12 de agosto de 2008

Eu gosto é do verão, Parte IV

Pois este ano só ficámos uma semana em Buarcos, mas uma semana bestial. Voltámos ontem para Aveiro, chegámos à noite, para aproveitar bem o último dia e viajarmos pela fresca, e logo hoje havia de chover! Isto é que é uma recepção calorosa! Com este tempo nem me apetece ir ao ginásio. Mas pronto, vamos antes falar de coisas giras, e, por coisas giras, refiro-me a sexo :P.

Uma noite, esta semana que passou, já depois de jantar, estava pouco calor, mas, à beira mar, está quase sempre um tempo húmido, e apeteceu-nos aproveitar para dar uma volta pela Marginal, já do lado da Figueira, para quem conhece a zona, mais ou menos entre o Emanha e o Casino. Para quem não conhece, paciência!

Cheegámos, o Mestre estacionou e saímos. Caminhámos pelo passeio, de mãos dadas, ao som do mar e a saborear o vento até que chegámos àqueles passadiços de madeira do Oásis (para quem não sabe, o Oásis de que falo é uma zona da praia da Figueira da Foz onde o ex-autarca Pedro Santana Lopes, esse grande malandro, mandou fazer uns enfeites para atrair turistas; não é uma banda de meados dos anos 90). Aí o Mestre sugeriu um jogo: íamos-nos separar e vaguear até nos encontrarmos, e depois íamos-nos engatar um ao outro como perfeitos desconhecidos.

Desde que fui viver com o Mestre que nem sequer olhei para outro homem com olhos de ver (OK, pronto, excepto o Homem da Pêra! Nem me lembrem :P), e já nem sabia se ainda seria capaz de engatar um homem. Tecnicamente, ainda não sei, já que era garantido que ia conseguir (ou será que foi o Mestre que me engatou? Já lá chegamos...).

Meti caminho pelo passadiço de madeira e virei costas ao Mestre, que, tanto quanto eu sabia, seguiu pelo passeio. Quando, uns passos mais adiante, olhei para trás, já não o vi. O Mestre, quando quer, sabe esconder-se muito bem. Como sabia que havia de dar com ele, mais cedo ou mais tarde, não me preocupei em procurá-lo, e desfrutei do passeio. A dada altura, estava eu parada a olhar para a praia escura, quando a voz familiar do Mestre me soou ao ouvido, inesperadamente.

"Boas noites." Disse.

"Ai, credo, que me assustou!" E era bem verdade, não estava nada à espera.

Depois o Mestre pediu desculpas, apresentou-se com um nome assumido (disse que se chamava Peres. Ainda não sei se não terá sido uma referência ao Homem da Pêra, porque Pêra e Peres anda ela por ela), perguntou-me o meu nome, ao que eu respondi que me chamava "Bárbara" (lá há nome mais sexy do que Bárbara? Tirando Catarina, claro) e então o Mestre atirou-me uma frase de engate tão foleira que até tenho vergonha de a dizer aqui (e bem sabem que eu não costumo ter vergonha nenhuma neste blog LOL). Eu fiz de conta que me deixei seduzir por aquela parolice, e deambulámos juntos por um bocado, até que encontrámos um banco, daqueles onde as pessoas param a meio caminho entre o areal e o passeio, para tirarem a areia dos pés e calçarem os sapatos. O Mestre convidou-me a sentar sentou-se ao meu lado. Não passava ninguém, e estava escuro. O Mestre pôs um braço à volta dos meus ombros e afastou os meus cabelos com uma mão.

"A Bárbara é tão bonita." Sussurou-me ele ao ouvido. "E cheira tão bem." Tocou a minha orelha levemente com a ponta da língua, fez-me estremecer de cócegas. "E tem um gosto delicioso."

"Oh, Peres..." Ri-me eu, a fazer-me de difícil, a afastá-lo com pouca energia.

Claro que o Mestre não aceitou isso, e voltou a abraçar-me. Olhou-me nos olhos e inclinou-se na minha direcção. Correspondi e beijámo-nos, primeiro só um beijinho, depois começámos a curtir. As mãos do Mestre começaram a explorar o meu corpo por cima da minha roupa, e, naquela privacidade precária da noite, dei comigo a adorar que este "Peres" me beijasse daquela maneira sequiosa enquanto uma das suas mãos me apalpava uma mama e a outra se intrometia no meio das minhas pernas. Não consegui conter um arquejo de excitação.

"És tão boa, Bárbara!" Suspirou o Mestre (ou o Peres).

"Oh, Peres..." Suspirei eu, por um lado sem querer ir mais longe no meio da rua, por outro não querendo que ele parasse.

"Queres ir a minha casa, Bárbara?" Convidou-me.

Já não tinha fala, só acenei que sim. Os minutos que demorámos pareceram-me horas de tortura. Quando chegámos, tal era o desejo, que não consegui esperar que o Peres acabasse de abrir a porta de casa, agarrei-o pelo pescoço e deixei-o debater-se atabalhoadamente com a fechadura enquanto nos beijávamos com paixão. Assim que entrámos, numa atitude rara para mim, tomei uma posição de liderança e encostei o Peres contra a porta fechada e continuámos a devorar-nos um ao outro. Quando precisei de ganhar fôlego e parei por um momento, deixei-me guiar, para minha surpresa, não ao quarto mas à sala. Tropeçámos e caímos no sofá sem para de nos beijarmos, e, deitado de costas, comigo por cima dele, o Peres ia-me acariciando e apalpando liberalmente. Entre carícias e arquejos guturais, o Peres desembaraçou-se de mim e pediu-me que esperasse um momento, que já voltava.

