17 de fevereiro de 2008

Romântico!

Ora bem, já vou um bocadinho para o atrasada, já que o dia 14 já lá vai. Queria ter postado isto na sexta feira, mas depois não tive vagar. Pode ser que ainda vá a tempo :P

O Mestre (viram, já aprendi lol) surpreendeu-me a meio da tarde com uma mensagem. Dizia só "Hoje faço eu o jantar". Normalmente sou eu que cozinho para os dois. Não é que o Mestre não saiba cozinhar, ele até cozinha muito bem (se calhar, até melhor que eu...), mas não é costume. Quando cheguei a casa, perto das sete e meia, o Mestre já estava a tratar do jantar. Disse-me que pusesse a mesa que já não demorava. Mudei de roupa a correr e fiz como ele me mandou.

O jantar foi sopa de tomate de entrada, esparguete à Bolonhesa (não tem nada a ver com Bolonha, pelo menos não com a revisão curricular) e, de sobremesa, gelatina de morango com chantili. Detectam o padrão? Passo a explicar: temos cá para connosco que o vermelho é uma cor que anuncia ou indica paixão e actos apaixonados. Então a sobremesa, para além de ser vermelha, é de morango, que é um fruto de verão (e vocês sabem que eu gosto é do verão :P), e tem chantili, que, com um bocadinho de imaginação, pode levar a umas ideias tão divertidas como excitantes (broche com chantili, mamilos com chantili...). No fim do jantar já tinha mais que uma desconfiança de que alguma coisa estava para se passar.

Imediatamente antes de ir tratar dos pratos (que, normalmente, é uma tarefa minha), o Mestre pegou num embrulho que tinha numa das cadeiras em que não nos sentámos (não estava propriamente escondido, mas eu nem tinha reparado) e ofereceu-mo.

"Feliz dia de S. Valentim." Disse ele.

Abri a caixa com os dedos a tremer de excitação. Depois de um jantar tão vermelho, uma prenda (com um laço vermelho, naturalmente) só podia ser "marotice". Não fiquei desapontada, mas não vi logo o potencial "maroto" da prenda. Dentro da caixa estavam cinco écharpes de seda, duas vermelhas e três pretas, muito compridas mas pouco largas (para écharpes, entenda-se, que ainda tinha uns quinze ou vinte centímetros de largura). Levei a caixa para o sofá e desenrolei uma das écharpes. São muito macias, mas grossas e opacas. Quando o Mestre voltou da cozinha, perguntou-me se tinha gostado. Claro que disse que sim, mas que imaginava algo mais provocante.

"Ah sim?" Perguntou o Mestre, ironicamente.

De pé, atrás do sofá, pegou numa das écharpes dentro da caixa. Passou os dedos delicadamente pela minha cara de cima para baixo, ao mesmo tempo a acariciar-me e a dizer-me que fechasse os olhos. Depois passou o tecido pelas minhas faces, pelos meus lábios e pelo meu pescoço. A suavidade da seda fez-me uma carícia sensual. O Mestre sentou-se ao meu lado e beijou-me. Acariciou o meu corpo por cima da T-shirt e começou a despir-me devagarinho. A ideia de ser acariciada outra vez com a seda, mas, desta vez, em sítios mais sensíveis deixou-me excitada, e comecei também a despir o Mestre. Quando eu já estava nua (o que não demorou, já que eu costumo andar em casa só de cuecas e T-shirt) e o Mestre só de boxers, ele pegou-me nos pulsos e juntou-os à frente do meu corpo. Percebi que mos queria atar um ao outro, e esperei que ele tivesse escondido cordas algures na sala. Qual não é o meu espanto quando, em vez disso, ele pega na écharpe com que me tinha acariciado e me ata com ela. Sentir a suavidade da seda da mesma forma que costumo sentir (e adorar) a aspreza da corda foi completamente novo, mas muito agradável. Fiquei logo interessada em explorar esta ideia de ser amarrada com seda, e o Mestre parecia já estar lançado nela. Pegou no meu corpo e apoiou-me enquanto me inclinava para trás, até me deitar de costas no sofá. Beijou-me na boca e continuou a beijar-me, pelo meu corpo abaixo, até ao meu umbigo. Depois levantou-me as pernas e deitou-as no colo. Aí atou os meus joelhos com outra écharpe e depois fez o mesmo com os meus tornozelos. Como só me tinha atado os pulsos um ao outro e não os tinha preso a nada, eu não estava numa posição muito restritiva, mas também já tinha ficado com a ideia de que não ia ficar completamente imobilizada naquela noite. Era uma coisa mais soft, mais sensual. Mesmo assim, levantei os braços e deixei as mãos acima da cabeça, para facilitar o acesso. O Mestre aproveitou para me tocar e beijar até para além de eu estar simplesmente excitada, mas completamente a arder de desejo. Pegou em mim pelas ancas e ajudou-me a virar-me de barriga para baixo. Entendi que me queria penetrar por trás (o que, por mim, é uma excelente ideia) e apoiei-me nos joelhos e nos cotovelos, já que, com os pulsos amarrados, não me dava muito jeito apoiar-me nas mãos. Senti o Mestre a acariciar as minhas pernas e o meu corpo, depois a arranhar-me levemente as costas, desde as omoplatas até às ancas, depois a acariciar a pele que tinha arranhado, depois a acariciar os meus flancos e a agarrar-me as ancas. Se excitada estava, quando senti as mãos dele firmemente nos meus ilíacos e soube que ia finalmente ser penetrada pelo meu mais que adorado Mestre fiquei perfeitamente louca. A minha respiração, já pesada, acelerou. Os momentos pareceram-me horas em que as batidas do meu coração ressoavam estrondosamente nos meus ouvidos. Senti a ponta do seu membro tocar-me entre as coxas e não consegui conter um suspiro de excitação. Quando, apenas instantes depois, o senti a invadir-me, devagarinho, mas com firmeza, comecei logo a gemer. Senti cada investida a empurrar-me em direcção ao êxtase, e estava quase a vir-me, mas, antes disso, o Mestre tirou de mim, parou de me acariciar, e deixou-me frustrada.

