6 de fevereiro de 2008

Eu gosto é do verão, Parte II

O mestre continua em baixo. Continua a dizer-me como sou bonita e como gosta de mim, e faz-me carinhos, mas não brinca comigo desde quinta feira. Estou a ficar necessitada. Vou-me lembrando das férias em Buarcos...

Continuando a história da última vez. Enfiei-me no carro, vinda do arenal, sem sequer conseguir olhar o mestre nos olhos, tal era a vergonha. Tinha-me vindo com gemidos à frente de toda a gente.

"Gemi muito alto?" Perguntei ao mestre, com voz sumida.

"Não, quase nem eu ouvi." Disse-me ele, para meu alívio. "Foi o que mais me excitou, ouvir-te conteres-te dessa forma."

Voltei a abaixar os olhos durante um bocado, em silêncio.

"Dei muito espectáculo?" Perguntei, ainda agitada.

"Nem por isso." Tranquilizou-me o mestre. "Duvido que alguém possa ter tido certeza do que estavas a fazer."

Fiquei a pensar nisso. Eu não tinha estado a fazer nada, só me estava a vir. Refugiei-me nisso e fiz por não me sentir embaraçada. Foi o melhor que fiz. A partir daí, a partir do momento em que me consegui ilibar de responsabilidade, de culpa, pude desfrutar de todo o aspecto erótico, de toda aquela excitação da ousadia da minha experiência. Passei o resto da viagem a reviver aqueles deliciosos momentos na minha cabeça. Como podem imaginar, o meu corpo respondeu em concordância. Bastava-me fechar as pernas com força para sentir alguma coisa, naquele estado.

Cheguei a casa mortinha por me enfiar na casa de banho, morder uma toalha para não fazer barulho e aliviar o meu desejo com os meus dedos. Quando o mestre me abriu a porta e me deixou passar à frente, mal consegui não correr para a porta. Talvez se tivesse corrido ele não me tivesse conseguido impedir, mas, assim sendo, senti, inesperadamente, a mão do mestre a agarrar-me com força pelo ombro, puxar-me para ele, depois encostar-me a uma parede e a entalar o meu corpo com o dele. Enfiou os dedos no meu cabelo, inclinou-me a cabeça e beijou-me.

"O que fizémos na praia deixou-me muito excitado." Disse-me o mestre, a deixar transparecer o desejo na sua respiração. "Queres brincar?"

"Estava a ver que nunca mais perguntavas." Disse eu, numa atitude de desafio que não é habitual em mim. Mas ainda bem, bem vistas as coisas.

O mestre "pegou" na minha atitude rebelde e agarrou-me pelos cabelos, primeiro com cuidado, para não me magoar. Percebi que ele queria encenar a fantasia em que me força a ter relações com ele. Só precisei de um momento para me entregar à fantasia. Agarrei o pulso da mão com que o mestre me puxava os cabelos, fechei os olhos e respirei fundo. Devo ter acenado, mesmo sem querer, porque no exacto momento em que estava pronta, o mestre deu um puxão mais seco ao meu cabelo e vergou-me à sua vontade.

Gritei de dor. Protestei. Tentei libertar-me. Tudo em vão. O mestre guiou-me pelos cabelos como a um cão pela trela em direcção ao quarto, arrancou-me o pareo das pernas de um puxão com a mão livre e atirou-me para a cama como a uma boneca de trapos. Estava suficientemente entregue à fantasia para sentir medo, sobretudo quando o mestre, que tinha tirado a t-shirt, me lançou um olhar perfeitamente incandescente de luxúria e agressividade. Tentei enrolar-me numa bola, virar-lhe costas, mas ele lançou-se sobre mim e agarrou-me. Debati-me o melhor que pude, mas mesmo assim o mestre conseguiu despir-me a t-shirt. Tentei tirar-lha das mãos, mas ele agarrou o meu corpo com um braço e atirou-a para longe com o outro. Depois deitou-me abaixo, forçou-me a deitar-me na cama, de costas, com ele entre as minhas pernas. Tentei tapar a cara e o peito com os braços e as mãos, e ele debateu-se comigo por uns momentos, até que, de certa vez que não fui tão rápida a voltar a esconder-me, o mestre deu-me uma valente bofetada. Fiquei com a cara a arder e as lágrimas vieram-me aos olhos, mas nada que não conseguisse aguentar. Comecei foi a soluçar de medo. Quando o mestre me quis pegar nos pulsos e agarrá-los acima da minha cabeça, não tive força para o impedir. Ele imobilizou-me com as mãos e com o peso do corpo enquanto rebuscava às cegas o saco ao lado da cama à procura das cordas. A cabeçeira da cama onde estávamos não é tão dada às nossas brincadeiras como a da nossa cama, mas, mesmo assim, ainda tinha um poste curto de cada lado da cabeceira, mais que suficiente para o mestre atar cada um dos meus pulsos, deixando-me de braços abertos. Não me atou as pernas, mas, enfiado entre elas, a forçar as minhas ancas contra o colchão com as dele, não havia muito que pudesse fazer para além de espernear para nada. Quis gritar, o que me valeu um par de meias (lavadas e dobradas, ok) encafuado violentamente na boca, para me calar.

