9 de fevereiro de 2008

Eu gosto é do verão, Parte III

O mestre já anda com melhor cara. Ontem à noite, apesar de ter ignorado os meus avanços o dia todo, encostou-se a mim, na cama, abraçou-me e tocou-me... como se quisesse brincar comigo, mas quando lhe perguntei o que tinha em mente, disse que só queria tocar-me e sentir-me perto dele e que gostava muito de mim. Já é qualquer coisa.

Posto isto, passo a concluir o relato daquele maravilhoso dia de verão de que tenho vindo a escrever.

Depois de recuperarmos daquela fantasia mais agressiva demos por nós com uma certa fome. Convenhamos que o que tínhamos feito cansa, e, às vezes, abre o apetite. Portanto fomos tomar duche para saírmos para jantar. Bem que precisávamos, que, entre a água do mar e o que transpirámos a brincar, estávamos cobertos de sal e um ou outro grão de areia.

Não sei se há muitos casais que tenham por hábito tomar duche juntos. Para o mestre e eu, o duche juntos é um daqueles rituais familiares que nos une no dia a dia. É como comer juntos ou adormecer um ao lado do outro. Só porque estamos nus não é motivo para que seja, necessariamente, uma coisa sexual. No entanto, claro está, às vezes a coisa proporciona-se. Sobretudo porque não nos limitamos a tomar duche ao mesmo tempo e na mesma banheira, nós lavamo-nos um ao outro. Quando as nossas mãos ensaboadas percorrem cada milímetro da pele um do outro, por vezes as energias sexuais efervescem. Às vezes isso significa que passamos o duche aos beijinhos. Às vezes quer dizer que fazemos amor logo a seguir. E, às vezes, acontece como nesse fim de tarde de verão.

O mestre tinha acabado de me ensaboar a parte da frente e eu virei-me de costas para ele, para o mestre me ensaboar a parte de trás. Levantei o cabelo para não atrapalhar o mestre quando ele me ensaboasse as costas. As mãos dele esfregaram as minhas costas e as minhas nádegas, depois os meus ombros. Foi nessa altura que o mestre se aproximou mais de mim e me deu um beijinho no pescoço. Eu larguei o cabelo e baixei os braços, procurei o corpo dele com as mãos atrás de mim para o acariciar. Ele deixou as mãos escorregarem pela minha pele de volta à minha barriga e ao meu peito. Esfregou a minha pele suavemente sob o jorro morno do chuveiro. Os dedos deslizavam pela minha pele com toda a suavidade, por causa da água e do sabão. Eu que já de mim adoro a carícia da água do chuveiro, isso mais as mãos do mestre a acarinharem o meu peito fizeram-me suspirar de deleite. Deitei a cabeça para trás e encostei-a ao peito do mestre enquanto desfrutava da massagem. Depois voltei a virar-me para enxaguar a parte de trás e molhar o cabelo. Costumo fechar os olhos quando meto a cabeça debaixo do chuveiro, pelo que fui tomada de surpresa pelos lábios do mestre nos meus. As mãos dele ocuparam-se de me lavar as costas enquanto nos beijávamos. Depois foi a minha vez de ensaboar e enxaguar o mestre.

Já estava perto de acabar quando o mestre, debaixo do chuveiro, de costas para mim, se virou, abraçou-me e puxou-me para ele. Os nossos corpos nus e molhados, pressionados um contra o outro, despertaram-me o desejo, os seus lábios contra os meus, mais um beijo sob a carícia do chuveiro, atiçaram-me a paixão. O senti o seu membro nas minhas ancas.

"Queres?" Adivinha-se o que o mestre me preguntava se eu queria.

Respondi com um beijo ardente e virei-me de costas para ele, rocei todo o meu corpo no dele, senti a sua vara máscula nas minhas nádegas e as suas mãos no meu peito, na minha barriga, e entre as minhas pernas. Os seus lábios devoravam o meu pescoço com uma delicadeza apaixonada e os seus dedos excitavam-me.

Voltei a virar-me para ele. O seu olhar de desejo era intenso. Acariciou-me a cara, e eu beijei a palma dessa mão com volúpia e carinho. A outra mão tocou-me na anca, a convidar-me. Levantei uma perna para facilitar o acesso à minha ratinha, inclinei-me para trás e apoiei-me contra a parede com uma mão. Não era uma posição muito confortável ou sequer equilibrada, a princípio, mas pouco depois de o mestre me penetrar lá me ajeitei. Entre beijos e gemidos e gemidos abafados por beijos, o mestre ia-me acariciando, enquanto me puxava para si com cada investida. Agarrei-me e apoiei-me nele e encontrámos uma posição mais ou menos equilibrada, mas não muito confortável. Eventualmente mudámos de posição. Eu estava de costas para ele, com as pernas um pouco afastadas, e inclinada para a frente, apoiada com as mãos na parede. O mestre penetrou-me por detrás. Agarrou-me pelas ancas a puxar-me para si a cada penetração, agora mais fundo que antes, por causa da posição melhorada. Estava a saber-me maravilhosamente bem, mas eu estava cansada e as pernas começaram a fraquejar. Sem sequer tirar de mim, o mestre e eu ajoelhámo-nos na banheira, eu pus-me de gatas e o mestre pôde penetrar-me com a força que quis, sem que corrêssemos o risco de escorregar e cair. Por outro lado, como eu estava em melhor posição de balançar as ancas contra ele, as mãos dele passaram a acariciar todo o meu corpo, e os lábios dele exploraram minuciosa e apaixonadamente as minhas costas. A água a cair ainda sobre nós melhorou ainda mais a experiência. Pouco depois do segundo de dois orgasmos maravilhosos, os gemidos do mestre tornaram-se mais guturais e senti-o vir-se dentro de mim.

Uma grande calma instalou-se ali connosco. Depois da sinfonia (ou da cacofonia) de gemidos de prazer que tínhamos feito, só o som do chuveiro e das nossas respirações cansadas parecia tão calmo, tão pacífico. O mestre inclinou-se para a frente, encostou o corpo ao meu, afartou o meu cabelo molhado e beijou-me várias vezes no pescoço. Depois apoiou a palma da mão contra mim, logo abaixo das minhas maminhas e ajudou-me a erguer-me. Ajoelhámo-nos na banheira, encostados um ao outro, eu de costas para o mestre, que tirou cada um dos meus cabelos molhados que se tinham colado à minha cara antes de me cobrir de beijos e carícias ternurentas. Virei-me o mais que pude para corresponder.

"Bem, lá vamos ter de começar outra vez..." Disse o mestre, ainda um bocado sem fôlego.

Não foi grande piada, mas, naquele estado de felicidade em que estava, desatei-me a rir, e devo ter contagiado o mestre, que também se riu. Depois voltámos a tomar duche (desta vez sem fazer amor, mas com imensos beijinhos à mistura) e saímos para jantar.

Realmente, eu gosto é do verão.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

Nenhum comentário: