Hoje chegou-nos, por correio, um brinquedo novo! É um vibrador da Hitachi, que o Mestre tinha encomendado pela Internet. Não é daqueles com forma de consolador, para enfiar num orifício à escolha, é antes um cabo comprido e uma grande bola para encostar à zona de prazer. Escusado será dizer, o Mestre atou-me para o experimentarmos.
Quando chegou a casa, à hora de almoço, pouco depois de mim, nem sonhava o que a tarde nos reservava. O Mestre estava todo contente, a julgar pela forma como me abraçou e me beijou, mas não me disse logo o que era. Quando lhe perguntei, mostrou-me o papel dos correios a dizer que podia levantá-lo à tarde. Mal contive o meu entusiasmo a tarde toda. Quando, por volta das seis horas, o Mestre chegou dos correios, com o brinquedo novo, quase desatei aos saltinhos de excitação.
"Quieta, menina!" Brincou o Mestre, ao ver-me tão entusiasmada. "Queres experimentá-lo?"
"Quero!!!" Gritei de contente.
O Mestre conduziu-me à sala e pousou a caixa na mesa. Mandou-me sentar e disse:
"Agora vou ao quarto buscar as cordas. Não mexes na caixa." Ordenou-me.
O que o Mestre manda, eu faço, mas os minutos, se tanto, que o Mestre demorou, pareceram-me uma eternidade. Quando voltou, eu estava à espera, impaciente, sentada, conforme ele me tinha mandado.
"Linda menina..." Disse-me ele, com uma festinha no cabelo. "Não te queres despir?"
"Não queres antes despir-me tu?" Perguntei eu.
"Já que ofereces..."
O Mestre pôs-se de pé, aptras de mim, e pousou as mãos nos meus ombros. Depois deixou-as escorregar para as minhas mamas e inclinou-se um pouco para a frente, para chegar à minha barriga. Aí agarrou a minha T-shirt e começou a levantar devagarinho. Passou a gola por cima da minha cabeça e eu levantei os braços para ajudar. Quando já estava em tronco nu, cruzei os braços por cima do peito, como se tivesse vergonha de mostrar as maminhas, mas não impedi o Mestre de enfiar a mão por entre os meus braços e o meu peito e tomar o volume de uma das minhas mamas. Depois ordenou-me que tirasse as cuecas enquanto preparava a corda.
Antes que me voltasse a sentar, ele agarrou-me os ombors por detrás e começou a atar-me. Primeiro amarrou só um arnês em torno do meu peito, sem sequer me prender os braços, depois mandou-me sentar. Então atou os meus braços firmemente às costas da cadeira, que eram de grades, e não sólidas. Depois mandou-me abrir as pernas e atou os meus tornozelos às pernas da cadeira. Satisfeito com as ataduras, acariciou o meu corpo e beijou-me. Comecei a ficar excitada.
"Pronta para o vibrador?" Perguntou-me.
"Sim, Mestre!" Respondi, ansiosa.
Com gestos deliberadamente vagarosos, à minha frente, o Mestre tirou o vibrador da caixa e ligou-o à corrente. Depois fingiu ter dificuldades em pôr um preservativo na bola do vibrador, para me deixar a babar-me mais uns instantes. Finalmente, espalhou um bocadinho de um gel lubrificante no preservativo e encostou-o às minhas partes íntimas. Ligou-o só por um instante, para me dar um gostinho do que seria, e foi o suficiente para me fazer contorcer, a afastar-me. Foi uma sensação muito intensa, e eu, que tinha a sensibilidade à flor da pele, não estava preparada. Dei um gritinho de surpresa.
"Então, é bom?" Perguntou-me o Mestre.
"Bom é dizer pouco..." Suspirei eu.
O Mestre voltou a pôr o vibrador no sítio e a ligá-lo, mas, desta vez, na velocidade baixa. Respirei fundo e deixei-me desfrutar das sensações. É muito mais intenso que o vibrador pequenino que o Mestre às vezes usa em mim. Devo ter começado a gemer, e o Mestre começou a acariciar-me com a mão livre. Devem ter-se passado alguns minutos, e eu estava mesmo a gostar, e então o Mestre pôs na outra velocidade, na mais alta, que agora não me pareceu demasiado intenso. Os meus gemidos passaram de "mmmmm!" murmurados entredentes ou a morder os lábios para "aaah!" suspirados entre arquejos de respiração ofegante e, dali a pouco, "AAAAAAHHH!!!" exclamados enquanto o meu corpo se contorcia de encontro às amarras que me prendiam e me excitavam. O Mestre deve ter-se apercebido de que eu estava muito perto de me vir, e tirou-me o vibrador.