Quando eu já tinha os braços imobilizados, o mestre soergueu-se e mexeu-me no peito. Puxou a parte de cima do meu biquini para os lados, revelando as minhas grandes mamas, que ele apalpou à bruta, claramente para satisfazer o seu desejo animalesco de sentir o meu corpo. Não foi um toque sensual, mas foi um toque profundamente sexual, que, apesar do meu medo e do meu desconforto, me guiou na direcção do prazer. Contorci-me, como se tentasse escapar, rocei as ancas contra as dele, e pude sentir a dureza do seu membro através dos nossos fatos de banho, entre as minhas pernas. O mestre soergueu-se um pouco mais, fez pressão com a palma da mão na minha barriga para que eu não me pudesse mexer muito e afastou o tecido da parte de baixo do meu biquini do meu corpo, revelando os meus lábios latejantes de desejo. Sem largar a minha barriga, abaixou os calções de banho e revelou o seu próprio órgão erecto, que enterrou em mim sem doçuras ou carícias. Foi uma sensação diferente de quando ele me penetra com sensualidade. Acentuou a ideia de me estar a forçar. Voltou a inclinar-se sobre mim e a apalpar o meu peito enquanto o lambia e chupava animalescamente. As penetrações bruscas e fortes, as cordas nos meus pulsos, até aquelas atenções vorazes nas minhas mamas, mais aquela sensação incrível de impotência, potenciada pelo medo que o mestre me fizera sentir, excitaram-me depressa. Quando dei por mim estava a repuxar as cordas, como se ainda acreditasse que talvez me conseguisse libertar, mordia a mordaça improvisada que abafava os gemidos da minha excitação com quanta força tinha no maxilar ao mesmo tempo que fazia por oferecer completamente as ancas ao mestre para que me pudesse penetrar com mais facilidade. Num instante, senti todo o meu corpo percorrido quase como que por um choque eléctrico que me fez arquear as costas e sacudir violentamente, depois deixei-me cair de costas, meio morta, na cama, a debater-me para respirar. O mestre tirou-me a mordaça da boca e beijou-me o pescoço com sofreguidão enquanto me penetrava com vigor. Já quase tinha recuperado o fôlego quando senti o mestre tirar de mim e afastar os meus lábios secos de arfar, ainda entreabertos, com a cabeça da sua verga. Só chupei a ponta, mas esmerei-me por fazer o meu melhor com a língua. Vi os músculos do mestre a contraírem-se como os meus, ouvi os seus gemidos suspirados e senti-o a vir-se na minha boca. O mestre nem conseguia falar, ofegante, mas respondeu ao meu olhar com um aceno de cabeça, e deixou-me engolir. Beijou-me, disse-me que tinha sido fantástica e desamarrou-me. Assim que pude, despi completamente o biquini e enrosquei-me ao lado do mestre, que se tinha deitado na cama, a descansar. Ele abraçou-me e beijou-me durante uma data de tempo.

Tem piada, como um dos orgasmos mais violentos e cansativos (e agradáveis :P) que já tive começou com dor, e sem ser aquele tipo de dor erótica.

Não me parece que vá ser hoje que o mestre me vai fazer esquecer o verão passado, mas olha, pode ser que esteja enganada. Na dúvida, vou ter com ele à cama.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Naughty, Naughty Girl!

Gostei muito do ar nostalgico do texto e da imersao em detalhes, torna tudo muito mais realista e muito mais.....

Well, how can I put it?!
Exitante!?!!!... keep it up!