Isto é frustrante... Ontem fui jantar ao Glicínias com o Mestre. Ficámos sentados quase ao lado do Homem da Pêra. Fiquei de frente para ele, a menos de três metros o tempo todo, a olhar para ele, o Mestre até achou estranho (não tinha reparado quem era quando nos sentámos) e o Homem da Pêra não deu conta. Ou, se deu, não acusou o toque. Não me devolveu o olhar uma única vez. Que diabo, quando uma gaja boa olha para um gajo, o gajo olha para ela, ou não? Mas não, ele ficou para ali, acabou de comer e foi-se embora sem nunca me prestar atenção. Vou fazer birra!
O que vale é que o Mestre dá-me a atenção de que eu preciso.
Ainda ontem, depois do jantar, quando voltámos, mudei de roupa e fui acabar umas cenas para a Universidade no portátil (cada vez gosto menos daquela coisa. Como é que há gajos que gostam dos computadores supera-me). Ao menos, quando acabei, não estava irritada, como costumo ficar, depois de estar a trabalhar ao computador; sentia-me aliviada por aquele trabalho estar acabado. O Mestre também estava ocupado, e ficou ocupado durante mais tempo, de maneira que, já que ligar a televisão o ia incomodar, fui antes pendurar a roupa lavada a secar.
Devem ter-se passado uns dez ou vinte minutos. Estava tão concentrada na roupa que não dei conta do Mestre entrar na cozinha. Assustou-me quando me abraçou pela cintura, não estava à espera.
"Quem está aí?" Perguntei eu, na brincadeira.
"É capaz de ser o Homem da Pêra." Brincou o Mestre.
"Isso queria ele..." A sério, é ele que fica a perder.
"Já não é cedo. Vens para a cama?"
"Só se tiver quem me leve."
Não era o que eu tinha em mente, mas o Mestre agarrou em mim, pegou-me ao colo e levou-me para o quarto. Deitou-me na cama e beijou-me.
"O que é isto?" Ouvi-o perguntar, depois de sentir alguma coisa dura contra a barriga.
Eram duas molas da roupa. Tinha-as posto na T-shirt para não ter que estar a ir sempre ao cesto delas enquanto estendia a roupa, e tinha-me esquecido de as tirar.
"Olha, estas também querem brincadeira..." Comentou o Mestre.
"Então já somos três."
"Quatro." Corrigiu o Mestre. "Há duas molas."
"Ena tantos!" Disse eu. "Que grande bacanal!"
O Mestre começou a desapertar a camisa e eu despi-me. Como despir-me é um instante, ainda tive tempo de ajudar o Mestre a despir-se. Depois os dedos dele acariciaram o meu corpo e arrepiaram-me com uma ligeira cócega. Ele continuou a tocar-me e a beijar-me até as nossas repirações se tornarem pesadas. Depois, sem deixar de me abraçar com um braço, pôs uma mão na minha mama, sem apertar, só a acaricar devegarinho, e os meus mamilos pareciam que iam cair, de tão duros que estavam. Quando o Mestre me olhou nos olhos, era evidente que estava mortinha por ser atada. Deu-me mais um beijo e encostou-me às grades da cabeceira da cama.
"Quieta!" Orednou-me ele, com o dedo espetado na minha direcção.
Procurou duas cordas pouco compridas na gaveta das marotices e voltou para mim. Ordenou-me que me ajoelhasse e agarrasse a barra de cima da cabeceira e começou a prender-me o pulso. Prendeu-me cada braço à trave em três pontos, deixou-me de braços abertos, sem poder fechá-los ou virar-me ou levantar-me. Depois pegou em mais cordas e mandou-me soerguer-me. Atou os meus joelhos aos postes da cama, para não poder fechar as pernas e decretou que chegava. Tenho de confessar que gosto mais das posições em que sinto as cordas em redor do meu tronco, mas também gosto de me sentir exposta e à mercê do Mestre, sobretudo quando o Mestre aproveita a situação para me tocar em todo o lado.
"Estás a gostar?" Perguntou-me o Mestre.
"Estou..." Suspirei eu.
"Pois, eu também." Ele pegou nas molas da roupa, que tínhamos deixado na mesinha de cabeceira, "Mas estas duas estão aborrecidas de morte."
"Vais atá-las também?" Ri-me.
"Não. Vou antes pô-las onde gostem de estar."
Acariciou os meus mamilos com as pontas dos dedos. Depois pegou num deles com firmeza, puxou-o um bocadinho para si e pôs-lhe uma mola. Não consegui reprimir um gemido. Já tenho dito que gosto que me apertem os mamilos, mas foi a primeira vez que senti molas da roupa a fazer as vezes de dedos. É diferente, a pressão é maior, e a área é menor, por isso é uma sensação mais aguda, dói mais, mas continua a ser o tipo de dor de que gosto. O Mestre deu-me tempo de me adaptar e acariciou-me o peito antes de me pôr a outra mola no outro mamilo. Voltei a gemer.
O Mestre mandou-me levantar as ancas e encaixou-se entre as minhas pernas. Guiou o seu membro erecto em direcção à minha ratinha, quente e ensopada. Roçou a ponta contra mim algumas vezes, fez-me implorar que mo metesse.
"Mete-mo todo!" Gemi. É daquelas frases que dizem tudo, não é? Adoro dizê-la ao Mestre, nestas circunstâncias, e ele parece gostar de me ouvir dizê-la.
Com as mãos do Mestre nas minhas ancas a marcar passo e as ancas do Mestre a virem de encontro às minhas, cavalguei monte acima até ao cume da excitação. De vez em quando, o Mestre tocava nas molas, dava-lhe piparotes, e eu sentia uma dor aguda nos mamilos que me fazia saltar de excitação e gemer de prazer. Quando finalmente, com os lábios pressionados contra os do Mestre e a sentir as suas investidas dentro de mim, senti que me ia vir, ele apercebeu-se. Tirou uma das molas, e a sensação foi mais uma novidade. Primeiro, doeu como o caraças, mas também foi uma sensação de alívio, ou seja, uma mistura espectacular que me fez gritar, não sei se mais de prezer ou de dor, mas, quando o Mestre tirou a outra, um orgasmo monstruoso sacudiu-me toda. O Mestre agarrou o meu corpo com firmeza, e os nossos corpos juntos contorceram-se de prazer enquanto nos vínhamos abraçados.
Quando os nossos corpos pararam de saltar de encontro um ao outro, beijámo-nos com paixão e carinho, o Mestre disse-me uma data de coisas bonitas e desatou-me enquanto continuava a beijar-me. Depois, agarradinhos, ainda dormimos umas horas. Lá me deu a insónia e levantei-me, vim escreevr isto. Chatice, vou ficar com o sono todo desregulado. A passarada já está a chilrear como se não houvesse amanhã, lá fora. Daqui a bocado vou ter que ir para as aulas. Chatice...
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
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