Isto já se passou há uns dois dias, mas estava indecisa se havia mesmo de ir para a frente com esta ideia do blog.
Tinha saído para ir às compras. O mestre tinha saído ainda antes de mim e devia estar para chegar. Na verdade, esperava eu que ele não chegasse antes de mim, porque ele gosta que, quando chega a casa, eu esteja lá para o receber. Quando voltei, pensei que o mestre ainda não tinha chegado, já que não o ouvi, de maneira que nem me preocupei em procurá-lo. Fui arrumar as compras na cozinha e depois pensei em relaxar um bocadinho na sala, a ver televisão. Qual não é o meu espanto quando, na sala, em cima do sofá, estão à minha espera algumas cordas, já estendidas e dobradas ao meio, perfeitamente à minha espera. Ainda eu estava a pensar que o mestre tinha vindo, posto as cordas e voltado a sair quando fui agarrada por detrás. Na verdade, o termo é mais abraçada por detrás, que o mestre, quando não estamos a fazer sexo desenfreadamente sadomasoquista, até é, em geral, um indivíduo meiguinho. Devia estar à minha espera, encostado à parede, atrás da porta, por isso não o vi. Também deve ter tirado os sapatos, porque não o ouvi aproximar-se.
Os braços dele à volta do meu corpo assustaram-me, a princípio. Depois senti a respiração dele no meu pescoço e os lábios no canto do meu maxilar.
"Tenho estado à tua espera." Disse o mestre, desnecessariamente.
Virei a cabeça para encontrar os láios dele com os meus, e foi quanto bastasse para as mãos do mestre pegarem na borda da minha camisola e me começarem a despir. Já só tinha a roupa interior quando o mestre me começou a empurrar devagarinho em direcção ao sofá (e às cordas). As mãos dele acariciaram a minha barriguina, depois as minhas maminhas, através das copas do meu soutien, chegaram aos meus ombros e depois, com um gesto mais brusco, o mestre agarrou-me os braços e puxou-mos para trás das costas enquanto me dava mais um empurrão para a frente. Tive que pôr um joelho no sofá para não cair para a frente. Devo ter soltado um gemido, porque, de repente, fiquei muito (quero dizer mesmo muito) excitada. Quando senti os dedos do mestre no fecho do meu soutien não consegui reprimir um sorriso enorme. Já tinha a respiração pesada quando vi o mestre a pegar na corda mais comprida, e ainda mais quando a senti na minha pele, a enrolar-se em torno do meu corpo, a escalar por mim acima, desde debaixo do meu peito em direcção aos meus ombros, depois a prender-me os braços atrás das costas. Não demorou muito até ter os braços completamente imobilizados. Depois senti as mãos do mestre a descerem pelas minhas costas, em direcção às minhas nádegas e às minhas coxas, a empurrar a outra perna também para cima do sofá. Com uma carícia despiu-me as cuecas e afastou as minas pernas. Agarrou-me com firmeza pelas ancas e pensei que me ia tocar entre as coxas, mas em vez disso demorou mais um instante a atar as minhas pernas aos braços do sofá, para não as poder fechar ou sair dali. Quando pegou no arnês que tinha feito em redor do meu peito e o puxou, primeiro fazendo as cordas enterrarem-se na minha pele, depois empurrando o meu corpo para a frente, senti-me completamente no seu poder. Implorei-lhe que mo metesse todo.
Ele colou as ancas às minhas nádegas, mas ainda estava vestido. Fiquei desapontada, mas quando as mãos dele começaram a acariciar os meus seios nus deixei de pensar nisso. Aquelas carícias leves, sem apalpões (não é que eu não goste de apalpões, às vezes, nas condições certas), fizeram-me gemer de deleite. Então ele tirou um vibrador pequeinino (que prova que o tamanho não é tudo :p) do bloso e começou a andar com ele à volta do meu mamilo direito, que ficou duro como uma pedrinha em menos de nada. Do outro lado, também estava a brincar com o meu outro mamilo com os dedos. Dali a pouco levou o vibrados até aos meus lábios. Uma das regras básicas da submissa é beijar tudo o que nos põem à frente dos lábios, excepto ordem em contrário.
"Lambe-o." Ordenou-me o mestre. Percebi que queria fazê-lo deslizar pelo meu corpo. Por mim, tudo bem.
Senti a ponta a do vibrador a percorrer a minha pele, por entre os meus seios, em direcção ao meu umbigo, para lá do umbigo, cada vez mais abaixo, sobre o meu monte de Vénus e, finalmente, a tocar no meu clitoris. Mas foi mesmo só um toque, fugiu logo. À frustração seguiu-se a dor, quando o mestre empurrou os meus ombros contra as costas do sofá e assentou uma palmada na minha nádega direita. Voltei a gemer, mas de dor. Depois a carícia na nádega açoitada, e logo outra palmada, na outrá nádega. O mestre continuou neste esquema de palmada-carícia (mmm, coisa boa!) durante alguns açoites, depois passou a açoitar-me com mais força, mais depressa e sem carícias. A páginas tantas, o meu rabinho devia estar já todo vermelho, sentia-o quente e a minha ratinha ensopada. Ouvi o mestre desapertar as calças e voltou a agarrar a minha anca, depois meteu-mo todo.
O mestre penetrou-me enquanto despia a camisa, depois voltou a tocar-me com carícias excitanetes. Já me tinha a gemer quando voltou a encostar o vibrador ao meu clitoris, e eu não tardei em vir-me. Claro que o mestre ainda não estava seuqer perto de acabar, e continuou a penetrar-me, a roçar o vibdador nas minhas partes sensíveis e a acariciar o meu peito, quase deitado em cima de mim. Não conseguia mexer-me mais que balançar um bocado as ancas, e isso excita-me.
Dois ou três orgasmos mais tarde, já tinha a cabeça a andar à roda, o mestre saiu de mim, desamarrou-me as pernas rapidamente, agarrou no meu corpo, rodou-me e fez-me sentar. Depois meteu-mo na boca, e eu, claro, chupei-o tão fundo quanto consegui (um dia hei-de conseguir engoli-lo todo). Não demorou muito até que o mestre se viesse na minha boca. Retomou o fôlego e deu-me autorização para engolir.
Recostei-me numa posição não muito confortável, porque ainda tinha os braços amarrados atrás das costas e chegui-me para um lado, para o mestre se sentar ao pé de mim. Ele pegou em mim, sentou-me ao colo dele, frente a frente, e começou a desamarrar-me enquanto curtíamos. Quando já tinha os braços soltos (e bem marcados de corda) encostei-me a ele e ficámos abraçados uns minutos, cobertos com a manta que costumamos ter na sala.
Espero que tenham gostado. Beijinhos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
*Tlapp*
Isto foi uma "palmadinha"?!... bom, nao consegui resistir... este blog é deveras interessante, desde já te congratulo, "-Catarina-" pela criaçao deste blog, e o seu tão esperado conteúdo, E, em AVEIRO... inesperado diria!, mas bom, e refrescante!!!
Apresento-me... Também sou de Aveiro e sou um adepto iniciante de Bondage (BDSM).
muitos cumprimentos... Exelente escrita! qwerty
A sério, dj gaijo, isso foi mesmo uma palmadinha? LOL :P
Ainda bem que gostas, qwerty, e obrigada :) Se quiseres falar mais comigo, o meu mail está na pagina do meu perfil. E, já agora, não te queres registar? É da maneira que ninguém se fazia passar por ti.
Catarina... tens "correio" novo no teu e-mail.. :)
Postar um comentário