Junho é o meu mês favorito. É o mês em que começa o Verão, o mês em que fica calor e, antigamente, era o mês em que as férias começavam. Agora as férias começam mais tarde, mas ainda gosto do mês de Junho. Este ano é que nem deu para aproveitar... Com aulas, trabalhos e exames, foi uma desgraça.
Claro que não foi um desastre completo, e, apesar de mais parecerem quinze dias do que um mês, deu para fazer umas brincadeiras com o Mestre. A última, e talvez a melhor deste mês (a concorrência era pouca, mas feroz), foi aqui há dias.
Já era tarde, e eu tinha tido exame. No dia a seguir não tinha nada planeado, a não ser talvez começar a estudar para o próximo, de maneira que levantar-me cedo estava fora de questão. Tinha acabado de me deitar e o Mestre vinha deitar-se ao meu lado. Aproximei-me e detei a cabeça no ombro dele, e ele abraçou-me. Demos um beijinho de boas noites. Fechei os olhos e aninhei-me, lancei a perna por cima das ancas do Mestre e pretendia ficar assim agarradinha a ele. Foi aí que senti a dureza do seu membro.
"Que temos aqui?" Perguntei eu, passando outra vez com a coxa por cima do pau duro do Mestre.
"Oh, sabes como é..." Desculpou-se ele. "Às vezes, quando um homem se deita com uma mulher atraente, pode acontecer uma coisa destas."
"Deixa-me tratar disso." Ofereci.
"Já é para o tarde. Não estás cansada?"
"Só um bocadinho." Disse eu, com a mão a caminho das calças do pijama dele.
Agarrei-lhe na vara e acariciei-o devagarinho a princípio, depois mais depressa, a sentir a respiração dele a tornar-se cada vez mais superficial e mais rápida.
"Pára!" Disse o Mestre, quando eu julgava que ele estava mais excitado.
"O que foi?" Perguntei eu. "Não estás a gostar?"
"Ó fofinha, estou a adorar." Disse ele. "Deixa-me dar-te prazer também."
Claro que não ia recusar. Deitei-me de costas e afastei só um bocadinho as pernas. Senti a mão dele a levantar-me a parte de cima do pijama e a pousar levemente na minha barriga. Como uma aranha que arrastasse os pés, as pontas dos dedos dele rastejaram pelo meu corpo até ao meu peito. Os dedos do Mestre começaram a brincar com um mamilo e a acariciar o resto da mama, devagar e com volúpia. Os seus lábios beijaram-me o rosto várias vezes até encontrarem os meus e continuámos a beijarmo-nos enquanto ele me acariciava até que a paixão me fez arquear as costas, mesmo sem eu dar conta. Foi então que o Mestre deixou o meu peito e deslizou a mão pela minha pele, desta vez para baixo. Acariciou as minhas coxas nuas (nesta altura do ano prefiro pijamas curtos, com calções em vez de calças), passando de uma para a outra, acariciando um pouco mais acima de cada vez que mudava de perna. Quando já não havia mais coxa por onde subir, o Mestre pousou a mão contra a minha ratinha, por cima do pijama. Acariciou-me com movimentos curtos e lentos por um momento, que se tornaram em movimentos longos e lânguidos até que, de tão longos, permitiram que os dedos deles se enfiassem debaixo do meu pijama e me tocassem onde eu estava mais sensível e mais ardente de antecipação pelo toque dele.
"Vamos fazer amor..." Propus eu, num suspiro de paixão.
"Vamos." COncordou o Mestre.
Afastámos o lençol, não íamos precisar dele por um bocado. Sentámo-nos na cama e logo as mãos do Mestre agarraram o meu pijama a despir-me, com eu ao Mestre. Logo nos achámos nus, e os nossos corpos, de encontro um contra o outro, contorciam-se levemente de uma paixão quente e carnal deliciosa. O Mestre deitou-se de costas e eu, que estava a beijá-lo, montei-o para continuar. Sentada sobre as suas ancas, a sentir a sua carne firme a roçar, oacasionalmente, contra as minhas partes mais sensíveis, deixei os seus lábios por um momento para lhe beijar o peito largo. As mãos dele emaranharam-se no meu cabelo e continuaram a acariciar-me enquanto ele se deleitava com o toque dos meus lábios. Depois senti-o a tomar-me pela força dos seus braços, deitar-me de costas na cama e ficar sobre mim. Os seus lábios procuraram o meu pescoço com uma volúpia quase animalesca e consumiam-me com beijos enquanto uma das suas mãos agarrava com firmeza e suavidade a minha mama. Foi aí que um ruído que eu conheço bem me fez sentir um baque: uma gaveta a abrir-se.
"Vais atar-me?" Perguntei eu, desnecessariamente, sem fôlego da excitação.
O Mestre saiu de cima de mim e eu sentei-me na cama. No escuro, apenas com o toque dele e da corda para me guiar, ele amarrou-me um arnês de peito, sem me prender os braços. Depois precebi que ele queria que eu me inclinasse para a frente e agarrasse os tornozelos. Com várias cordas curtas, o Mestre atou cada um dos meus cotovelos ao joelho correspondente, depois os pulsos aos tornozelos. Atou ainda os tornozelos juntos, para me restringir ainda mais os movimentos. Sentada na cama, com os braços entre as pernas dobradas e incapaz de me levantar ou sequer de me endireitar, contorci-me nas minhas amarras. Estava bem presa, mas confortável. Depois o Mestre pegou-me pelos ombros e deitou-me de costas. Por uns minutos o Mestre deleitou-se com as minhas coxas.