"Querias..." Gozou-me o Mestre, enquanto me acariciava o corpo todo com as duas mãos.
Nem dois minutos se devem ter passado até que o Mestre voltou a pôr o vibrador entre as minhas pernas e ligou-o outra vez. O meu corpo, tenso do orgasmo que tinha ficado a meio, relaxou-se a princípio, com as vibrações, depois voltou a retesar-se com a excitação. O Mestre ia beijando o meu pescoço e o meu peito com volúpia enquanto me acariciava com uma mão e segurava o vibrador com a outra. Em breve, a minha barriga começou a contrair-se de encontro à mão do Mestre, com os primeiros tremores de um orgasmo eminente, que o Mestre me voltou a roubar.
"Não!" Protestei. "Quero-me vir!"
"Ai queres?" Perguntou o Mestre, entre dois beijinhos na minha testa. "Então, se eu te fizer vir, o que estás disposta a fazer-me em troca?"
"Um broche!" Respondi logo.
"Não sei..." Disse o Mestre, enquanto punha o vibrador no sítio outra vez. "Vou pensar nisso." Acrescentou, ligando-o.
Quis acreditar que ele estava a ser irónico, mas, mais uma vez, quando estava quase a vir-me, ele parou de me excitar.
"Nãããõ!!! Estava lá quase!" Choraminguei, a debater-me com as cordas.
"Se calhar, um bronce não me chega." Disse o Mestre. "Que mais me ofereces?"
"Eu faço qualquer coisa!" Exclamei, perdida de frustração. "Faço o que quiseres, mas, por favor, deixa-me vir-me!"
O Mestre, que estava acocorado à minha frente, levantou-se e passeou à minha volta por um momentou. Parou atrás de mim, agarrou-me uma mama e sussurrou-me ao ouvido:
"Só queria ouvir-te dizer isso."
Voltou a pôr o vibrador de encontro às minhas partes sensíveis. Ligou-o na velocidade máxima, e aquela dor da frustração que se tinha vindo a acumular ao fundo da minha barriga começou logo a dissipar-se. O Mestre ia massajando e apalpando as minhas mamas com uma só mão, e titilando os meus mamilos com a ponta dos dedos. Eu estava cheia de medo que ele não me deixasse vir, ainda mais quando comecei a ficar seriamente excitada, mas então, quando os meus músculos se contrairam todos, o Mestre não parou de me acariciar as mamas nem tirou o vibrador de onde estava nem o desligou, deixou-me vir.
Com o alívio da frustração de três orgasmos roubados, tive um orgasmo que bem que valeu por três. Foi mesmo espectacular, chequei mesmo a ver fagulhas a dançar à frente dos meus olhos quando me vim. Espaerava que o Mestre desligasse o vibrador, mas, em vez disso, pressionou-o com ainda mais força contra mim, e um não tardei em vir-me outra vez, com a mesma intensidade. Desta vez o Mestre já não estava a acariciar o meu peito, em vez disso, tinha o braço à volta da minha cintura, a controlar-me. Nem assim ele me deu descanso, continuou a pressionoar o vibrador, e eu já não sabia se me sabia bem ou se me doía, só sabia que me excitava. Debatia-me contra a cadeira, contra as cordas, contra o Mestre e contra o vibrador, gritava os gemidos mais selvagens que me lembro de algum dia ter feito, mas vim-me outra vez. Aí senti-me tonta e completamente exausta. Deixei-me cair na cadeira, a arfar, com um delicioso torpor a percorrer todo o meu corpo. Já nem sentia o vibrador, mas dei conta de quando o Mestre o desligou.
"Eh, olha lá!" Chamou-me o Mestre, com uma palmada na cara. "Não te lembres de desmaiar agora. Ainda me deves um broche."
Fiz por me manter acordada enquanto o Mestre me desatava e me levava até ao sofá. Deitei a cabeça no colo dele, seapertei-lhe as calças e fiz-lhe o broche que lhe prometera. Depois o Mestre tapou-me com a manta e abraçou-me enquanto eu fazia uma sesta. Fiquei arrumada por hoje.
Depois de um começo destes, tenho a impressão de que vai ser uma semana excelente.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
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