26 de setembro de 2008

De volta à acção

Bem, bem, bem, o que é que aconteceu nestas últimas semanas? Andei um bocado chocha, mal-disposta, cheguei mesmo a pensar se não me (nos) teria acontecido alguma desgraça, mas, afinal, não, está tudo bem. Mas foi cá um destes sustos...

Ora bem, na quarta-feira já estava tudo tratado, e tanto eu como o Mestre estávamos aliviados e decidimos comemorar à nossa maneira. Na verdade, a ideia foi muito mais do Mestre que minha, o que quer dizer que fui tendo a ideia à medida que o Mestre ma aplicava, mas pronto...

Cheguei a casa à tarde, das compras, lá pelas quatro ou assim. Não dei conta de que o Mestre estivesse em casa, por isso, fui logo arrumar as compras e mudar-me. Já estava no quarto, tinha acabado de tirar o soutien e ia a vestir a t-shirt quando o Mestre entrou, vi-o no reflexo do espelho. Normalmente, não tenho problemas de puritanismos quando o Mestre entra no quarto e dá comigo nua ou quase nua, mas, daquela vez, só para a marotice, apeteceu-me fingir-me embaraçada. Cruzei os braços diante do peito, a tapar as mamas e juntei muito as pernas, como se quisesse disfarçar a nudez, e virei-me de lado, a olhar para o Mestre em silêncio, como se estivesse demasiado envergonhada para falar. O Mestre abafou uma risada trocista e aproximou-se de mim. Enfiou os dedos no meu cabelo e beijou-me.

"Chego em boa hora." Disse ele. "Sentes-te marota?" Às vezes, é assim que ele me desafia para a brincadeira.

"Então não sinto..." Respondi eu. "Com o atraso que temos..." É verdade, tínhamos que compensar pelas últimas semanas.

Imediatamente os olhos do Mestre, até então cheios de ternura, brilharam de malícia. Com a mão que já tinha no meu cabelo, puxou-mo para trás, fez-me inclinar a cabeça e vergar-me. Tive que afastar os braços para manter o equilíbrio, e, claro, o meu peito ficou completamente exposto. Com a outra mão, o Mestre pôs-me uma mola da roupa em cada mamilo. Há já algum tempo que não fazíamos isso (há já algum tempo que não fazíamos quase nada :P), e foi quase nostálgico para mim, já para não dizer excitantemente doloroso LOL. Quando as molas já estavam firmemente no seu lugar, o Mestre acariciou-me as mamas, uma de cada vez, com jeitinho e docura, sem apertar nem abanar, e isso aliviou um bocado a dor nos meus mamilos. Claro está que, logo a seguir, ele me fez a maldade de dar um piparote com a ponta do dedo em cada mola, o que avivou a dor, mais aguda ainda que antes. Depois puxou um bocadinho o elástico das minhas cuecas e largou-o, para que estalasse de encontro à minha pele.

"Isto está-me a estorvar." Declarou. Escuso de dizer que pronunciou "está-me a estorvar" como "está (a) masturbar".

O Mestre largou o meu cabelo e eu acabei logo de me despir para ele, que, nesse momento, se pôs atrás de mim. Quando eu me endireitei, depois de ter despido as cuecas, agarrou-me por um ombro e assentou-me uma palmada no rabinho. E depois outra e mais algumas até me mandar pôr-me de quatro. Depois agarrou-me o cabelo e guiou-me até à casa de banho. Fez-me entrar com ele e fechou a porta sem acender as luzes. Ora eu, que já estava a alinhar na brincadeira, de repente dei comigo numa atmosfera um bocadinho ameaçadora, num sentido erótico, e estava a adorar aquele quase terror que o Mestre estava a encenar para nós. Por uns momentos, no escuro, não se passou nada. Senti que o Mestre me largou o cabelo e, durante uns instantes, só ouvia a minha própria respiração pesada. Depois comecei a ouvir um ruído repetitivo e metálico que não identifiquei logo, como se duas peças se encaixassem e desencaixassem repetidamente, com um retinir de metal a cada dois movimentos. Algo sinistro, mas não muito.

Só quando a casa de banho se iluminou com uma chama é que percebi que era um isqueiro, tipo Zippo, que o Mestre deve ter comprado nesse dia, porque nunca o tinha visto antes. Sem ousar levantar-me, virei a cabeça um bocadinho e espreitei pelo canto do olho, vi o Mestre a acender velas com o isqueiro. Não eram velas fininhas de jantares românticos à luz das velas nem aquelas velinhas votivas atarracadas, eram velas como eu nem imaginava que ainda se fizessem, cilíndircas, largas e altas. Pensava que essas coisas estavam completamente ultrapassadas. O Mestre acendeu talvez cinco ou seis e espalhou-as pela casa de banho. A luz das velas pode ser muito romântica, mas, naquele momento, a luz fraca e as sombras tremeluzentes só serviram para me assustar... no bom sentido. Sentia, realmente, medo do que me ia acontecer, porque sabia que, fosse lá o que fosse, ia doer. Por outro lado, tinha a certeza de que ia adorar, e de que, no fim, o Mestre me ia comer toda :P.

