10 de abril de 2008

Os títulos são para totós

Continuo a cruzar-me com o Homem da Pêra. A princípio era mais giro, agora é só desconcertante. Acontece que estou habituada a dar nas vistas (sabem como é, máximos acesos encandeiam :P), mas este homem passa por mim completamente indiferente. Nunca olha para mim, nem de soslaio, é como se nem me visse. Ou isso ou anda sempre tão cheio de pressa que nem vê com quem se cruza. Agora que penso nisso, quase sempre o vejo a andar depressa. Mas, bolas, continua a ser desconcertante, que eu consiga atrair atenções sem querer, e, por uma vez que queria mesmo atrair a atenção, não há quem me valha. É que nem sei de um nome por que o possa chamar...

Ora, para o diabo o Homem da Pêra e a sua indumentária preta. Vamos antes falar de bondage. (já agora, alguém conhece a palavra portuguesa para bondage?)

Ontem à tarde era para me ter encontrado com aquele grupo que me traz pelos cabelos mais o trabalho que temos que acabar, mas algumas das outras não podiam ir e, à última da hora, adiámos tudo, portanto fiquei com a tarde livre. Menos mal.

O Mestre também estava desocupado, e, com o vento que estava lá fora, a vontade de sair era menos que nenhuma, o que calhava bem, já que não tinhamos nada que nos fizesse sair. Demos foi connosco aborrecidos, à frente da televisão, sem nada de jeito a dar. O Mestre estava sentado no sofá e eu deitei-me com a cabeça no colo dele. Ele ia-me acariciando o cabelo como a um gato até que se fartou do meu cabelo e começou a acariciar outras partes de mim. Não demorou muito tempo até que nenhum de nós deixasse de ligar à televisão.

Ora, ultimamente, não temos tido grande disponibilidade ou energia para brincadeiras, o que, com a nossa libido, torna-se frustrante ao fim de pouco tempo. Ontem juntou-se a fome à vontade de comer. Apercebemo-nos de que nunca tínhamos feito amor na mesa de jantar, um arquétipo dos jovens casais apaixonados. Já temos envolvido a mesa de jantar nas nossas brincadeiras, mas nunca copulámos nela.

"Vamos já tratar disso." Decidiu o Mestre. "Queres ir buscar duas ou três toalhas de banho? Traz das mais grossas."

Apressei-me a escolher as toalhas mais grossas enquanto o Mestre ia à baveta das malandrices servir-se das ferramentas adequadas à brincadeira. Voltou munido só de corda, mas, com o Mestre, isso é mais que suficiente.

Quando chegou à sala, deixou as cordas numa cadeira e estendeu as toalhas em cima da mesa, às camadas, a drapejar sobre uma das cabeceiras. Pôs a última toalha e deu-lhe duas palmadinhas com a mão a indicar-me que fosse para lá. Pus-me de pé, virada para a mesa, com as ancas encostadas à borda. O Mestre ecostou-se a mim, por detrás, e acariciou o meu corpo, devagar e com volúpia, enquanto me dava beijinhos no pescoço. Depois enifiou os dedos entre a cinta das minhs cuecas e a minha pele e mandou-me tirá-las. Encostou-me à mesa e fez-me abrir as pernas até ter os tornozelos ao pé de uma das pernas da mesa cada um. Depois atou-os à mesa, para eu não poder fechar as pernas (como se eu quisesse LOL). Levantou-se e continuou a acariciar-me por cima da T-shirt, depois por debaixo da T-shirt. A princípio o toque das mãos dele contra a minha pele sabia-me bem, mas quando ele começou a apertar suavemente as minhas mamas nuas por debaixo da roupa, "bem" não chega para descrever como a sensação foi maravilhosa. Os meus mamilos endureceram, e o Mestre notou e aproveitou para os acariciar e mesmo para os beliscar um bocadinho. É das dores de que mais gosto, quando o Mestre me belisca os mamilos. Não consegui conter um gritinho de dor e excitação. O Mestre achou que estava na altura de me despir completamente.

Quis virar-me para o despir também, mas, claro, não podia. Deixei de sentir o contacto com o corpo do Mestre, senta só a palma da sua mão a acariciar-me as costas, desde os meus ombros até às minhas nádegas, enquanto o Mestre dava a volta para amaarrar cada um dos meus pulsos a uma das pernas da mesa mais distantes. A corda chegava e sobrava, mas o Mestre quis fazer-me esticar bem, para a posição ser mais rígida. Na verdade, quanto menos liberdade de movimentos tenho, mais as cordas me excitam, e, naquela posição, dobrada por cima da mesa, com os braços esticados, só conseguia abanar as ancas.

O Mestre voltou a pôr-se atrás de mim. Primeiro acariciou-me as costas com as mãos, depois plantou beijinhos ao longo da minha espinha, desde o meu rabinho até à minha nuca. Fico sempre toda arrepiada quando alguém me toca na nuca, mas, quando é o Mestre, e quando é nestas circunstâncias, sabe mesmo bem. Senti as mãos dele a percorrem os flancos do meu corpo e a roçarem as minhas mamas, depois a pousarem nas minhas nádegas por um momento antes de os dedos as apalparem suavemente. Ouvi o Mestre a despir-se: primeiro o roçar do tecido do pólo dele, depois o tilintar da fivela do cinto, depois o estalido do cinto contra a minha pele. Mesmo atada, o meu corpo foi sacudido pelo choque de dor e excitação quando o cinto se veio abater contra as minhas nádegas, depois uma carícia, antes de outra vergastada. Das nádegas passou às coxas, e não tardou até que as carícias fossem na minha ratinha. Daí até que eu já não me contivesse foi um instante.

"Não posso mais!" Suspirei, louca de desejo. "Mete-mo todo!"

"Sua depravada..." Provocou-me o Mestre. "És uma menina depravada?"

"Sou uma puta louca." Arfei. "Sou uma meretriz ninfomaníaca. Por favor, mete-mo todo!"

O Mestre também já estava bastante excitado com esta conversa porca e agarrou-me as ancas com uma mão enquanto a outra o guiava até à minha menina. Provocou-me a roçar a ponta do membro na minha entrada por um momento, depois agarrou nas minhas ancas com as duas mãos e enterrou-se no meu corpo.

Não consegui conter um gemido de prazer, e, com cada investida, mais gemidos e gritinhos agudo se seguiram. Algumas estocadas mais tarde, o Mestre começou a dar-me palmadas esporádicas nas nádegas, que já estavam quentes e sensíveis do cinto, e, mais tarde ainda, chegou a forçar-me a arquear as costas para trás, a puxar-me os cabelos. Não conseguia dobrar-me muito, já que tinha os pulsos amarrados, mas, por outro lado, com o corpo de encontro à mesa, respirar tornava-se mais difícil de cada vez que ele me dava um puxão. Não costumamos brincar com jogos de asfixia, a não ser, de vez em quando, um aperto de pescoço aqui ou ali, e até gosto quando o fazemos. Ontem não foi excepção. Com o Mestre a controlar-me como a um animal pelas rédeas, vim-me descontroladamente. O Mestre veio-se dentro de mim pouco depois. Dobrou-se, deu-me beijinhos no poescoço e sussurou-me palavras doces ao ouvido antes de me desatar e de nos irmos enroscar no sofá.

Enfim, uma tarde bem passada.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

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