiu o robe enquanto eu, que, normalmente, prefiro enrolar uma toalha à volta do corpo (o Mestre também prevere que eu faça isso. Já me tem dito que gosta de ver os meus ombros desnudos e a forma do meu corpo moldada na toalha), fui direita à cozinha.
"Não te vens deitar?" Perguntou o Mestre, ao ver-me sair com tanta pressa.
"Vai andando que já aí vou ter." Respondi-lhe de fugida.
Na cozinha peguei na lata de leite condensado que tinha comprado com a ideia de fazer Baba de Camelo para nós este fim de semana. Não me demorei a voltar para o quarto.
No quarto, o Mestre ainda só tinha vestido a parte de baixo do pijama quando eu entrei. Ele olhou para mim e eu aproveitei para concentrar a atenção dele. Mantive a lata atrás das costas enquanto caminhava em direcção a ele com um passo gingão e provocador. A talvez dois ou três passos dele, parei, deixei cair a toalha e revelei a minha nudez, bem como a lata. O Mestre estava intrigado.
"O que tens em mente?" Perguntou ele, com um sorriso nos lábios. Podia não saber o que eu pretendia ao certo, mas já desconfiava de que ia gostar.
Com movimentos lânguidos, abri a lata, depois lambi a tampa e os lábios.
"Mmm, que bom..." Suspirei. "Queres?"
Não esperei por uma resposta. Molhei a ponta do dedo no leite e cobri um mamilo com uma grande gota. O Mestre aproximou-se de mim, eu inclinei a cabeça e os ombros para trás, ele curvou-se para chegar com a boca aos meus mamilos, depois cerrou os lábios em redor do mamilo com o leite condensado e chupou e lambeu-o.
"É bom, é." Disse o mestre, também tocando no leite com o dedo e espalhando-o nos meus lábios. Depois limpou-mos com uma série de pequenos beijinhos apaixonados, durante os quais eu senti também o gosto doce.
A seguir foi, de novo, a minha vez de brincar com o leite, e deixei correr um fiozinho no peito do mestre, para poder lambê-lo aos poucos, sensualmente. O Mestre voltou a beijar-me. Era a vez dele de pôr leite onde quisesse (tem piada como acordámos logo as regras do jogo, sem palavras, mesmo sem nunca termos feito isto), mas, em vez disso, levou-me para a cama e convidou-me a deitar-me. Depois pegou na lata e deixou escorrer um fio de leite por cima das minhas mamas, na horizontal, e papou-o com pequenos chupões. Depois eu besuntei o lado da forte mandíbula do Mestre com o leite e limpei-o com beijinhos e lambidelas.
"Queres que te ate?" Perguntou o Mestre.
"Que pergunta..." Respondi, ousadamente. Tinha a impressão de que o Mestre não estava virado para me castigar nessa noite.
Ele pegou nas cordas e atou os meus tornozelos aos cantos do fundo da cama. Depois deixou cair um fio de leite entre as minhas mamas e lambeou-o todo de uma sé vez, gulosamente, e fez outra passagem, mais metódica, com lambidelas pequeninas. Enquanto eu criava uma pequena poça de leite no meu umbigo, ele amarrou o meu pulso esquerdo ao canto da cabeceira, depois o meu pulso direito e, a seguir, sorveu e lambeu o leite da minha barriga, e logo me deu um linguado com a língua coberta de açúcar. A seguir voltou a molhar um dedo no leite, mas em vez de deixar o leite gotejar nalguma parte de mim, começou a untar a minha ratinha. Uma só gota não lhe chegava, e os toques lentos mes fortes na minha pele mais sensível souberam-me mais doces que o próprio leite condensado. Depois, de acordo com as regras do jogo, lambeu o leite meticulosamente, e certificou-se de que deixava tudo limpinho. Muito limpinho, ao ponto de me fazer arquear o corpo e puxar as cordas.
"Agora devia ser a tua vez." Disse o Mestre. "Estou a ver que já amarrada a outros assuntos. Queres que jogue por ti?"
"Quero..." Suspirei-lhe eu, à espera de alguma coisa mais intensa, e não me enganei.
O Mestre tirou as calças do pijama, que nem disfarçar a enorme erecção com que já estava conseguiam, e pôs uma gota gorda na ponta do seu membro, que eu chupei com volúpia. Enquanto estava a chupar, ele pôs outra gota, mesmo à frente dos meus lábios, e eu chupei mais fundo. Depois mais uma gota e outra até que já tinha tanto da verga do Mestre na minha boca quanto conseguia meter com o pescoço dobrado para a frente, por isso ele parou de pôr gotas e disse-me que o limpasse bem. Chupei por uns momentos até que o Mestre se tirou da minha boca. Ajoelhou-se entre as minhas pernas e pôs leite no mamilo onde eu não tinha posto e chupou-o. Depois beijou-me, encostou o corpo ao meu e eperou pela minha reacção.
"Mete-mo todo!" Suspirei sofregamente, e o Mestre não se fez de rogado.
Investiu fortemente dentro de mim, abrabdando ocasionalmente para sorver mais um golinho de leite condensado ou para o entornar para dentro da minha boca, seguindo-se um linguado apaixonado e muito doce em qualquer dos casos.
O Mestre continuou a acariciar e apalpar o meu corpo enquanto fazíamos amor e eu vim-me não muito antes de ele tirar de mim. Deu-me o seu órgão viril a chupar e veio-se na minha boca.
"Não engulas." Ordenou-me, para meu espanto. "Abre a boca." Eu fiz como ele mandou, e mostrei-lhe a língua coberta da sua semente. Então ele verteu leite condensdo por cima. "Agora podes engolir."
Eu demorei-me uns momentos a misturar os dois e a saborear a mistura exótica, doce e salgada, e depois engoli.
O Mestre desamarrou-me e rimo-nos da tolice deste novo jogo. Claro que tivémos de tomar duche outra vez e só nos deitámos tardíssimo e que esta manhã nos custou imenso sair da cama, mas valeu a pena.
Quanto ao que sobrou da lata, ainda está no frigorífico. Tenho que lhe dar destino antes que se estrague. Quanto à Baba de Camelo, essa vai ter que ficar para outra ocasião. O Mestre diz que não se importa, e que o doce que fizémos a noite passada não tem rival.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
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