Pois é, cá estou eu, de volta a casa dos pais, na minha velha cama onde nada de interessante alguma vez se passou (comigo, pelo menos...), já que este fim de semana é prolongado e não há aulas para a semana. Chatice...
Desta vez não vou falar do Homem da Pêra, para não pensarem que sou obcecada por ele. Não vou, não vou e não vou!
Ora ontem à noite, já tinha recebido o choradinho da mãe a pedir por tudo que cá viesse, apercebi-me de que ia estar, pelo menos, o fim de semana de três dias sem o Mestre, talvez mesmo mais, se me convencerem a ficar durante a semana académica. O Mestre compadeceu-se de mim e deixou-me partir com memórias felizes.
Voltámos à viga da cozinha. Desta vez, não foi uma brincadeira tão espontânea como das outras, ou talvez faltasse o elemento de role-play que costmamos ter. Não me estou a queixar, mas foi diferente. Foi mais organizado.
"Outra suspensão parcial?" Perguntei, assim que vi o Mestre a estender uma toalha debaixo da viga.
"Não exactamente." Respondeu-me. "Põe-te lá na posição e dá-me os pulsos."
Descalcei os chinelos e fiquei debaixo da viga, ainda vestida (vestida, quer dizer, como costumo andar em casa, de T-shirt e cuecas), e estendi os pulsos juntos. Sem a pressa de me dominar ou a preocupação de manter a paixão e o erotismo, o Mestre atrou-me de uma forma que eu achei mais carinhosa que das outras vezes. É o que acontece quando fazemos as coisas com mais calma, reparamos em aspectos que, de outra forma, passam despercebidos. A carícia da corda e dos dedos do Mestre na minha pele fizeram-me sorrir de deleite, e só me apercebi quando reparei que o Mestre tinha reparado. Depois, o Mestre mandou-me ficar em pontas de pés e passou a corda por cima da viga. Não cheguei a ficar pendurada, mas fiquei bem esticadinha, com os braços (e os pulsos, sobretudo), sob tensão. Não vou fingir que não doeu, até porque, assim que me comecei e imaginar como uma donzela mediaval, acusada de bruxaria e torturada até à confissão (a fantasia ajuda), até comecei a gostar da dor. Soube logo que não ia aguentar a posição muito tempo. O Mestre atou-me os joelhos um ao outro e beijou-me por um momento. Afastou-me o cabelo da cara e lançou-me um olhar ternurento. Depois despiu-me as cuecas e atou-me a T-shirt de maneira a que não drapejasse abaixo da cintura.
"Por onde começamos?" Perguntou o Mestre, enquanto apagava as luzes, deixando-nos na penumbra azulada da pouca luz que vinha da janela. "Dor ou prazer?"
"Dor." Respondi logo. Assim como assim, já me doíam os pulsos,
O Mestre não comentou, mas assentou-me uma vergastada com um cinto de cabedal. Não bateu com muita força, e foi mais o choque que a dor, mas, mesmo assim, consegui conter-me e não fazer mais barulho que inspirar subitamente. As chicotadas seguites foram mais fortes, mas contive os meus gemidos. À décima (mais ou menos, não as estava a contar), não consegui conter um guincho abafado, não sei sequer se o Mestre ouviu. Voltei a guinchar assim na chicotada seguinte, mas a próxima fez-me gritar de dor.
"Ah bom..." Disse o Mestre, jovialmente, como se, finalmente, tivesse compreendido alguma coisa.
Assentou-me três chicotadas terríveis, em rápida sucessão, que me fizeram gritar, apesar dos meus esforços de me conter. Apetecia-me contorcer-me e debater-me para escapar, mas, entre a corda à volta dos meus joelhos e estar esticada, não me conseguia mexer muito. Na verdade, de cada vez que dava um passinho pequenino que fosse à frente, impelida pelo cinto, os pulsos doíam mais. O que me valeu foi que o Mestre parou de me bater. Acariciou-me as nádegas enquanto a dor passava e só ficava aquele calorzinho bom e depois agarrou-me as mamas por cima da T-shirt. Massajou-as e aariciou-as um bocadinho, brincou com os mamilos e deixou-mos durinhos. Depois mandou-me virar-me para ele. Apertou-me o mamilo esquerdo entre o indicador e o polegar, o que me fez gemer, tanto de dor como de prazer (já vos disse que gosto quando o Mestre me belisca os mamilos? :P).
