Ora bolas! Hoje estou chateada! Este fim de semana passei-o sozinha, porque o mestre teve que ir a casa dos pais. Voltou hoje, a meio da tarde, e, quando o fui receber, até fiquei preocupada. Nunca o tinha visto com aquele ar, cansado e infeliz ao mesmo tempo. Não sei o que se passou por casa dos pais, mas não há ter sido coisa boa. Foi-se deitar cedo, pouco depois de jantar, nem brincámos hoje, nem, claro, durante o fim de semana. E ainda por cima, hoje choveu. Uma desgraça nunca vem só.
Mas, olha, paciência. De qualquer maneira, este blog não é para andar a fazer queixinhas das chatices do dia-a-dia. Portanto, vou contar-vos de uma brincadeira que o mestre e eu fizémos no verão passado.
O mestre tem família em Buarcos. Para quem não sabe onde é, é junto à Figueira da Foz, mesmo paredes-meias. Em Agosto passado, esses parentes do mestre foram de viagem pela Europa fora durante a maior parte do mês, de maneira que o mestre e eu ficámos em casa deles uns quinze dias, com a devida permissão, naturalmente. Aproveitámos a praia, eu gosto de apanhar sol e de ficar deitada na areia sem fazer nada. Depois, na praia, entre corpos quase nus e espalhar creme um no outro, sempre se passa um bom bocado. Dizem que se deve aplicar o protector solar antes de sair de casa, e assim fazemos, mas por quê desperdiçar a oportunidade de nos besuntarmos um ao outro, sob o sol quente, outra vez? É uma coisa tão sensual, erótica, mesmo, primeiro o frio do creme, saído do frasco, na minha pele, depois as mãos do mestre, os seus dedos fortes e hábeis, a deslizar pelo meu corpo, nos meus ombros, nas minhas costas e nas minhas pernas, depois na minha cara, como carícias. A seguir é a minha vez de pôr creme ao mestre, o que eu também gosto, poder acariciar todo o corpo do mestre é uma ocasião pouco frequente (sabem, eu costumo ter as mãos atadas quando se proporciona a altura das carícias). Nesse dia estava a usar um biquini vermelho vivo, liso (entenda-se, sem padrão, que, quando sou eu que o uso, um biquini é tudo menos liso :P). Por cima, só usava um t-shirt larga, das que só costumo usar em casa, e um pareo à volta das pernas.
Voltando ao assunto... Depois de termos posto o creme ficámos, durante a maior parte do tempo, deitados, à conversa, a olhar para as pessoas mais atraentes (a seguir a nós mesmos, claro) e a sugerirmos um ao outro, na brincadeira, que propuséssemos a um ou outro desconhecido voltar connosco para casa para brincarmos a três... ou quatro, ou cinco, ou seis. Durantes estas conversas há sempre risinhos e beijinhos discretos, e estamos sempre bem dispostos. Lembro-me de ter sentido uma brisa refrescante, depois o calor imenso outra vez. Então o mestre sugeriu:
"Queres ir ao mar?"
Não sou muito o tipo de nadar, sobretudo no mar, mas estava tanto calor que até me apetecia refrescar, portanto disse que sim, e lá fomos. Avançámos pelo mar adentro até termos água pelas ancas, com o arrepio ocasional, quando alguma onda nos borrifava mais acima. Refresquei os meus braços e peito com mãos cheias de água do mar, o mestre fez o mesmo. Depois tocou-me nas costas com a mão molhada e fria, perguntou-me se queria que me molhasse as costas, e eu disse que sim. Passado o arrepio, foi a frescura mais agradável que me lembro de ter sentido. Depois, o mestre encostou-se a mim e abraçou-me por detrás, a dar-me beijinhos na cara. Senti-o a empurrar-me devagarinho, e avançámos um pouco mais, até termos água pelo meio da barriga. Então as mãos do mestre seguiram os contornos so meu corpo debaixo da superfície, acariciaram as minhas ancas e tocaram-me na parte da frente das coxas. Senti as pontas dos seus dedos a "caminharem" em direcção às minhas partes íntimas, a tocarem-me por cima da parte de baixo do biquini.
"Aqui não..." Protestei, sentindo-me corar, mas interessada em saber até onde é que o mestre iria, até onde é que eu me deixaria ir. O mestre não se deixou dissuadir.
"Não queres?" Perguntou o mestre, e, como eu não respondi, ele achou bem continuar.