Deixou-me no escuro, como se eu não soubesse ao que ele ia, e eu aproveitei para me despir. Nem vos consigo dizer como me soube bem tirar o soutien e deixar as minhas mamas, que já tinham tido uma dose valente de carícias e apalpadelas, ao ar. Os meus mamilos estavam rijos como pedrinhas. Nua e morta de desejo, voltei a sentar-me no sofá, ensaiei uma pose provocante, primeiro sentada direita, com as pernas cruzadas e as mãos sobre o joelho, como uma senhora, depois quase deitada, apoiada num cotovelo, com os cabelos a pender para trás. Então o Peres voltou, com as cordas, tal como eu esperava, e mandou-me sentar numa cadeira da mesa de jantar. Então atou os meus tornozelos às pernas da frente da cadeira, de maneira a eu ficar de pernas abertas, e os pulsos ao topo das pernas de trás.

Comigo imobilizada, agarrou uma mão cheia do meu cabelo e inclinou-me a cabeça para trás, para me voltar a beijar na boca enquanto a outra mão me voltava a apalpar, primeiro as mamas, depois beliscou-me os mamilos e finalmente começou a descer devagar pela minha barriga abaixo. Quando estava mesmo prestes a tocar-me entre as pernas, largou o meu cabelo, passou a beijar-me no pescoço e na clavícula, e pôs as mãos nos meus joelhos. Acariciou-me pelas coxas acima até voltar às minhas virilhas. Mesmo com os tornozelos atados eu fazia por abrir ainda mais as pernas e por levantar as ancas, para facilitar. Senti os dedos dele a afastar os meus lábios engrossados e ensopados da minha paixão e a percorrer-me ao de leve no meu sítio mais sensível, a mandar um arrepio delicioso pelo meu corpo todo. Depois, um dedo mais explorador encontrou a minha entrada e não se fez de rogado, seguido por outro, enquanto que outros dedos partiam à descoberta do meu botãozinho do prazer e os lábios dele desciam até me chuparem um mamilo, apenas segundos antes de os dentes por detrás pegarem no mesmo mamilo e o repuxarem até o deixarem escorregar e escapar-se (Ai que bom!). Quase a chorar de excitação, explodi num orgasmo magnífico às mãos daquele Peres que eu acabara de conhecer.

Depois o Peres endireitou-se e desapertou as calças. Naturalmente, estava de pau feito, e enfiou-mo na boca sem cerimónia. Voltou a agarrar-me pelos cabelos e ditou ele o ritmo e a profundidade do broche, eu só tinha que chupar. A páginas tantas empurrou-me, tirou da minha boca e assentou-me uma valente bofetada.

"Que grande puta que tu me saíste, Bárabara!" Atirou-me, com um olhar que, no escuro, me parecia ter tanta daquela malícia sádica quanto a que lhe ouvia na voz. "A chupares assim a verga a um estranho!"

Queria responder-lhe, mas não só estava demasiado lerda para me lembrar de uma resposta minimamente inteligente como também o Peres tinha razão. Desatou-me e mandou-me ficar de pé, atrás da cadeira. Atou os meus tornozelos às pernas de trás da cadeira e os meus joelhos às costas da cadeira. Tinha-se agachado para o fazer, e antes de se levantar deu-me um belo açoite, com uma mão em cada nádega e um valente apalpão. Levantou-se e apalpou-me as mamas por detrás, voltou a beliscar-me os mamilos (já alguma vez disse que adooooro que o Mestre me belisque os mamilos? Afinal também adooooro que o Peres me belisque os mamilos :P). Estremeci por um momento antes de o Peres me forçar a dobrar-me e atar os meus pulsos às pernas da frente da cadeira. Estava na posição ideal para levar por detrás.

"Queres, Bárbara? Queres?" Perguntou-me o Peres enquanto esfregava o seu membro erecto na minha ratinha ferverosa. "Pede-o, Bárbara."

"Oh, Peres!" Gemi eu. "Mete-mo todo, Peres!" Implorei.

O Peres não me fez repetir-me, e enterrou-se na minha carne como se não houvesse amanhã. Agarrou-me pelas ancas e atirou-as violentamente contra as suas, a dar-me com força por trás, a arrancar-me gemidos de cada vez que investia ou me açoitava uma nádega ou me apalpava uma mama. A certa altura, enquanto eu me debatia com as minhas amarras, a adorar cada momento e cada magnífica sensação, o Peres puxou uma das pontas da corda que me prendia o pulso direito e mandou-me tocar-me. Os meus dedos encontraram logo o meu clitóris e esfreguei-me com volúpia durante o que me pareceu milésimos de segundo até me vir outra vez, e logo outra enquanto o Peres se vinha dentro de mim. Depois tive que voltar a apoiar a mão no tampo da cadeira, que o Peres, exausto de me foder à bruta por detrás (acho que nunca tinha usado a palavra "foder" neste blog. Não sei se gosto. É um bocado "violenta", mas excitou-me um bocadinho escrevê-la. "Foder". "Foder-me à bruta por detrás". Talvez me habitue...), apoiou-se em mim um momento, ofegante, antes de me desatar.

"Oh, Peres..." Suspirei uma última vez.

"Deixa lá o Peres." Disse-me o Mestre. "Tomara ao Peres ter estado aqui em meu lugar."

Acredito. E tomara à Bárbara ter estado lá em meu lugar. Pior para o Peres e a Bárbara. Pode ser que se encontrem e se divirtam como nós.

Já agora, a minha página do myspace é http://www.myspace.com/boundkate. Vão lá ver!

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

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