O Mestre mandou-me entrar na banheira e tirou um par de algemas do bolso de trás das calças. Aquelas algemas foram a primeira "malandrice" que comprámos, e quase nunca as usamos, porque somos ambos mais adeptos da corda, mas, para uma brincadeira que estava a ter tanto de novo como de nostálgico, encaixavam perfeitamente no tema. O Mestre algemou-me às torneiras da banheira. Eu fiquei numa posição pouco estável, de joelhos e inclinada para a frente, a tentar equilibrar-me contra as torneiras. Quando o Mestre me empurrou as ancas para o lado, caí logo. A olhar para cima, vi a silhueta dele, recortada contr a penumbra tremeluzente do tecto e deixei-me lever por aquela imgem sombria. Ele agarrou as minhas mamas, apertou-as um bocadinho e acaricou-as. No seguimento dessa carícia, pegou nas molas e começou a puxar por elas até que se soltaram os meus mamilos (Ai! Ai! Ai! Ai, que bom!).

O Mestre deixou-me gemer e retomar o fôlego (na verdade, preparar-me para a próxima maldade) antes de continuar. Pegou numa vela e deixou cair um pingo de cera quente num dos meus mamilos, ainda doridos. Deixou-me contorcer e reprimir um gritinho de dor, uma dor nova, mas muito excitante, e depois deixou cair outro pingo, mas desde menos alto. A cera teve menos tempo para arrefecer no ar, e pareceu-me muito mais quente. Ainda deixou cair mais umas gotas de cera nesse mamilo antes de pousar a vela. Depois pegou noutra vela e deixou cair mais cera, mas no outro mamilo, e, desta vez, todas desde tão baixo como a última no primeiro mamilo, e todas de seguidinha. Não consegui reprimir um (ou mais...) grito de dor e excitação. O meu corpo arqueou-se todo para trás, estremeci toda. Comecei a deixar-me levar pela dor nesta altura. Estava a saber-me tão bem...

O Mestre pôs a cera de parte de afastou-se por um momento para remexer não sabia bem em quê, na altura. Vim a descobrir que era uma caixa térmica, que, às vezes, levamos para a praia com bebidas frescas. Não eram bebidas que ele tinha na caixa, mas sacos de gelo. Pegou num com cada mão e encostou-os às minhas mamas. Estavam tão frios que parecia que a superfície colava. Por mais que quisesse ser "uma menina bonita e portar-me bem", não pude controlar o espasmo e tentar fugir ao frio intenso, mas o Mestre segurou o gelo no sítio, e eu, com as mãos presas, não tinha como escapar. Para além do frio terrível, que me fez as mamas doer ao fim de apenas uns segundos, a cera endureceu e contraíu-se, e voltei a sentir um aperto nos mamilos. O Mestre ainda me obrigou a aguentar o gelo mais um bocado, que me fez gritar como não me atreveria a gritar se não estivéssemos na brincadeira. Os vizinhos hão de ter pensado das boas... :P

Quando o Mestre finalmente teve compaixão de mim e das minhas pobres maminhas, voltou a guardar o gelo e abriu uma torneira do lavatório. Demorou-se um instante, durante o qual eu pude ver, mesmo à luz fraquinha das velas, como as minhas mamas tinham ficado coradas. Depois o Mestre fechou a torneira, vi-o enxugar as mãos e ele pô-las nas minhas maminhas rosadas. Estavam quentinhas da água, e soube tão bem... Mas foi de pouca dura. Só uns momentos, ou assim me pareceu, e depois levantou-se e pegou no chuveiro. Abriu a torneira, mas a da água fria e enregelou-me toda. Guinchei de frio, mas de nada me valeu. Debaixo do jorro gelado, os dedos do Mestre esfarelaram a cera nos meus mamilos e beliscaram-nos mais um bocadinho. Pouco depois, o Mestre desligou a água. Eu estava cheia de frio, a tremer por todo o lado, mortinha por sair dali e começar a fazer amor com o Mestre, mas estava a adorar. Já estava naquele lugar especial.

Os dedos do Mestre afastaram o meu cabelo molhado, colado à minha cara, e ele beijou-me ardentemente. Quase me senti a aquecer só com o calor daquele beijo. As mãos dele, ainda que frias, deambularam pelo meu corpo numa carícia ternurenta. Depois o Mestre pegou num vibrador minúsculo que nós temos (o que prova que o tamanho não importa LOL) e encostou-o ao meu clitóris molhado (mas não pelos motivos do costume). Entre a vibração e os beijos ardentes, não tardou até que me viesse, apesar do frio terrível. Depois o Mestre abriu as algemas, enrolou uma toalha à minha volta e levou-me ao colo para o quarto. Estendeu-me na cama e enxugou-me muito bem, voltou a aquecer o meu corpo, encheu-me daquela sensação espectacular de quando estamos cheios de frio, mas depois o frio passa. Embrulhou-me num cobertor e começou a beijar-me outr vez. Falámos um bocadinho sobre aquela cena nova, as coisas que gostei mais, as que gostei menos, as coisas que não queria voltar a fazer (talvez a parte do gelo... talvez não!) e tal, depois deixámo-nos levar pela beijoquice e acabámos, finalmente, a fazer amor como coelhos. Já não era sem tempo!

Espero que tenham gostado.

Beijinhos!

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