"Não, não!" Disse ele, jocosamente. "Ainda não te podes vir."

Deixei as ancas cair para o lado, virei-me e sentei-me, a olhar para o Mestre, a tentar descortinar o que ele tinha em mente. Ele beijou-me com ardor no pescoço e nos ombros enquanto me desamarrava. Quando me achei solta, gatinhei para cima dele, agarrei-me ao seu pescoço e beijei-lhe os lábios com toda a paixão que sentia a rebentar dentro de mim, rocei o meu corpo contra o dele, tentei fazer com que ele quisesse penetrar-me tanto quanto eu queria que ele me penetrasse, mas o Mestre estava decidido a fazer as coisas conforme planeado. Ele reciprocou cada beijo e cada carícia, mas não me voltou a possuir logo. Em vez disso, fez-me deitar de novo no sofá e disse-me que levantasse as ancas. Então amarrou uma écharpe à volta da minha cintura, depois fê-la passar entre as minhas pernas e apertou-a contra o meu sexo impaciente de luxúria. A tensão nas minhas partes sensíveis fez-me soltar um gritinho de prazer. Depois o Mestre fez-me baixar as ancas com a mão e voltou a atar os meus joelhos um ao outro. Mandou-me levantar e, com o que sobrava da écharpe que me tinha posto à cintura, atou os meus pulsos atrás das costas. Pegou na caixa das écharpes com uma mão e, com a outra, deu um pequeno puxão, para cima, na écharpe que tinha posto contra a minha ratinha. O toque da seda e a deliciosa pressão fizeram-me soltar um gemido curto e súbito, enviaram uma onda de prazer que arrepiou todo o meu corpo. Depois o Mestre levou-me pela écharpe até ao quarto, cada passinho pequenino que eu dava (joelhos amarrados, lembram-se?) fazia a seda roçar em mim. Mmmm, foi tão bom só o caminho até ao quarto...

No quarto, desatou-me e mandou-me deitar-me na cama e abrir os braços e as pernas. Com as écharpes, atou cada um dos meus pulsos e tornozelos aos cantos da cama e, com a quinta écharpe, vendou-me. Completamente cega, as carícias na minha pele tomavam uma nova dimensão. Parecia que a minha pele estava mais sensível, e os toques mais delicados, que pareciam fazer um bocadinho de cócegas, arrepiavam-me toda, enquanto os toques mais pesados, mais sensuais, me excitavam como nunca. Senti os seus lábios e a sua língua nos meus mamilos, depois entre as minhas mamas, por mim abaixo e fez-me sexo oral por uns minutos, mas voltou a parar imediatamente antes de eu me vir.

"Oh, tão perto..." Gozou o Mestre, aumentando ainda mais a minha frustração. Depois beijou-me e acrescentou: "Aguenta só mais um bocadinho."

Fez-me "gozar" a frustração por uns minutos breves, depois instalou-se entre as minhas pernas e voltou a penetrar-me. Levantei as ancas, a oferecer-me ao Mestre, desde logo, e ele penetrou-me com paixão e vigor, inundando-me de uma excitação e prazer que, a aliviar a frustração, me sabiam ainda melhor.

No escuro, cegada pela venda, a sentir cada toque e cada penetração vezes mil, com aquela nova carícia da seda a prender-me, a excitação pegou em mim e levou-me para outra dimensão em que não havia tempo nem espaço nem os vizinhos que, de certeza, ouviram a barulheira que fizémos (ou antes, que eu fiz, que o Mestre não é de gemer muito alto); só havia eu, o Mestre, os meus gemidos e o prazer incomensurável que fez com que me viesse umas três ou quatro vezes. Lembro-me de, lá para o fim, ter gemido "Oh meu Deus, estou a vir-me outra vez!" por entre os "Aaah!", "Ooh!", "Ai que bom!" e "Mais! Mais!", o que, agora, me parece algo cómico. Quando o Mestre tirou de mim abri logo a boca para o receber, e, apesar de estar deitada e sem maneira de me soerguer, fiz o meu melhor por mexer a boca ao longo do seu órgão enquanto chupava, depois senti-o encher-me a boca com a prova do seu êxtase e parei de me mexer, passei a chupar levemente e a acariciar a cabeça com a língua, devagarinho. O Mestre tirou da minha boca, deixou-me engolir e começou a desamarrar-me. Eu senti-me voltar a este mundo aos poucos, vertiginosamente, e exausta. Quando o Mestre me destapou os olhos, apesar de estar escuro no quarto, eu consegui ver a sua silhueta bastante bem e abracei-o, convidei os seus beijos e enroscámo-nos debaixo dos lençóis. Trocámos algumas palavras de amor e adormeci pouco depois. Foi o dia desta semana que dormi melhor.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

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