25 de março de 2008

Páscoa - O Rescaldo

Raios partissem a Páscoa (mas deixassem as férias)! É melhor fazer já as queixinhas todas para depois não estorvarem. Então o Mestre e eu tínhamos combinado passar a Páscoa muito juntinhos e estávamos na sexta já cheiinhos de vontade de nos enroscarmos e ficarmos enroscados o fim de semana todo quando me telefona a minha mãe. Aparentemente, quando disse à minha avó que eu não ia lá passas a Páscoa, ia-lhe dando o fanico, desatou num pranto, que morria se me não via (palavras dela, minhas não). Pronto, lá fui eu fazer as malas e sair de Aveiro já tardíssimo para ir aturar os desvarios da terceira idade. Lá ficou o fim de semana estragado.

Mas pronto, já lá vai. E, no final de contas, o Domingo de Páscoa não foi assim tão mau. Ou antes, foi recuperado, assim que cheguei a Aveiro.

Quando cheguei a casa, o Mestre estava à minha espera, veio ter comigo à porta, abraçou-me e beijou-me e até insistiu em levar a minha mala. Não é que não esteja habituada a que o Mestre seja um cavalheiro, mas não é costume ficar assim só por me ver.

"Estava a ver que dava em doido." Disse ele. "Tive tantas saudades tuas..."

Segui-o até ao quarto. Ele pousou a minha mala e virou-se para mim. Voltou a puxar-me para si e a beijar-me. Quase dava para saborear o desejo e a paixão nos lábios dele. E, para dizer a verdade, entre a frustração de me terem dado cabo dos planos para o fim de semana e as carícias com que o Mestre me provocava, também eu começava a sentir uma certa paixão e desejo. Devo ter começado a corresponder com mais veemência, porque o Mestre compreendeu.

Entre dois beijos lançou-me um sorriso e um olhar algo maliciosos. Puxou-me ainda mais contra si, imprimiu o seu corpo contra o meu. Ainda havíamos de colmatar o fim de semana roubado.

"Por favor... domina-me!" Balbuciei eu, já afogada em excitação.

"Estava a ver que não..." Brincou o Mestre, apenas um momento antes de entrar na fantasia.

Depois o seu olhar tornou-se duro e cruel. Com um gesto seco, empurrou-me contra a parede. As suas mãos prendiam-me os ombros e os seus lábios cobriram os meus, não com a gentileza de um beijo comum, mas com a voracidade do seu poder erótico.

"Despe-te." Mandou-me ele. "Tira tudo."

Começou a tirar a roupa ao mesmo tempo que eu, mas despachou-se primeiro. Já estava nu quando eu ainda tinha a roupa interior. Agarrou-me pelos cabelos.

"Que é isto? Estás a gozar comigo?" Empurrou-me de novo contra a parede, mas, desta vez, de frente. Puxou a tira do meu soutien e fê-la estalar contra as minhas costas. "Achas piada a ainda estares vestida quando eu já não estou? Tira isso, já!"

Mal me deu tempo de desapertar o fecho. Fez-me virar e arrancou-me o soutien do peito, sem nunca me largar os cabelos. Apalpou-me as mamas e apertou-me um bocadinho os mamilos, levemente, como uma carícia, depois apertou-mos a sério. A seguir conduziu-me em direcção à cama e atirou-me para cima das cobertas. Aterrei de quatro.

"Mas ainda estás vestida?" Ralhou-me. "Será que não fazes nada bem!?"

Arrancou-me as cuecas, desiquilibrou-me no processo, fez-me cair de barriga na cama. Depois sentou-se em cima das minhas pernas e açoitou-me as nádegas. Quando já as tinha vermelhas e quentes, acariciou-as e apalpou-as. Eu já ia a caminho da terra dos prazeres. Levantou-se de cima das minhas pernas e ajudou-me a por-me de quatro outra vez. Então encostou o seu corpo ao meu e acariciou-me a barriga e o peito enquanto me dava beijinhos apaixonados no pescoço.