Deixem-me fazer aqui um parêntesis. Já tenho recebido e-mails de alguns leitores que se "queixam" que escrevo sempre como se o meu corpo fosse o melhor. Primeiro deixem-me dizer-vos que gosto do meu corpo e acho que, sem favor, sou boa. Talvez não seja de parar o trênsito ou de voltar cabeças, mas quero deixar ficar bastante claro que, sem arrogância, não sou nada de deitar fora. Está bem que não tenho um corpo perfeito, mas é claro que não venho para aqui falar dos defeitos que lhe acho. Quanto às acusações de ser convencida, sim, sou um pouco convencida, não muito, mas acho sinceramente que tenho um bocadinho de motivos para isso. Depois, há outra coisa: o Mestre é sempre tão apaixonado quando fazemos amor que me faz sentir, pelo menos naquele momento, como se o meu corpo fosse melhor que o que realmente é, e quando escrevo acerca disso volto-me a sentir um pouco como me senti na altura, e, às vezes, lá exagero um bocadinho. Mas, sinceramente, se não podem suportar isso, não sei que vos faça.
Adiante. O Mestre acariciou as minhas coxas por uns minutos. Depois agarrou nos meus pulsos e tornozelos pelas voltas de corda que os prendiam e tocou-me ao de leve na planta do pé. Torci-me de cócegas. Ele fez-me cócegas mais algumas vezes, forçou o meu corpo a debater-se contra as cordas, e senti-las cravarem-se na minha pele deixou-me louca de excitação. Tocou a minha ratinha e viu como eu estava ensopada. Enfiou um único dedo dentro de mim, uma provocação, que um dedo não me chega, mas fez-me umas carícias por dentro que me deixaram a salivar (de vários lados) por mais.
O Mestre virou-me, fez-me ajoelhar na cama, com as ancas no ar e os ombros no colchão. Claro que, com o meu rabo assim, todo exposto, o Mestre me deu umas palmadas, primeiro devagar, depois com força, sempre entrecortadas com deliciosas carícias, até eu ter o rabinho rosado e quente. Senti a ponta do seu membro erecto a procurar a minha entrada, a encontrá-la e a penetrar-me só mesmo um bocadinho, só a pontinha. Foi aí que a minha respiração, a mil à hora, começou a tronar-se mais vocal, como pequenos gemidos excitados, à espera que ele enfiasse o resto do seu vergalho em mim, mas ele quis deixar-me frustrada por mais um momento e voltou a sair. Ia chorando, mas outro som familiar confortou-me: o zumbido do vibrador novo, o da Hitachi que me deixa toda maluca. O Mestre ligou-o na velocidade mais baixa e pôs-mo na mão. Estava na posição ideal para o levar ao clitóris e desfrutar das vibrações. Para ajudar, o Mestre penetrou-me, e desta vez meteu-mo todo (que saudades de escrever esta deliciosamente brejeira expressão). Agarrou-me pelas ancas e penetrou-me fundo e com força. Cada impacto das ancas dele contra as minhas nádegas, que um tapinha aqui e ali mantinham vermelhinhas e a arder, forçava mais um gemido de mim. As vibrações e a penetração ao mesmo tempo são uma combinação extremamente intensa, e excitei-me muito depressa. Quando eu estava já bem lançada, o Mestre tirou de mim e tirou-me o vibrador. Não foi uma coisa sádica, de me privar do prazer como o Mestre já me tem feito (e eu adoro), senti que o Mestre estava a quere despachar-se, e, em menos de nada, pôs o vibrador na velocidade alta e voltou a penetrar-me. Com um prazer tão intenso, não tardei em vir-me, a morder a borda do colchão para não acordar os vizinhos com o gemido que me apetecia libertar. Nem o Mestre nem muito menos o vibrador se cansaram, e logo outro orgasmo me tomou como uma onda a abater-se sobre mim, a cobrir o meu corpo, imiscuir-se em todo o lado e a deixar-me encharcada de prazer. Mais algumas deliciosas vagas de prazer se sucederam rapidamente até que, quando já não aguentava mais, o vibrador me caiu dos dedos. Sentia-me como se tivesse a ratinha toda dormente e exausta, como quando uma pessoa chega a casa do ginásio, mas só na minha ratinha. O Mestre percebeu que eu já tinha dado (ou recebido) tudo o que tinha a dar e não me penetrou mais; em vez disso fez-me sentar outra vez e levou o seu caralho quente e a escorrer dos meus fluidos aos meus lábios. Abocanhei-o com a volúpia de querer agradecer ao Mestre pelo prazer que me tinha dado e chupei-o até que ele se veio na minha boca. Engoli, o Mestre desamarrou-me, deitou-me devagarinho e cobriu-me com o lençol. Dormimos agarradinhos até quase ao meio dia.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
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