"Puxa para esse lado." Ordenou-me o Mestre.
Já sabia que mexer-me fazia os pulsos doer, mas rodar não, por isso rodei para a direita, para puxar o mamilo esquerdo. A princípio doeu um bocadinho, depois doeu mais, e o Mestre mandou-me continuar. A certa altura, senti o meu mamilo a escorregar contra o tecido por entre os dedos do Mestre e soltar-se. Ao alívio seguiu-se uma dor nova, que o tecido, a roçar no meu mamilo dorido, não ajudava. O Mestre repetiu o mesmo tratamento ao outro mamilo e deixou-me ali, por uns momentos, com os mamilos a arder, sem maneira de os aliviar. Voltou a encostar-se a mim por detrás e rocou um mamilo com os dedos. Noutras circunstâncias, não me teria doído, mas naquela altura...
"Queres alívio?" Perguntou-me?
Acenei que sim, a morder o lábio, a conter os gemidos. O Mestre afastou o tecido desse mamilo e abriu uma tesoura. Era evidente que se preparava para cortar um buraco no sítio onde o mamilo havia de ficar.
"Precebes ou que vou fazer?" Pergntou-me o Mestre, claramente a obter o meu consentimento.
Na verdade, aquela T-shirt já estava velha e gasta. Morreu em glória. Assenti e não disse mais nada. A tesoura fechou-se com um cantar típico do metal, a T-short voltou a cair sobre a minha mama, agora com um buraco para o mamilo espreitar. O Mestre fez o mesmo do outro lado. Depois encostou a tesoura, fechada, à minha cara e fê-la deslizar ao comprido, arrastando a ponta contra a minha pele. Não se se foi o frio do metal ou a ameaça de me arranhar, mas alguma coisa fez aquele gesto saber muito bem, muito erótico. Fez o mesmo na minha barriga, logo abaixo do umbigo. Finalmente, abriu a tesoura e arrastou as duas pontas, uma de cada lado do meu mamilo direito, depois do esquerdo. Voltei a gemer, mas de deleite.
O Mestre pousou a tesoura e fez-me virar-me outra vez. Tocou-me nos braços e abraçou-me, perguntou-me como estava, se estava a aguentar bem e se mexia bem os dedos. Como estava tudo bem, resolveu proceder... e fazer-me cócegas. Desta vez, à medida que os dedos dele atacavam os flancos do meu corpo, incapaz de os proteger, instintivamente as minhas ancas e os meus ombros balançavam em sentidos opostos, a tentar fugir, sem mais sucesso que em fazer os meus pulsos doerem ainda mais. O Mestre sabia-o e não quis torturar-me muito, portanto parou, abraçou-me e beijou-me com volúpia. Voltou a apalpar-me as mamas, depois enfiou os dedos nos buracos dos mamilos e alargou-os à força de puxões. Rasgou-me a T-short até me car do corpo em trapos. Depois, com um puxão, soltou a corda que me prendia os joelhos. Agarrou a minha coxa e puxou-a à altura da sua anca. Lá pude esticar-me mu bocadinho mais e aliviar a tensão nos pulsos. O Mestre agarrou-me a perna e o corpo e penetrou-me.
Naquela posição eu não podia fazer mais que puxar o Mestre para mim com a perna que ele me tinha feito levantar de cada vez que ele investia contra as minhas ancas, mas ele atacava-me com afinco com o seu aríete enquanto as suas mãos e os seus lábios me continuavam a excitar. Com isso e tudo o resto que tínhamos feito, apesar da dor nos meus pulsos, vim-me uma vez antes de ter que lhe implorar que me libertasse. O Mestre largou a minha perna, segurou o meu corpo contra o seu e desatou o nó que prendia a corda em torno da viga. Senti-me a cair, mas apanhada pelo Mestre. Ele perguntou-me se estava tudo bem e se queria continuar. Disse que sim, e ele prendeu-me os pulsos outra vez, mas agora à borda da mesa da cozinha. Dobrada pela cintura e apoiada nos cotovelos estava bem mais confortável que quando o Mestre me atou na mesa da sala. Ele tocou-me entre as pernas, depois agarrou-me uma anca e uma mama e voltou a penetrar-me até nos virmos ambos.
Já estou com saudades dele e ainda lá não vão 24 horas... Que vai ser de mim!?
Espero que tenham gostado.
Beijinhos.
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