"Estás bem?" Perguntou, num sussuro, como se tivesse medo que a nossa fantasia agressiva ouvisse a sua preocupação. Acenei que sim, e ele continuou.

Agarrou-me uma mama com força e puxou-me os cabelos para trás, fez-me dobrar as costas e gemer de dor e excitação. Voltou a apertar-me um mamilo, o que me fez guinchar, e depois deu-me um encontrão por detrás com as ancas, como se já me estivesse a penetrar. Depois desse seguiram-se mais alguns, e foi aí que eu percebi que queria a coisa a sério, não a fingir. Procurei às cegas com a mão entre as pernas, tentei agarrar no membro dele e conduzi-lo para dentro de mim, mas assim que sentiu o meu toque, o Mestre largou-me e empurrou-me a afastar-se de mim.

"Olha, olha, a donzela gosta de andar a mexericar." Escarneceu. "Queres ver que tenho de te atar as mãozinhas?"

Antes que eu pudesse reajir, o Mestre empurrou-me uma anca e fez-me deitar de lado. Sentei-me na cama e estendi-lhe os pulsos. Ele atou-os um ao outro com uma corda curta, não os prendeu a mais nada. Depois voltou a por-me de quatro.

Agarrou a sua verga, dura como pedras, e esfregou a ponta na minha menina molhada.

"Queres, sua safada?" Perguntou-me.

"Quero..." Suspirei, sem fôlego de tão excitada que estava.

"Pede-o."

Arfei por um momento, a ganhar fôlego para falar.

"Mete-mo! Mete-mo todo!" Exclamei, com tanta convicção quanto vontade.

"Sua oferecida..." Murmurou ele antes de me agarrar as ancas com uma mão, os cabelos com a outra e de se enterrar firmemente em mim.

Penetrou-me com vigor algumas vezes, sacudiu o meu corpo todo, fez as minhas mamas abanar.

"Gostas, sua puta?" Achei que era uma pergunta retórica, e deixei-me ficar calada a desfrutar das sensações e da fantasia. "Estou a falar contigo!" O Mestre assentou-me uma valente palmada na nádega.

"Gosto!" Gemi eu.

O Mestre largou o meu cabelo e inclinou-se paa a frente. Acariciou as minhas maminhas com doçura e disse-me baixinho ao ouvido:

"Ainda bem."

Beijou-me o pescoço com carinho, acariciou os flancos do meu corpo e saiu de mim bruscamente. Sentir-me assim, vazia, de repente, quando estamos a fazer amor, quase me deixa aflita. O Mestre sabe usar isso para criar a fantasia perfeita. Depois pegou-me pelas ancas e fez-me deitar-me de costas. Instalou-se entre as minhas pernas e empurrou as minhas mãos acima da minha cabeça. Agarrou uma mama com a mão e abocanhou-a como se lhe quisesse arrancar um bocado à dentada, como a uma maçã, mas, em vez de me fincar os dentes na carne (não é que eu não goste de umas dentadinhas, de vez em quando :P), deslizou-os sobre a minha pele algumas vezes, como se me estivesse a devorar. Depois fez o mesmo ao mamilo, a seguir prendeu-o entre os dentes sem morder e puxou-o até o deixar escapar (ai, delícia!).

Prendeu as minhas mãos contra a cama e voltou a penetrar-me. Com os lábios nos meus, cavalgou-me até me fazer explodir de prazer. Depois veio-se na minha bcca e mandou-me engolir, fez-me dizer como gosto do sabor, chamou-me de "putinha linda" e deitou-se ao meu lado.

Soltou-me os pulsos e enroscámo-nos debaixo das cobertas num silêncio satisfeito. Passados uns minutos, deu-me um beijinho.

"Boa Páscoa." Disse-me ele.

"Agora é." Respondi-lhe. Não há mal que o Mestre não me saiba tratar.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos.

Nenhum comentário: