Já vai sendo altura de escrever aqui qualquer coisinha. Acontece que tenho andado chateada. Este Natal foi um desastre completo e a passagem de ano foi a condizer. Francamente, às vezes nem eu percebo porque raio continuo a voltar a casa dos meus pais nestas ocasiões. Não é que eles não saibam que eu vivo com o meu namorado (só não sabem é que ele é o meu Mestre). Está bem que eles não concordem, lá têm a opinião deles, também têm direito a ser puritanos (eu digo isto no plural, mas, na verdade, acredito mais que seja só a minha mãe e que o meu pai até nem se importa que eu viva "em pecado" - muito obrigado, malvada Igreja Católica, por esta e todas as outras horríveis expressões que inventaste para tentares fazer com que nos sintamos culpados por fazermos o que nos faz felizes, sem fazer mal a ninguém), mas bem que me podiam apoiar quando eu tento prosseguir com a minha vida afectiva. Nem peço que me dissessem para passar o Natal e o Ano Novo com o Mestre, como queríamos; já só queria que não fizessem chantagem de cada vez que falo nalguma coisa do género. Mas pronto...
Outra coisa é que, na porcaria da província, quase que fico à espera que as pessoas fiquem admiradas com tecnologias banais, tipo, luzes elétricas ou relógios digitais, o que serve para dizer que, às duas por três, a net não funciona. E wireless? Que piada! Já para não falar do frio. Por essas e por outras (como, por exemplo, o meu portátil estar a dar as últimas. Devia ter pedido um novo ao Pai Natal, mas, a ajuizar pela atenção que ele me deu este ano, se calhar não fazia diferença) é que não escrevi o que vem a seguir mais cedo.
Isto já se passou o mês passado. Fiquei em Aveiro tanto tempo quanto consegui sem a minha mãe ter um ataque de histeria e exigir que eu voltasse imediatamente (já devem estar fartos de me ouvir a queixar-me sempre do mesmo, desculpem lá, mas é que há coisas que me tiram do sério...). Na última noite de 2008 em que estivemos juntos, o Mestre e eu achámos que devíamos fazer alguma coisa especial, alguma coisa de que nos lembrássemos durante as semanas que íamos ficar sem nos vermos. Portanto, já perto da hora de irmos para a cama, acendemos umas velas na sala (velas aromáticas, cheiram mais ou menos a coco, compro-as na Natura, no Glicínias) e trocámos presentes de Natal, já que, no Natal propriamente dito, não íamos estar juntos. O Mestre ofereceu-me um conjunto de soutien e cuecas vermelhos, da Réverie (já lá tenho passado. A loira que lá trabalha é bem gira. O que vale é que eu não tenho ciúmes :P). Eu ofereci-lhe chocolates (não tenho grande imaginação para prendas...). Depois bebemos um cálice de Bailey's, só um, porque, quando se vai praticar sadomasoquismo, é importante estar-se sóbrio por várias razões. Passámos uns minutos no sofá, à luz das velas, aos beijinhos, até ficarmos excitados e nos começarmos a despir um ao outro. Continuámos a tocarmo-nos e a beijarmo-nos durante algum tempo, mesmo depois de já estarmos nus. Não me lembro da última vez que o Mestre me beijou com tanta paixão. Quando enterrou a cara entre as minhas mamas, a agarrar-me com um braço pela cintura e a tocar-me numa mama com a mão livre enquanto me beijava as mamas alternadamente, com dentadinhas amorosas pelo meio, senti que estava pronta para passar à fase seguinte. Disse-o ao Mestre, mas ele, em vez de parar e pegar nas cordas, disse-me que esperasse e continuou a acariciar o meu corpo e a beijar-me. Inclinou-se sobre mim e fez-me deitar no sofá. Depois cobriu a minha barriga de beijos escaldantes enquanto me acariciava as mamas com as mãos. Então levantou-se e foi buscar as cordas.