Aos toques leves e carícias por cima do biquini seguiu-se uma das suas mãos primeiro a subir, acariciar a minha barriguinha, depois a descer, colada à frente do meu corpo, enfiando-se por baixo da fato de banho. Os seus dedos acariciaram-me com a destreza que eu já lhe conhecia, excitaram-me mais que o que eu julgava ser capaz de me excitar em público. Eu ia olhando em volta, para o horizonte, esperando que as pessoas em volta (não eram muitas) não dessem conta do que se estava a passar, esperando que os óculos escuros disfarçássem a minha expressão de prazer e que a água fosse suficientemente turva para não deixar ver o que se passava por debaixo. O mestre continuava a beijar-me, e eu ia correspondendo.
"Estás a gostar?" Sussurrou-me ao ouvido.
"Estou..."
"Diz-me do que gostas."
Hesitei antes de responder. Sabia bem o que queria, mas dizê-lo em frente às pessoas...
"Mete-me dois dedos." Murmurei, tão baixinho quanto consegui.
"Não ouvi, fofinha."
"Mete-me dois dedos." Sussurei, só um bocadinho mais alto.
"Ainda não ouvi..." Foi aí que compreendi que o mestre queria que eu me embaraçásse, queria que, pelo menos, mais uma pessoa me ouvisse a dizer alguma coisa porca.
"Mete-me dois dedos!" Disse eu, não tão alto que atraísse as atenções, mas suficientemente alto para causar algumas reacções. Duas raparigas olharam, depois viraram-se uma para a outra, riram-se e afastaram-se. Uns rapazes, que estavam à conversa por perto olharam todos para nós, comentaram e voltaram ao que estavam a dizer, sem dar importância. Um casal, que estava lá com os filhos, ainda pequenitos, olharam para nós com olhar reprovador e levaram os putos para longe.
O mestre fez como lhe pedi, afastou os meus lábios sensualmente com um dedo, meteu-o em mim aos poucos, depois meteu outro, e acariciou-me por dentro. Não consegui reprimir um sorriso de prazer e embaraço, nem deixar de remexer ligeiramente, mas não fiz nada para deter o mestre.
Tentei controlar a respiração, fiz o meu melhor por não gemer como me apetecia, quase desejei não me deixar excitar tanto, mas estava a sentir imenso prazer. Os meus mamilos enrijeciam e sentia o tecido do meu biquini neles como nunca. Quando esfreguei mais água no peito, com o propósito (leia-se, a desculpa) de me refrescar, aproveitei para os acariciar levemente. O mestre, entre beijinhos, ia-me sussurrando coisas bonitas, ia-me dizendo como me acha bonita, como desejava poder possuir-me naquele mesmo instante.
Eu não sabia o que fazer às mãos. Entre refrescar-me uma e outra vez, ia agarrando os braços do mestre. A dada altura senti a excitação a crescer em mim como não achava possível, assim, no meio da rua. Olhei em volta. Um ou outro rapaz solitário (e mesmo alguns acompanhados) olhavam para mim, não soube se por eu ficar mesmo muito bem em biquini ou se porque estava a deixar transparecer mais que o que queria. Uma onda mais alta molhou o meu peito. Os dedos do mestre nas minhas partes sensíveis. Os olhos em redor. O sol escaldante no meu rosto, no meu peito. A carícia da água fria na minha pele. A minhas pernas a retesarem-se, os meus pés a ficarem em pontas, as minhas mãos a agarrarem o mestre pelas nádegas (ele não pareceu importar-se), as minhas costas a tentarem não se arquear demasiado, eu a vir-me à frente de toda a gente.
Uma vertigem ameaçou fazer-me perder o equilíbrio, o mestre agarrou-me. Olhei em volta. Várias pessoas estavam a olhar para mim, incertas (ou incrédulas) do que sucedera.
"O sol está a fazer-te mal?" Perguntou o mestre, molhando-me os cabelos e a testa, fingindo preocupação.
"Acho que sim..." Suspirei eu.
Sob os olhares de quase toda a gente, saímos da água, pegámos nas nossas coisas e pusémo-nos a caminho de casa. Assim que estávamos prontos para ir, o mestre aproximou-se do meu ouvido e sussurou-me:
"Adorei o teu gemido."
Não me apercebi de que tinha gemido! O espectáculo que não devo ter dado para quem lá esteve! Não me lembro de alguma vez me ter sentido tão embaraçada. Mas fiquei a saber que tenho uma faceta exibicionista.
Quando chegámos a casa fizemos mais coisas. Conto para a próxima. Agora quero é acabar de escrever isto para me ir enroscar com o mestre.
Espero que tenham gostado.
Beijinhos!
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2 comentários:
E eu que pensava que "sexo na praia" era o nome de um cocktail...
Catarina, adoro as tuas histórias. Manda mais.
LOL, e é, arabianshark. O mestre só re-inventou o conceito.
Ainda bem que gostas :)
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