Já tínhamos combinado de antemão o que íamos fazer, por isso não houve surpresas. Eu sentei-me logo na otomana e pus as mãos atrás das costas. O Mestre atou-me os pulsos um ao outro e depois os cotovelos. Gosto dessa posição, obriga-me e empurrar o peito para a frente e mostrar bem as mamas. Tenho algum orgulho nas minhas mamas, acho que são bem bonitas! O Mestre acabou essa atadura e passou a atar os meus joelhos e os meus tornozelos. Depois sentou-se atrás de mim, encostado a mim, acariciou-me os braços e perguntou-me se estava tudo bem, se eu estava confortável. Disse-lhe que sim, e ele agarrou as minhas mamas e acariciou-mas um bocadinho enquanto me beijava, depois fez círculos à volta dos meus mamilos com os dedos antes de me vendar. Levantou-se e eu fiquei à espera que ele fosse buscar a vergasta, mas não esperava que ele me agarrasse e desatasse a beijar-me o pescoço outra vez. Depois foi mesmo buscar a vergasta. Ouvi o som da vara de madeira a cortar o ar. O Mestre faz sempre isso antes de me vergastar, só para estabelecer o ambiente. Às vezes até o faz duas ou três vezes, é normal. Antes de me bater acariciou-me a cara e os lábios com os dedos, disse-me que eu era linda e que me adorava. Depois voltei a ouvir o zunido da vergasta e senti a vergastada nas pernas. A segunda vergastada foi nas mamas. A terceira na barriga. Depois voltei a ouvir o som da vara e tremi de medo, à espera da pancada, os sítios onde já tinha levado parecia que doíam ainda mais com a antecipação, mas o Mestre não me bateu, foi só para assustar. Depois outra vez a mesma coisa. A seguir voltou a bater-me no peito, mesmo nos mamilos. Gemi por entredentes, porque doeu mesmo, não sei se de me ter batido com força, se de ter sido numa zona tão sensível ou se porque, depois de duas vergastadas em falso, não estava à espera que, à terceira, fosse de vez. O Mestre ainda me vergastou mais algumas vezes, com algumas sem me acertar de premeio, para me assustar (e bem que funcionava, de cada vez que ouvia a vergasta encolhia-me toda, de medo, mas adorei). A seguir, o Mestre pôs a mão no alto da minha cabeça e puxou-a devagarinho para a frente, em direcção ao seu pau. Naquela posição, sentada, não podia ir tão fundo como, por exemplo, ajoelhada entre as pernas dele, mas fiz questão de usar bem a língua na cabeça do órgão dele enquanto chupava. Depois, sem aviso, agarrou-me pelos ombros e forçou-me a deitar-me de costas na otomana.
Não me devia ter surpreendido, afinal tínhamos planeado que assim fosse, mas apanhou-me suficientemente desprevenida para me fazer dar um gritinho. Dei por mim deitada, imobilizada, com a cabeça a pender de um lado e as pernas do outro, ainda com várias linhas de dor a queimarem-me a pele e a tentar respirar fundo, na escuridão. Quando as primeiras gotas de cera quente das velas me caíram na barriga contorci-me toda e voltei a gritar de dor. O Mestre parou de deixar a cera pingar e deu-me tempo para me acalmar enquanto a cera arrefecia na minha pele. Então acariciou-me o cabelo e deu-me um grande beijo na boca. Logo a seguir, parecia que ainda nem tinha separado os lábios dos meus, deixou a cera pingar para cima das minhas mamas. Mordi o lábio de baixo, a tentar conter mais gemidos, por esta altura, tanto de dor como de excitação, e continuei a contorcer-me contra as minhas amarras enquanto o Mestre gotejava cera quente, ora na minha mama direita ora na esquerda. Deixou cair algumas gotas de menos alto, ou seja, mais quentes, em cheio nos meus mamilos. Depois parou e acariciou-me o corpo todo antes de pegar em mim, virar-me ao contrário e me deitar, de barriga para baixo e com as pernas de fora da otomana.
As mãos dele acariciaram o meu rabinho, o Mestre apalpou-me ligeiramente as nádegas antes de começar. Depois deu-me uns valentes açoites. Cada palmada parecia que ressoava pelo meu corpo todo, mas também que mandava choques eléctricos pelo meu corpo acima. No fim, o meu rabinho estava vermelho e a arder, e, de cada vez que o meu coração batia, sentia-o a tremer, como se inchasse por um momento. Sentia o mesmo pulsar do outro lado, na minha ratinha molhada e esfomeada pela verga do Mestre. O Mestre acariciou o meu rabinho dorido e beijou as minhas nádegas ardentes. Depois encostou o pau às minhas partes femininas.
"Queres, fofinha?" Perguntou.
"Quero!" Arfei, excitada. "Por favor, Mestre, por favor, mete-mo! Mete-mo todo!" Implorei-lhe, não só porque já sabia que ele me ia mandar fazê-lo mas também porque me excita. Na verdade, continuei a implorar-lhe com algumas palavras menos elegantes à mistura (do tipo "fode a minha cona de puta"), porque, às vezes, esse palavreado também me excita, e estava a ser uma noite memorável.
O Mestre também deve ter ficado excitado com aquele chorrilho de palavrões, porque mo enfiou todo de um só vez e deu-me com força, estocadas fortes e fundas que me fizeram soltar gemidos guturais até me vir. Duas vezes! Depois senti o Mestre a vir-se dentro de mim. Então, inesperadamente, ele virou-me, arrancou-me a venda dos olhos e beijou-me com sofreguidão.
"Amo-te tanto, querida Catarina!" OK, pronto, o Mestre não me chamou Catarina, disse mesmo o meu nome, mas façam de contas.
Depois o Mestre desatou-me e aninhámo-nos aos beijinhos no sofá. Ainda bebemos mais um ou dois Bailey's antes de irmos dormir. Por um lado estava feliz por ter feito amor com o Mestre, mas, por outro, só de pensar que ia ficar mais de duas semanas sem o ver (já para não falar de não lhe tocar ou de não o beijar ou de não fazermos amor) ficava tristíssima. Mas ao menos essa parte já passou!
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
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